11ª Sessão Ordinária - 05/03/2013
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente e srs. deputados, quero aproveitar o tempo que tenho hoje nesta tribuna para entrar novamente num assunto de suma importância não só para Santa Catarina, mas também para Joinville, que diz respeito ao nosso aeroporto.
Srs. deputados, o aeroporto de Joinville no momento não atende às necessidades de Joinville e muito menos da região, fazendo com que boa parte dos empresários e das pessoas que precisam se locomover para outro estado, usando o transporte aéreo, fazem no aeroporto de São José dos Pinhais, no Paraná, porque o nosso aeroporto não tem condições, ou porque está chovendo, ou porque tem muita neblina, ou porque um passarinho está na pista, quer dizer, sempre há algum problema que faz com que voos sejam cancelados para Joinville.
As autoridades constituídas daquele município, capitaneadas pelo ex-governador e hoje senador Luiz Henrique da Silveira, estão lutando para fazer com que aquele aeroporto funcione de acordo com as necessidades do município e da região, com a qualidade de pista, de estrutura e de acesso, em nível da nossa cidade.
Foram lançadas três frentes para que tenhamos um aeroporto de acordo com aquilo que requer a cidade e o estado de Santa Catarina. A primeira é a duplicação da Avenida Santos Dumont, que é o acesso ao aeroporto. A segunda frente seria o chamado ILS, um aparelho que permite que as aeronaves possam aterrissar no aeroporto de Joinville com neblina, com chuva ou em condições adversas. A terceira frente seria o aumento da pista do aeroporto, que é necessário para as aeronaves que descem hoje e para aquelas de maior porte.
Pois bem, a briga para o aumento dessa pista já vem de alguns anos. Primeiramente, havia o problema de uma família de caranguejos no final da pista que não podia ser removida, porque o meio ambiente não permitia, iria ofender os princípios ambientais. Foi uma discussão que levou tempo até ser resolvida. Depois, vieram os problemas das indenizações. Muitos não aceitavam que fosse cortada uma árvore próxima ao aeroporto. Mas depois de muita luta resolvemos essa questão.
O sr. governador esteve em Joinville há alguns dias e lá deu a ordem de serviço para a duplicação da nossa Avenida Santos Dumont, num percurso de 1.800 metros, sendo que apenas temos 800 metros em condições de serem duplicados, porque os 1.000 metros restantes ainda dependem de desapropriação ou indenização. Mas havia a necessidade da ordem de serviço para que começassem os trabalhos e nesse meio tempo se conseguisse o intento de desapropriar ou indenizar algumas áreas.
A ordem de serviço foi dada, muitas alegrias, muitos elogios, para que se começasse uma das três intenções deste governo em fazer um aeroporto descente, bom e útil para todos.
Aí veio a notícia do ILS, o recebimento do aparelho. Estive na prefeitura conversando com o prefeito, que estava eufórico com a novidade, enfim, chegou o tão famigerado aparelho que o senhor governador e hoje senador Luiz Henrique da Silveira afundou os corredores da Infraero para conseguir. Finalmente veio o ILS. Na ocasião da ordem de serviço lá na Avenida Santos Dumont todos citamos a chegada do famigerado ILS, que em 90 dias estaria em operação.
Pois muito bem. Esse é o segundo braço necessário para se fazer o aeroporto moderno. O terceiro seria o aumento da pista que, lamentavelmente, o sr. prefeito recebeu... Primeiro, ele perguntou verbalmente por telefone e o pessoal da Infraero disse-lhe o seguinte: "O senhor faça isto de forma expressa. O senhor escreva perguntando e nós lhe responderemos". E a resposta, depois de feita a pergunta por escrito, veio por escrito também: "No momento não vamos aumentar a pista do aeroporto de Joinville".
Então, o que aconteceu? Depois de conseguir remover a família de caranguejo que havia lá, de fazer as indenizações necessárias e tudo mais, recebemos agora, curto e grosso, a resposta de que não há aumento de pista no momento, nem verba, nem coisa nenhuma, um balde de água nas pretensões do município de Joinville.
Para completar, nessa semana tivemos a informação de que o ILS que foi mandado para Joinville para poder operacionalizar precisa de alguns acessórios. E que todos esses complementos para o funcionamento do ILS não vêm para cá antes de um ano. Tem que ser feita a licitação, precisa ver quem vai autorizar, precisa conversar com "a" e com "b", ou simplesmente entendemos a conversa: vamos ter que voltar a pedir por favor para a Infraero fazer alguma coisa no sentido de que esse ILS funcione. Simplificando: má vontade ou antipatia de forma absoluta e pontual em relação às autoridades competentes do município de Joinville, ou não se gosta de Joinville de verdade. "Não gostamos de Joinville ou não gostamos daquele aeroporto. Aquele aeroporto está num lugar que não gostamos e não o queremos lá"! Só pode ser isso, porque as coisas estavam bem encaminhadas, estávamos ansiosos para ver em andamento os três braços que dariam o porte natural de um aeroporto para Joinville, um aeroporto descente para descer aeronaves em segurança e para não termos tantos vôos cancelados. Agora vamos começar praticamente da estaca zero. O que temos de verdadeiro, em relação ao aeroporto de Joinville, são os primeiros 800m para a duplicação, que já estão indenizados. Ainda faltam 1.000m para serem indenizados, ainda faltam todos os complementos para o ILS e ainda falta conversar de pé de orelha com esse pessoal da Infraero para convencê-los de que é necessário o aumento da pista do aeroporto de Joinville.
Essa é a situação da maior cidade de Santa Catarina, que está recebendo o aporte de empresas de nível internacional, com fábricas se instalando e empresários chegando via aeroporto de Curitiba e Navegantes, porque a maioria dos voos em Joinville são cancelados por falta de boa vontade da Infraero. Esta é a grande verdade!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)