14ª Sessão Ordinária - 13/03/2007
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, sra. deputada Ana Paula Lima, integrantes da Mesa, srs. deputados, assomo hoje à tribuna para dizer que sou agora a líder do PRB no estado de Santa Catarina. Tomei a iniciativa de já me filiar no dia 10, sábado. Pudemos contar com o apoio de, aproximadamente, 60 municípios, e temos mais 20 que virão conosco. Isso é importante, pois quando as pessoas nos dão apoio, elas nos trazem segurança.
Assim sendo, nós estamos hoje, aqui, para contribuir com o PRB, Partido Republicano Brasileiro. Só não pudemos contar com a presença, nesta Casa, do vice-presidente da República José Alencar porque ele continua fazendo alguns tratamentos de saúde em São Paulo, mas em breve estará em nosso estado.
Por que escolhemos o dia 10? Porque o nosso número, deputada Ana Paula lima, é o número 10! É a nota 10 para o melhor aluno da escola. Eu, como professora, deputado Sérgio Grando, sempre gostei de dar nota 10, que é a nota máxima. O craque brasileiro Pelé, é camisa 10! Então, esta deputada quer ser 10 também. E eu irei esforçar-me para continuar sendo!
O número do PRB é 10! É um número que vai ficar gravado nas notas taquigráficas desta Casa, pois é um número muito fácil, é um número bem acessível. E eu falarei amanhã, no horário do meu partido, sobre os seus objetivos, o seu programa e assim por diante.
Mas eu me senti muito honrada, ontem, por ter sido convidada para participar de um debate realizado na Associação Catarinense de Bibliotecários, no auditório da Unisul, às 20h40min, ocasião em que falei sobre a importância do bibliotecário em nosso estado, sobre as suas prerrogativas e também sobre a minha experiência, ao longo do magistério, no interior do nosso estado. Eu lecionei em Matos Costa, na Escola Básica Dom Daniel Hostin, hoje Colégio Estadual Dom Daniel Hostin, como também em outras escolas do interior do estado.
Nós sabemos que geralmente a pessoa que é colocada pela direção da escola para trabalhar na biblioteca é aquele professor que ficou doente ou não se ajusta bem numa sala de aula. Então, ele é convidado a ficar na biblioteca, muitas vezes com livros desatualizados e num ambiente inadequado, porque a biblioteca dessas escolas do interior funciona, na maioria das vezes, no almoxarifado ou em um outro cantinho onde a criança não fica motivada para ler.
Mas eu me aprofundei um pouquinho mais e percebi que o bibliotecário, o bacharel em Biblioteconomia, deputado Kennedy Nunes, é uma pessoa de nível superior. Inclusive, gostaria de parabenizar a Unisul e a Udesc por terem criado, em 1973, os cursos de Biblioteconomia no estado de Santa Catarina. Elas também se estão esforçando o máximo possível para que sejam criados cargos de bibliotecário em nosso estado por concurso público. Neste sentido, quero empenhar-me muito nisso, colocando-me à disposição, porque isso ficou muito obscuro. Não sabemos se houve ou não concurso. Creio que não houve.
Quando o vice-governador Eduardo Pinho Moreira substituiu o governador Luiz Henrique da Silveira, comprometeu-se e disse que haveria concurso para bibliotecário. Mas parece-me que isso não ocorreu. Inclusive, vou fazer um pedido de informação para que seja esclarecida essa matéria.
Gostaria também de parabenizar a presidente da Associação Catarinense de Bibliotecários, sra. Marli Machado. Sabemos que essa associação luta e defende o acesso à informação, o incentivo à leitura e busca fazer cumprir as leis estaduais e federais que amparam o direito dos bibliotecários. Existe até uma lei, a Lei Federal n. 4.084, de 30 de junho de 1962, que dá amparo legal aos bibliotecários e que dispõe sobre a profissão de bibliotecário e regula o seu exercício.
É claro, srs. deputados, avançando um pouquinho mais, que eu, como professora, como profissional da área da educação, sou contra a privatização da nossa Biblioteca Pública e entendo que temos que rever esse projeto da terceira reforma administrativa.
Mas eu fiquei muito feliz, hoje, pelo posicionamento do brilhante deputado Sargento Amauri Soares, pela contribuição da minha colega Ana Paula Lima e de outros parlamentares na audiência pública. Eu pude perceber que o povo, graças a Deus, está tirando a venda dos olhos, está tirando do coração o sentimentalismo, ou seja, está indo ao debate, pois não adianta de nada dar um tapinha nas costas. O povo tem que falar, o povo tem que se expressar.
Então, chegou o momento de o povo, através das audiências públicas, manifestar-se. E nessa ocasião várias lideranças puderam colocar os seus anseios, as suas angústias e os seus posicionamentos.
Não podemos aceitar, entregar para o município o patrimônio que é de todos os catarinenses; não podemos entregar esse brilhante e rico acervo de obras raras da nossa Biblioteca Pública, que são as coleções que representam anos de trabalho de pessoas bem-intencionadas, que procuraram cuidar, zelar, catalogar e adquirir novos exemplares, nas mãos do município. Não podemos, também, aceitar a venda do TAC e a retirada das gratificações. Vários funcionários estão angustiados com isso.
Nós estamos aqui para atender a população em seus anseios. Não importa se somos da Oposição, da base ou da coluna do meio. Estamos aqui para agradar a maioria, para agradar o trabalhador, aquele que votou em nós.
É claro que sempre vamos agradar uns e desagradar outros, mas quero estar ao lado do povão, do meu povo; quero agradar a classe dos trabalhadores, dos menos favorecidos; quero estar lado a lado com eles. Afinal de contas, fui eleita para defender essa classe.
Sr. presidente, muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)