18ª Sessão Ordinária - 19/03/2008
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Deputada Ana Paula Lima, srs. deputados e sras. deputadas, antes de iniciar meu pronunciamento, quero parabenizar o programa "Na boca do povo", de Rio do Sul, região do Alto Vale, e agradecer ao amigo Neri que nos mandou um caneco de presente. Estivemos lá, ontem, com ele e sua equipe.
Ontem fui ao programa "Na boca do povo" e hoje o deputado Jean Kuhlmann botou o nosso presidente Lula na boca do povo, pois a deputada Ana Paula Lima fez uma brincadeira, deputado Jean Kuhlmann, ao falar da questão da identidade partidária, mas com relativa razão, pois o PFL foi Democrata, foi Demo e agora é D25, mas daqui a pouco solidifica sua identidade. Porém a cortesia e a gentileza são bastante comuns entre nós. Porque se formos falar da incompetência do governo Lula, ainda há pouco o deputado José Natal estava fazendo a defesa das universidades públicas de forma arrojada, quando enumerou as dificuldades que tem o povo em cursar uma universidade federal. No entanto, é o nosso presidente incompetente quem está fazendo universidades federais neste país e não foi ele quem ampliou o número de universidades privadas de má qualidade, que simplesmente usurpam o bolso de muitos trabalhadores sem dar sequer o retorno em educação. É esse presidente incompetente que só no estado de Santa Catarina está fazendo três escolas técnicas, diferente do anterior que não fez nenhuma no Brasil. Essas são as diferenças! E é esse presidente incompetente que estará aqui, amanhã, em Florianópolis para agraciar o estado catarinense e o Maciço do Morro da Cruz com mais de R$ 40 milhões, num projeto de humanização e reurbanização.
O Lula disse uma frase, que está nos jornais, que até achei muito interessante e temos que tirar o chapéu, deputado Nilson Gonçalves. Ele disse que nos governos anteriores os grandes comiam o bolo, o chantilly, o recheio e para o povo ficava somente o chumbinho, aquele confeite. A diferença é que agora o pessoal do morro está recebendo do nosso governo programas de urbanização, tanto aqui como no Rio de Janeiro, no complexo do Alemão, onde serão aplicados mais de R$ 2 bilhões em investimentos voltados à população que não tinha alternativa a não ser ver os seus filhos no narcotráfico. O pessoal daquela favela, assim como o do Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, tem visto muito chumbinho, sim, mas chumbo da polícia, que entra muitas vezes de forma violenta para procurar lá a origem da violência do narcotráfico, que se esconde nesses lugares.
Então, faço este meu pronunciamento desta forma, porque estamos vendo a imprensa muito lentamente citar a presença do presidente Lula amanhã em Florianópolis. E aí temos que enaltecer os jornalistas Moacir Pereira e Roberto de Azevedo, que foram os dois únicos que colocaram na sua coluna a vinda do presidente Lula. No entanto, os editoriais dos jornais falam contra o governo, dizendo que está fazendo uma política eleitoreira com sua vinda. Quem sabe o presidente Lula esteja vindo a Florianópolis para fazer campanha para o atual prefeito, que não é do PT? E ao assinar um convênio de R$ 2 bilhões, no Rio de Janeiro, para o projeto de reurbanização de favelas, coisa que governo nenhum fez, também estará fazendo campanha para o PFL, ou melhor, para o D25? Ou 27? Ou 28?
Srs. deputados, faço essa colocação porque também em Campo Grande foi assinado outro convênio desses para reurbanização e humanização de uma comunidade excluída. E lá também não é o Partido dos Trabalhadores que governa, deputada Ana Paula Lima. Isso mostra o brio republicano de um cidadão que está marcando época, porque é o presidente que mais vezes veio ao estado de Santa Catarina até o presente momento.
Nós não podemos esquecer que este presidente incompetente, dito aqui pelo deputado Jean Kuhlmann, que assumiu um governo com R$ 30 bilhões de reservas cambiais, sendo que R$ 16 bilhões eram do FMI, sem considerar a dívida do Clube de Paris, pagou essa dívida, mandou o FMI embora, acabou com a dívida do Clube de Paris e hoje tem R$ 200 bilhões de reservas cambiais!
Hoje pegamos os jornais e lemos: crise nos Estados Unidos; Santa Catarina tem que ligar o sinal de alerta. Antes os jornais divulgavam: crise nos Estados Unidos; pneumonia no Brasil. Por quê? Porque a economia ia à bancarrota no dia seguinte, a Bolsa oscilava de tudo quanto era jeito e o empresariado vivia de cabelo em pé, porque não sabia o que fazer.
Hoje, no entanto, as indústrias prevêem crescimento recorde de 11% da sua capacidade de produção. Grande parte do crescimento se deve ao consumo interno não é da demanda externa. Temos que deixar claro isso porque a ascensão social de famílias de baixa renda para a classe C é que está permitindo esse consumo. E é este presidente incompetente que está fazendo tudo isso. Quem sabe se o país tivesse tido mais presidentes incompetentes antes, nós hoje fôssemos uma China, mostrando um horizonte diferenciado para este mundo como um todo.
Diversos jornais da internet colocam a preocupação que temos que ter com a crise americana, com a crise bancária americana, com a crise no setor imobiliário americano. Mas muito pouco oscilou a nossa economia. Nós temos que ter, sim, uma situação de vigilância; o empresariado tem que ter uma posição de análise, de observação para os seus investimentos. Mas são eles mesmos que dizem que refizeram, que reformaram, que melhoraram o seu parque industrial à custa de uma economia sólida, de um governo que até assumir todos temiam. E o presidente Lula assumiu um governo de coalizão, que tem o PMDB, o PP, o PR e vários outros partidos na sua base de sustentação.
Agora não podemos, em hipótese alguma, negar a realidade vista pelo mundo inteiro, porque há estabilidade econômica. O presidente Lula, com os presentes que têm dado a Santa Catarina, tem demonstrado o carinho que tem por este estado. E temos que parabenizar a senadora Ideli Salvatti, que tem sido uma grande representante em Brasília e que é a responsável pela vinda do presidente Lula a Florianópolis.
Portanto, seja bem-vindo ao nosso estado, presidente. É por isso que nós defendemos que você seja cidadão catarinense de fato, através de projeto de lei desta Casa.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)