Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado José Natal Pereira

55ª Sessão Ordinária - 07/06/2009

O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Sr. presidente, srs. deputados, sra. deputada, expectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, funcionários da Casa, público de diversas categorias que nos prestigiam nesta tarde, farei um alerta a todos os senhores.

Gostaria que nos demais dias em que não houvesse assuntos de interesse dos senhores e das senhoras, no mínimo, que um representante da classe viesse a esta Casa assistir aos nossos trabalhos, porque num momento como esse vocês saberiam observar mais de perto o trabalho dos parlamentares. Fica aqui o meu alerta para que assim possamos ter um diálogo mais próximo, não apenas neste momento.

Nessa linha, sr. presidente, com muito orgulho quero dizer a v.exa. que o Partido da Social Democracia Brasileira, do qual faço parte, e falo no horário do Partido nesse momento, encontra-se em uma situação que posso classificar como de muita tristeza com os acontecimentos políticos oriundos de diversas áreas do planalto central.

Comemoramos na semana passada, no dia 25, 2l anos da existência do PSDB, que adquiriu a sua maioridade. E queiram ou não, o PSDB, junto com políticos de outros partidos que vieram para o PSDB, pessoas visionárias, que pensavam no Brasil como um todo, fizemos uma transformação irrestrita no país na forma de administrar a coisa pública. Algumas coisas são questionáveis, porque não somos perfeitos em tudo, mas o PSDB, com certeza absoluta, deu um rumo para este país em todos os níveis.

Comemoramos 15 anos do Plano Real na última sexta-feira, faz dez anos que a inflação no Brasil não passa de um dígito, e podem fazer levantamentos. Isso foi realmente o PSDB que deu continuidade, ou implantou, o deputado Jailson Lima, semana passada, disse que foi o Itamar Franco. Mas não interessa se foi o Itamar Franco, porque Fernando Henrique Cardoso, com a sua equipe, foi mais perfeito ainda.

Infelizmente estamos vivenciando momentos tristes e desagradáveis na política brasileira. Inclusive quando o José Sarney assumiu a Presidência do senado, eu, no dia seguinte, assomei à tribuna e disse que era um retrocesso político para o país, porque novas cabeças pensantes não conseguiriam galgar um passo na política brasileira.

Com o Ibsen Pinheiro foi a mesma coisa e eu lembro como se fosse hoje. Ele foi cassado e voltou, sei lá como, a presidência da Câmara. Que diferença, que mudança este país terá na classe política? Fiz naquele momento a observação, e disse que era um retrocesso e que era muito triste para mim, que penso em política voltada para as pessoas.

É assim que pensa o PSDB aqui em Santa Catarina, representado pela bancada nesta Casa, pelo vice-governador Leonel Pavan, que em momento algum deixou de estar junto com Luiz Henrique da Silveira, inclusive nas horas mais difíceis, como também nos bons momentos.

Na semana retrasada, na discussão do plano de cargos e carreiras do pessoal da Polícia Militar, ao lado do governador estava Leonel Pavan, juntamente com a bancada do PSDB. O governo falou que faria e cumpriu o que disse. Mas devo dizer, relembrar, que o PSDB é parte integrante desse processo.

Vejo aqui o Sinte, com outras classes, pleiteando, e afirmo, com certeza absoluta, que o PSDB fará parte no contexto das resoluções dos problemas pendentes por muitos e muitos anos, pois não se consegue resolver tudo numa única administração.

O Luiz Henrique, o PSDB e a bancada de sustentação nesta Casa é que dão a condução nas situações, e a Oposição ajuda. Por que não? Quem disse? Se não fosse a Oposição o que seria da política? Unanimidade é uma ignorância, para não dizer que é outra coisa. Mas nós, da bancada do governo, é que somos a bancada de sustentação, somo nós que garantimos o número necessário de votos para a aprovação de projetos, inclusive quando a Oposição não quer. E quando digo nós, falo do PSDB no contexto geral, que é o partido que represento agora.

A senadora Ideli Salvatti nesta Casa, meu Deus do céu, quanto escândalo fez contra os governos, revolucionando a política brasileira, criticando tudo e todos! Mas agora ela defende o Renan Calheiros, como aconteceu na semana passada! Por isso o meu posicionamento neste momento.

Na terça e quarta-feira Ideli Salvatti esperneou, fez mil e quinhentas maracutaias para tirar o Sarney, já na quinta-feira mudou de posição, já não queria mais, dito por ela, dito pelo Mercadante e dito por outros cidadãos que se dizem políticos neste país, para não dizer outra palavra.

Aqui tem que haver decoro parlamentar, mas num retrocesso eles voltaram a dizer que a permanência do Sarney na Presidência do Senado da República era essencial para a continuidade da governabilidade deste país.

Não é verdade, pois se o presidente Lula quer dar governabilidade neste país e fazer as coisas sérias e certas para a nação brasileira, com certeza absoluta não precisa só da ajuda do PMDB. Ele vai, ou iria contar, com a ajuda do PSDB de todos os níveis, porque nós, aqui, em Santa Catarina, também temos força para pedir a um deputado federal do PSDB, um senador do PSDB - o que não temos nesse momento - para ajudar o governo Lula, porque achamos que o processo é importante, mas com certeza absoluta ele teria e terá o aval do PSDB.

O PSDB não concorda com as maracutaias que têm sido feitas neste país nos últimos seis meses na Câmara Federal e Senado e na reforma política podre que está acontecendo neste momento. Podre, sim, para enganar a sociedade e aqueles políticos que fazem política com seriedade, voltada para as pessoas e para as cidades. E eu me coloco nesse contexto! Não consigo admitir sair na rua e ser colocado na vala comum.

Por isso o meu veemente protesto contra o partido do presidente Lula, do PT, que numa manobra política para continuar no poder esquece tudo aquilo que pregava no passado, esquece que era em favor das pessoas e muitas coisas ficaram esquecidas, estão ao léu, estão ao vento!

O presidente Lula só não foi para o terceiro mandato, porque achou que se fosse seria o maior escândalo da política brasileira e mundial. Mas ele tem a intenção de voltar, e quem é que não sabe disso? Ele quer ficar um mandato fora, para depois voltar! E isso seria enganar a sociedade e as pessoas.

Então fica aqui, sr. presidente, em nome da bancada do PSDB de Santa Catarina, partido do qual v.exa. faz parte, que no meu entendimento o partido não compactua com isso. O PSDB de Santa Catarina quer aquela transparência que era pregada no passado pelo PT e que os seus líderes maiores esqueceram.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)