87ª Sessão Ordinária - 07/10/2014
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, prezados catarinenses que nos acompanham pelos meios de comunicação. Quero, em primeiro lugar, cumprimentar todos os eleitores, os grandes atores dessa grande festa, que foi a democracia. No último final de semana escolhemos os nossos deputados estaduais, os nossos senadores, os deputados federais, o nosso governador de Santa Catarina e também está encaminhada a escolha do Presidente da República.
Quero também fazer uma saudação muito especial aos eleitores do Vale do Rio Tijucas, do Vale do Rio Itajaí-Mirim, e a todos os demais eleitores que somados passaram de 50 mil votos e que dirigiram o seu prestígio a minha pessoa, reconduzindo-me a esta Casa e fazendo-me o deputado mais votado do PSDB e ainda o deputado mais votado de todas as bancadas que não pertenciam a grande coligação que elegeu o governador Raimundo Colombo. Fomos o décimo primeiro deputado mais votado com 50.232 mil votos. Nossos agradecimentos a todos os eleitores, não apenas aos que votaram neste deputado, mas também a todos os eleitores que votaram em nossos companheiros. Enfim, escolhemos esse número de representantes e tenho de que vamos representar muito bem Santa Catarina.
Cada deputado levou a sua proposta e o eleitor teve a oportunidade de fazer a sua análise, a sua interpretação, escolhendo aquele que julgava melhor.
Dos quarenta deputados, dezessete são deputados novosnas diversas coligações. Nós estávamos na coligação para governador do PSDB com o PP, PSB e outros partidos menores como PPS, PTC, PHS, PSL, PT do B, PRTB, PTN e SD. Fizemos uma grande coligação que somados teríamos feito 988 mil votos. Lamentavelmente fomos com três coligações para deputado estadual. A coligação do PSTB elegeu quatro, e sobraram 24 mil votos, que ficaram sem ser contabilizados; o PP teve 379.865 mil votos e elegeram quatro deputados, sobrando 27 mil votos. Por outro lado, o PSB fez 232.938 mil votos, elegeu dois deputados e sobraram 56 mil. Só nas sobras que não foram contabilizadas para ninguém, essa coligação perdeu um deputado.
Na nossa conta, o PP elegeu quatro deputados, o PSDB quatro e a coligação do PSB, que tinha como maior expressão a figura do senador Paulinho Bornhausen, dois. Se estivéssemos juntos, ao invés de eleger dez, aproveitando todos os votos, teríamos elegido 11 deputados. E com os 989.719 mil votos teríamos pegado duas sobras, ou seja, sem essa coligação deixamos de ter 13 deputados para termos apenas dez como temos agora. Naturalmente como não existe nenhum outro espaço vazio essas treze vagas foram ocupadas por outras legendas para fechar os quarenta deputados.
Lamentamos, porque no início da campanha fui o fiel defensor de uma grande coligação entre o PSDB, PP e PSB e com isso asseguraríamos maior número de deputados estaduais. Assim deixamos de eleger três deputados. E, além disso, esse grande bloco depois da eleição, em janeiro de 2015, certamente terá algum tipo de comportamento com o governador Raimundo Colombo agora reeleito, pois acredito que o governo necessitará buscar apoio de outras legendas para dar governabilidade, agilidade, além dos vinte da sua coligação.
Esta Legislatura é a prova de como isso é importante, pois o governo Raimundo Colombo tem mais de 33 deputados que lhe dão sustentação política. E graças a esta sustentabilidade conseguiu o encaminhamento e inúmeros projetos. Foram mais de R$ 11 bilhões encaminhados para atender as necessidades das prefeituras, através do Fundam, por exemplo, que foram mais de R$ 580 milhões.
Foram buscados recursos para reformar a maior parte das escolas, para construir hospitais e para revitalizar as nossas rodovias. Enfim, somados os recursos, são mais de R$ 11 bilhões, os quais foram possíveis de serem buscados graças ao apoio que esta Assembleia deu e está dando nesta legislatura. E certamente não vai faltar ao governo Raimundo Colombo diplomacia justamente para buscar, na próxima legislatura, forças políticas, não somente dos partidos que fizeram a coligação com ele para ganhar a eleição, como agora certamente buscará no PSDB, no PP, no PSB e nos diversos partidos menores ditos assim o apoio também para dar agilidade. Isso será muito importante para o nosso estado.
Por último, sr. presidente, quero conclamar todos os catarinenses, os mais de 52% dos catarinenses que já votaram em Aécio Neves, já votaram em alguém que representa uma mudança, uma transformação importante. Santa Catarina vê que Aécio Neves pode comandar as mudanças que o Brasil precisa.
Na minha cidade, especificamente, em Brusque, em Botuverá e em Guabiruba, onde se votou maciçamente em Aécio Neves, mais de 75% da população já manifestou o seu voto dessa maneira, ou seja, votando em Aécio Neves para presidente.
Espero que aquela onda que iniciou em Brusque, em Guabiruba, votando em Aécio Neves para presidente no primeiro turno venha também a contagiar Santa Catarina inteiro e colaborar para eleger o novo presidente Aécio Neves. E que ele possa levar para Brasília a esperança de transformações importantes que venham a mudar Santa Catarina e o Brasil: mudanças na reforma política, na reforma tributária e na reforma de apoio aos estudantes. Enfim, existe um conjunto muito grande de ações que podem ser feitas.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)