102ª Sessão Ordinária - 31/10/2018
DEPUTADO DIRCEU DRESCH (Orador) - Comenta que, durante o processo eleitoral, houve um circo, trazendo mais uma vez problemas com as delações premiadas, que atingiram novamente uma liderança catarinense, Ideli Salvatti, que depois foi inocentada por falta de provas. Considera um absurdo isso que vem acontecendo, quando setores do Judiciário, articulados com a grande mídia, publicam o que lhes interessa das delações, destruindo biografias injustamente.
Destaca que empresários corruptos que são presos, para diminuir as suas penas e, às vezes, escapar da prisão fazem delações mentirosas, destruindo a reputação de pessoas, que nunca mais serão restabelecidas. Explica que um dos grandes movimentos de reação da sociedade brasileira e de aumento do ódio se deve a este processo vivido nos últimos anos, acreditando que isto precisa ser corrigido com urgência.
Alerta sobre a gravidade do que está acontecendo no Brasil, pois contribuiu muito, inclusive, com o processo de reação de antipolítica neste último período. Repete o que falou no dia anterior, que isto não colabora com o processo de democratização, ao contrário, ameaça a democracia.
Refere-se à fala do deputado Antônio Aguiar, e manifesta preocupação quando se usa a tribuna acusando, reforçando denúncias sem provas. Enfatiza que o juiz Sérgio Moro acusou Lula sem nenhuma prova, entendendo que ele está preso como uma estratégia para tirá-lo do processo eleitoral.
Declara que Bolsonaro foi eleito com todos esses problemas que ocorreram neste período, inclusive com a retirada de Lula da disputa eleitoral, estratégia articulada pelos grandes capitalistas nacionais e internacionais, especialmente os Estados Unidos. Assegura que um dia o povo brasileiro terá a informação de tudo que está atrás deste movimento, que começou especialmente a partir de 2014, passando pela derrubada da presidente Dilma, pela prisão do ex-presidente Lula, e a tomada, o sequestro dos bens do povo brasileiro, das riquezas do país, especialmente falando do petróleo. Reitera que o presidente eleito, assim como Temer, é um fantoche do grande capitalismo, dos neoliberais, que dominam o mundo, sangram o povo do Brasil, tirando as suas riquezas e deixando-os cada vez mais pobres.
Espera que um dia se faça justiça e democraticamente se abra a caixa preta da chamada Lava Jato, que até hoje só conseguiu mostrar o seu lado fascista, deixando de prender figuras como Aécio Neves, contra quem existiam provas robustas, aspecto que se confirma no convite do presidente eleito ao juiz Sérgio Moro para ser ministro da Justiça ou membro do Supremo Tribunal Federal, havendo interesse por parte do mesmo.
Argumenta que isso só corrobora o que sempre falou na tribuna e tem debatido com a sociedade, sobre o jogo sujo de setores do judiciário brasileiro, que estão transformando os políticos em criminosos. Lamenta esta situação, afirmando a necessidade de um debate das lideranças sobre este movimento, e demonstra seu desejo de ir a fundo nestas questões, especialmente a partir do impeachment da ex-presidente Dilma, reafirmando que não tem dúvida de que isso aconteceu porque ela não concordou em entregar as riquezas do país, fato que futuramente será devidamente esclarecido. [Taquígrafa: Sara]