13ª Sessão Extraordinária - 28/04/2009
O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, em certos momentos da vida usar da tribuna é um grande desafio e, com certeza, nesta tarde este momento se constitui em uma das ocasiões em que é muito difícil expressar os sentimentos.
Em primeiro lugar, quero proferir frases de agradecimento. Agradecimento aos meus pares pela atenção, pela deferência, pelo carinho com que sempre me trataram, mas também pela confiança que hoje, majoritariamente, me é depositada para que possa exercer na mais alta Corte de Contas deste estado uma missão importante em favor do Parlamento e de todos os catarinenses.
Além disso, quero destacar o espírito de respeito mútuo, de amizade, de deferência dos colegas, independentemente de cor partidária; destacar ainda o trabalho incansável dos servidores desta Casa. E se fizermos, cada um de nós, uma análise, vamos constatar que temos três famílias: a família lá de casa, formada pela esposa e pelos filhos; a segunda família, composta pelos integrantes do nosso gabinete, pelos integrantes do Poder Legislativo catarinense; e uma terceira família, muito mais numerosa, formada pelos nossos eleitores espalhados pelo estado catarinense afora.
Por isso este momento é um misto de alegria e também de início de nostalgia. É verdade já lá se vão mais de 25 anos de vida pública, nos quais a mulher, a esposa, tomou conta da casa, tomou conta dos filhos e trabalhou fora; e nós, parlamentares, sempre no final de semana, cumprimos a nossa obrigação, visitamos eventos, município a município, procurando dar atenção àqueles que em nós tantas e tantas vezes depositaram e depositam sua confiança.
É um misto de alegria também, sr. presidente, se ainda me permite alguns minutos, porque esta oportunidade nos possibilita continuar a servir o povo catarinense através de um cargo destacado, elevado, no Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, na condição de conselheiro.
Abraço essa missão com humildade, com simplicidade para que possa, com a contribuição de todos, desde o presidente e seus conselheiros até os funcionários daquela Corte de Contas, dar o melhor e corresponder à expectativa de quem hoje deposita a confiança em meu modesto nome.
Quero finalizar dizendo que é uma honra muito grande para quem é de uma pequena cidade, uma cidade que não tem cinco mil eleitores, uma cidade na qual meu pai chegou há 54 anos, sem energia elétrica, sem água tratada, sem moradia decente. Seu Carlos de Nadal, que foi prefeito e vereador naquela cidade, e dona Irma, minha mãe, procuraram em todos os momentos dar-me a força e a energia necessárias para levar adiante projetos importantes em favor do oeste, em favor de minha comunidade.
Portanto, para quem foi prefeito de um município tão pequeno, para quem tem origens tão simples, para quem conquistou cinco mandatos de deputado estadual e agora uma indicação para conselheiro do TCE, com certeza, é muito mais do que mereço.
Por isso, senhoras e senhores, meus amigos, vou para uma missão nobre, uma missão importante, mas também é verdade, não posso negar e tenho que confessar a todos vocês, que cada parlamentar, que cada servidor que me viu nos últimos dias sabe que estou triste, cabisbaixo, sem aquela minha tradicional forma de sorrir, de estar na sessão. Com certeza não era para impressionar ninguém, mas era, sim, o reflexo do meu coração dividido entre a minha comunidade, o meu eleitor, os amigos e amigas que aprendi a respeitar neste Parlamento e a missão que me aguarda, que me espera.
Por isso, amigos e amigas, permitam-me que assim os chame, quero agradecer, sr. presidente deputado Jorginho Mello, por cada momento, por cada instante de convivência e quero pedir a todos que possamos juntar forças para que eu possa superar a distância física, que não é grande, que passar a existir entre nós. Porque mesmo estando do outro lado da praça, com certeza a nossa convivência diária far-me-á muita falta.
Por isso, meus amigos e minhas amigas, obrigado! Obrigado pelo carinho, pela atenção e pelo apoio.
Muito obrigado!
(Palmas)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)