53ª Sessão Extraordinária - 28/11/2007
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, srs. deputados, realmente o deputado José Natal tem um fundo de razão quando se refere ao documento que o deputado Sargento Amauri Soares entregou justificando sua moção. Sem a acidez do momento que envolveu aquele episódio ontem, quando ambas as partes defenderam suas posições de maneira bastante açodada e com muita paixão, o deputado Sargento Amauri Soares fez uma moção e fez uma justificativa, e eu me curvo também diante dela, pois achei bastante interessante a explanação. No entanto, não vou mudar o meu voto porque tenho algumas convicções já devidamente solidificadas no meu interior que não vou mudar.
Mas realmente, a partir deste momento tenho capacidade de entender melhor por que o deputado Sargento Amauri Soares quer que a Venezuela faça parte do bloco do Mercosul. Consegui entender, deputado, de maneira um pouco mais clara, pela sua explanação feita aqui.Eu estava muito preocupado. Confesso que estava muito preocupado com a forma como v.exa. estava conduzindo a discussão, pois dava a impressão de que era uma paixão muito pessoal, pelo modo daquele caudilho conduzir-se, quando, na verdade, v.exa. está mais preocupado é com a inserção da Venezuela no Mercosul. Muito bom e foi em tempo.
Na quinta-feira, sr. presidente, eu já não estava mais presente em plenário e deu entrada nesta Casa um requerimento, de minha autoria, solicitando que fosse levado ao conhecimento dos soldados Pereira e Luiz Henrique, do 8° Batalhão da Polícia Militar do município de Joinville. Esses dois policiais militares estavam perseguindo dois bandidos, dos tantos que correm pelas ruas de Joinville, que haviam acabado de cometer um assalto, acabaram perdendo o controle do veículo e capotaram a viatura.
Eles saíram da viatura do jeito que puderam e continuaram correndo atrás dos bandidos, que entraram numa residência; mas com muito sacrifício, com espírito profissional, diga-se de passagem, conseguiram capturar os dois delinqüentes que foram levados para cadeia.
Eu acho que esse tipo de comportamento, esse exemplo, tende a passar despercebido, sem que ninguém se dê conta. Damo-nos conta, muitas vezes, da posição errada, do comportamento errado de um policial militar. Quando ele tem um comportamento exemplar, quando ele pratica um ato de profissionalismo absoluto e de amor a sua cidade, a tendência é passar despercebido, é considerar apenas e tão-somente como um ato corriqueiro e normal, que no meu modo de entender não é.
Fiz este requerimento solicitando que fosse incluída, no currículo profissional desses dois militares, uma menção honrosa, para que lá na frente, quando precisarem de uma promoção, esteja anotado na sua ficha profissional que eles vêm cumprindo com o seu dever de maneira louvável e já existem fatos que comprovam esse comportamento.
Acho que isso é importante para que possamos valorizar os bons profissionais que temos na nossa Polícia Militar.
O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Pois não!
O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - Queria parabenizar v.exa. pelo requerimento que ajudei a aprovar na última quinta-feira e por essa manifestação de exaltação do bom trabalho, do empenho, do sacrifício, do altruísmo e, muitas vezes, do heroísmo dos nossos policiais e bombeiros militares.
Hoje, pela manhã, recebi o bombeiro, soldado Carvalho, que em setembro do ano passado estava passando na BR-101 de moto, com a perna cheia de parafuso, com a tíbia quebrada. Havia caído de um ônibus escolar no interior do município de Biguaçu, dentro do mar. Ele desceu até lá, salvou todas as crianças, inclusive entrando na água, porque parte do ônibus ficou submersa. Ele está requerendo uma promoção por ato de bravura.
Infelizmente isso é critério do comando, mas assim como o soldado Carvalho, esses dois companheiros que v.exa. bem elogia, da cidade de Joinville, também mereceriam ter avaliada a possibilidade de promoção por ato de bravura.
Mais uma vez parabéns a v.exa. pela boa relação que tem com os nossos companheiros na cidade de Joinville.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Muito obrigado, deputado Sargento Amauri Soares!
Quero citar ainda, com relação a Joinville, a relação das empresas que receberam, naquele município, o Selo Empresa Cidadã esta semana. O motivo delas terem recebido esse prêmio é porque não pensam só nos lucros, mas também no ambiente de trabalho de seus funcionários. Cuidam do bem-estar das pessoas e incentivam entidades locais e ainda demonstram preocupação com o meio ambiente.
Gostaria que ficasse registrado nos anais desta Casa o nome das seguintes empresas:
(Passa a ler.)
"AB Plast Manufaturados Plásticos; Laboratório Catarinense; Gidion Transporte e Turismo; Datasul; Tupy Fundições; Univille; Escola de Teatro Bolshoi no Brasil; Francine Ghanem Farmácia de Manipulação; Laboratório Ghanem de Análise Clínicas; KG Laboratório de Análises Clínicas; Laboratório Gimenes; Stagio Marcas e Patentes; Makrosul Papel e Arte; Rebarbação e Acabamento de Fundidos ACR; IP Instituto de Pesquisa Química."
Fiz questão de citar, sr. presidente, porque a preocupação, hoje em dia, é com o lucro e muitas vezes se esquece que para se obter o lucro, atrás da máquina está um ser humano. E muitas empresas, graças a Deus, na nossa Joinville, preocupam-se de maneira muito especial e substancial com o elemento que está atrás da máquina e que naturalmente possibilita a esses empresários os seus lucros e o seu sucesso empresarial.
Também quero aproveitar este minuto que me resta para dizer que em 2000 aprovei um projeto aqui na Assembléia obrigando a Casan a fornecer água potável, através de caminhão-pipa, nos municípios onde houver a interrupção do fornecimento de água.
Aprovamos o meu projeto aqui, na época o governador Esperidião Amin vetou, trabalhamos, conseguimos derrubar o veto e a matéria se tornou lei. Mas logo em seguida, entraram com uma liminar e ela teve efeito suspensivo. Agora estava sendo julgado em Porto Alegre, em quarta entrância - eu não entendo bem disso -, mas foi suspenso o julgamento por algum mecanismo que também desconheço, e a dona Casan continua, portanto, sem a necessidade de suprir com água potável, através de caminhões-pipas, os lugares onde ela deixa de fornecer água.
É um projeto simples e justo que acaba ficando inócuo por tantos anos, por conta de liminares e liminares. Mas ainda tenho esperança de que o bom senso acabe redundando, finalmente, na aprovação desse projeto, para que possamos, então, ver os municípios abastecidos com água, quando faltar a água da nossa Casan.
Obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)