Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

55ª Sessão Ordinária - 23/06/2010

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, servidores aqui presentes, principalmente os da saúde pública do estado de Santa Catarina.

(Manifestações das galerias)

Enquanto as cúpulas partidárias não decidem as coligações para a eleição que se avizinha, os servidores e a sociedade permanecem penando por uma política pública desastrada, por uma política salarial desastrosa ou até planejadamente desastrosa.

O incrível é que em maio de 2007, há mais de três anos, os servidores da Segurança Pública se mobilizaram reivindicando a Lei n. 254. Isso foi em 15 de maio de 2007.

O governador Luiz Henrique da Silveira tinha assumido o segundo mandato há cinco meses e o argumento utilizado na época foi que os pegamos de surpresa, porque estavam organizando o governo que estava começando. Cinco meses para organizar o governo que, na verdade, estava continuando, aliás, o governo da tríplice aliança.

Na prática eles estavam trocando cotoveladas para ver quem iria assumir as SDRs, aquele monte de cabides de emprego; quem ficaria pendurado em cada um daqueles cabides que foram criados naquele momento.

Agora, já faz quase um ano, ou seja, o que eu falei dos primeiros seis meses desse segundo mandato da tríplice aliança, que eles não têm tempo para atender aos servidores para discutir uma política salarial correta, adequada, descente, coerente, que valorize o serviço e não maltrate, humilhe, os servidores como têm feito, porque estão desmontando a tríplice aliança. E o silêncio desses dias por aqui, e muitas ausências, é também porque eles não sabem o que fazer com a tríplice aliança.

A maioria dos deputados não sabe se são governo ou Oposição. A cada 48 horas mudam a conjuntura, não se sabe se o governador atual, Leonel Pavan, vai apoiar alguém da tríplice aliança ou se ele próprio vai ser candidato sozinho. Enquanto isso eles não têm nada para dizer à sociedade e para os servidores públicos de forma geral.

A greve da Saúde, de vocês, continua, e a imprensa vai lá à emergência do Regional para noticiar que tudo está normal. Ora, aquilo lá faz muito tempo que não é normal, até porque é a única emergência aberta na Grande Florianópolis inteira.

(Manifestação das galerias)

Se o governo pretende passar uma idéia de normalidade para enganar, ou continuar enganando a população, não deve mandar na emergência do Hospital Regional de São José, porque aquilo lá não é normal e faz muito tempo. Vimos aqui ontem parte daquele vídeo mostrando que sobra o desespero da população que está lá há 4h, 6h, às vezes, 12h esperando atendimento. O desespero, a angústia e a revolta da população acabam sendo descarregadas nas costas dos servidores que estão lá sendo desrespeitados também pelo governo. Não é o secretário que vai lá à porta da emergência segurar a população desesperada por falta de atendimento. Não é nenhum deputado, não é nenhum governador, mas quem fica lá é o servidor que está sendo discriminado e maltratado pelo governo do estado. A população está abandonada, a saúde pública não está normal na Grande Florianópolis.

Quero repetir aqui para ficar registrado, que parece que o governo da tríplice aliança descobriu uma forma de acabar com a "ambulâncioterapia", fechando os hospitais da Grande Florianópolis, porque é isso que está acontecendo. Já havia apenas a emergência do Hospital Regional de São José funcionando, que só continua aberto porque o sindicato foi lá pedir para continuar, para não abandonarem a população completamente.

Então, se disser que há cinco centros cirúrgicos no Hospital Regional de São José, eles fecham os cinco, se fecham o Hospital Florianópolis inteiro, se fecham a emergência do Hospital Celso Ramos estão efetivamente acabando com a "ambulancioterapia". Não adianta ninguém vir de nenhum lugar do estado, porque não será atendido na capital. Aliás, como é comum também, lamentavelmente, desgraçadamente, para a população de Florianópolis.

Todo o meu apoio à greve de vocês. Vamos continuar essa luta para melhorar esse estado e essa sociedade catarinense.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)