6ª Sessão Solene - 10/05/2007
O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Com a palavra o sr.governador do estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira.
O SR. GOVERNADOR LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA - Boa-noite a todos! Devido ao adiantado do jogo e da fome, vou procurar ser breve.
Quero começar repetindo uma frase que cunhei aqui, no discurso que fiz quando da posse do presidente Itacyr Centenaro e de toda a sua equipe: Chapecó tem uma vocação irresistível, irreprimível e irrefreável de ser grande e de ser líder.
Chapecó atravessou o ciclo da madeira, passou para o ciclo da agroindústria e em todos os ciclos econômicos foi uma cidade que soube buscar o desenvolvimento.
Há um novo horizonte para Chapecó: o horizonte da bioenergia, da bioengenharia, da nanotecnologia. O futuro desses horizontes largos da ciência e da tecnologia certamente farão daqui também, além de um grande pólo industrial, um grande pólo educacional, um grande pólo de saúde, um grande pólo de turismo, após a construção do centro eventos vai caracterizar esta cidade.
Quero fazer aqui dois anúncios muito importantes e que, acredito, vão se confirmar muito brevemente. O primeiro é a decisão, que me foi comunicada pelo hoje empresário Nelson Piquet, de instalar aqui uma central da sua Autotrack, que gerará empregos de uma renda média elevada para 300 pessoas, principalmente jovens e estudantes.
O outra é a decisão de uma empresa norte-americana que já tem plantas, no estado de Minesotta, para instalar aqui uma usina de geração de energia através dos restos de gordura que ficam no processamento do suíno e do frango.
(Palmas)
É uma nova fronteira que se estabelece para a produção de energia, que durante o Fórum das Américas prospectamos a vinda para cá.
Por outro lado, também naquele Fórum, que reuniu grandes pensadores mundiais, que contou com a participação do ex-presidente Bill Clinton, surgiu uma nova perspectiva, uma não-imaginada perspectiva para a atividade florestal. Pois bem, por todas as formas, todos os meios e argumentos, ficou estabelecido que o futuro do etanol não está na cana-de-açúcar nem na soja nem em outro produto agrícola que integra a cadeia alimentar, porque com o crescimento do país, com o crescimento populacional, haverá de ser limitada a colheita de cana, de soja e de outros grãos para a produção de etanol, sob pena de faltar o alimento para o animal a ser abatido e faltar o alimento na mesa do cidadão.
Pois bem, a grande fronteira do etanol está na árvore. A árvore é capaz de produzir aquilo que se produz com a cana-de-açúcar, com o girassol, com a soja e outros produtos vegetais. E essa também é uma nova perspectiva para toda a região altiplana de Santa Catarina.
Quero dizer ao nosso coral que desejo fazer um contrato com vocês.
(Palmas)
Vou ajudá-los para a realização desse evento que se realizará em julho, desde que vocês - e não sei se já cantam - passem a cantar Quem Sabe, de Carlos Gomes. Vocês já cantam? Dá para cantar, para que Chapecó não fique nunca Tão Longe de Mim Distante.
(Palmas)
Por último, cumprindo aquilo que prometi a mim mesmo de ser breve, durante a sessão escrevi uma brincadeira, algumas estrofes para saudar a conquista verdolenga nos campos de batalha de Criciúma.
(Passa a ler.)
"Ode ao campeão
Índio que lança
que avança
Conquista
Índio que mira
que atira e acerta
Índio que corre
Não morre no meio da luta
Índio que labuta
Disputa com força resoluta
Índio que agarra
Que amarra o nó da vitória
Índio que é glória,
A mais notória de equipe campeã
Índio que é verde
Da virgem mata que resgata
Índio que vence toda gente
Só pode ser chapecoense."
(Palmas)
No meio dessa indaiada tem um negrinho comandando tudo.
(Continua lendo.)
"Índio que peleia
Com pulmão e coração
Índio que é fúria,
Que é garra
Garra de campeão."
(Palmas)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)