Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

7ª Sessão Extraordinária - 14/05/2008

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Muito obrigado, sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, quero falar hoje, neste horário, sobre a crise mundial de alimentos e o aumento dos preços dos produtos alimentícios no mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil, e da ameaça que a humanidade vive com o agravamento desse problema levando cada vez mais não só milhares, mas milhões e talvez bilhões de pessoas à miséria ou a uma miséria ainda maior do que já vivem.

O problema de fundo, para falar muito rapidamente, é que o alimento tão necessário à vida humana, deputado Pedro Uczai, na sociedade capitalista foi transformado em mercadoria sobre a qual alguns poucos, cada vez menos, ganham cada vez mais lucros. O monopólio dos alimentos, o monopólio dos insumos agrícolas e o monopólio das sementes submetem todos, a humanidade inteira, incluindo os pequenos agricultores e os pequenos produtores rurais, à perversa lógica do mercado e do lucro.

Ontem, para tratar desse assunto, nós tivemos uma audiência pública nesta Casa, organizada pela comissão de Agricultura, da qual faço parte, proposta pelo deputado Dirceu Dresch e presidida pelo deputado Moacir Sopelsa, da qual participaram uma centena de agricultores, na sua maioria dirigentes dos pequenos agricultores, dirigentes sindicais e a comunidade preocupada com esse assunto.

Nós voltaremos a esse assunto no dia de amanhã ou numa sessão futura, porque esse é um debate que precisa ser aprofundado, já que diz respeito ao futuro da humanidade, talvez ao futuro urgente da humanidade.

Há também a questão dos biocombustíveis que, embora digam que não é o problema central, mas que é, sim, provocado por outros problemas, também afeta essa crise de alimentos. Portanto, é nosso dever de parlamentar, é nosso dever de ser humano, é nosso dever de pessoa preocupada com o futuro dos povos e do nosso povo, debater sobre essa questão da carestia dos alimentos. Há 30 anos talvez não se usasse esse termo. Infelizmente, vamos ter que voltar a essa questão e aprofundar isso para que a sociedade possa tomar pé da situação e dirigi-la para outro rumo.

Mas nós queremos voltar a falar ainda, no dia de hoje, da Lei n. 254. Não há como não o fazer. Amanhã, caros companheiros praças aqui presentes, completaremos um ano daquela manifestação, quando milhares de servidores da Segurança - a maioria praças -, cerca de três mil policiais, bombeiros e agentes prisionais, foram até o Centro Administrativo na perspectiva de negociar a integralização do pagamento da Lei n. 254. E batemos com a cara na porta, esbarramos nas portas fechadas, com a possibilidade de diálogo interrompido por parte do governo, que considerava o mês de maio de 2007 muito cedo para voltar a debater o assunto. Nós achávamos, e essa era a angústia da maioria dos nossos companheiros pelo estado afora, que o mês de maio já era muito tarde.

Pois temos mais um ano depois daquele dia, assim com já temos, e completamos agora no dia 10 de maio, dois anos e sete meses da última vez que o governo do estado negociou salário com os servidores da Segurança Pública. Foi em 10 de outubro de 2005 a última vez que tivemos uma negociação salarial efetiva com o governo do estado. Portanto, é a categoria do serviço público estadual que está há mais tempo sem ser atendida e sem ter uma proposta concreta e objetiva do governo com relação à questão salarial.

Nós continuamos reivindicando e iremos continuar a reivindicar, porque estamos esperando ansiosos que, efetivamente, o governo apresente uma proposta para que a nossa categoria e todos os servidores da Segurança possam debater a integralização de pagamento da Lei n. 254.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)