93ª Sessão Ordinária - 29/11/2005
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CERON - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, também queria aproveitar o horário do meu partido para fazer dois registros: primeiro, quero cumprimentar o sr. Deoclides Comachyo, diretor-presidente da Valpasa, deputado Onofre Santo Agostini, hoje uma das maiores empresas da nossa querida Tangará.
Estivemos lá na última quinta-feira, na inauguração do centro administrativo, visitando as novas instalações daquela empresa, que começou pequenina há pouco tempo e que hoje é uma das maiores expressões econômicas do nosso município. Inclusive, demos entrada na Casa a um requerimento, solicitando o envio de mensagem telegráfica ao Comachyo, diretor comercial e sócio da empresa, e evidentemente também para as mais de 200 pessoas que hoje trabalham naquela empresa, cumprimentando todos pelo desempenho.
Quanto ao segundo registro, o deputado Francisco Küster há pouco já teve a oportunidade de fazer aqui. Mas quero enaltecer o jornalista José Paschoal Baggio. É um evento que anualmente o Correio Lageano realiza no município de Lages, nesta época, no mês de novembro, quando homenageia com o troféu Empreendedor José Paschoal Baggio as empresas de maior valor agregado da região serrana.
Já ampliamos esse pedido para as empresas da região serrana. Nessa oportunidade estavam presentes empresários de Curitibanos, de São Joaquim, de Bom Retiro, de Correia Pinto, de Otacílio Costa, além, é evidente, das empresas de Lages, que fazem a grande maioria.
Foi um evento muito concorrido, com lideranças empresariais e políticas do nosso município de Lages, da nossa região. Tivemos a oportunidade, nos depoimentos do presidente da associação comercial, sr. Antônio Carlos Floriani, da Izabel Baggio, representando o Correio Lageano...
Fica aqui a nossa homenagem à mãe da Isabel e do Paulo, que estava presente, a dona Scylla Baggio. Estavam presentes também o sr. governador, o prefeito Raimundo Colombo, enfim, pessoas que usaram a palavra enaltecendo o bom momento que a economia da nossa região está vivendo, em que pese a questão pontual, hoje, da exportação.
O setor madeireiro é com certeza um dos setores que está sofrendo mais. As empresas madeireiras exportadoras estão passando por dificuldades enormes, mas mesmo assim a região vive um momento muito importante. Esperamos que no próximo ano tenhamos o recomeço de duas importantes obras do governo federal, porque infelizmente no final de 2005 não temos nada de bom para comemorar a respeito dessas duas obras, a não ser a presença como relator do Orçamento, em nível federal, do deputado Carlito Merss.
É exatamente a presença de s.exa. na comissão de Orçamento que nos dá um alento e essa expectativa de que se possa reforçar no Orçamento tanto as obras da BR-282, como também as da conclusão do aeroporto regional de Correia Pinto.
Infelizmente, deputado Manoel Mota, hoje, no final de novembro, as duas obras estão paralisadas. A BR-282, com exceção do trecho de Lages a Correia Pinto, que o batalhão está concluindo com recursos dos governos federal e estadual, está totalmente paralisada. Existe problema do DNIT, existe problema de orçamento. A verdade é que estamos cansados, não é, deputado Onofre Santo Agostini? Estamos cansados! Mas é a nossa obrigação.
Eu falei, no último final de semana, com o deputado Fernando Coruja e com o deputado Ivan Ranzolin e eles me disseram que estão batalhando em Brasília para ver se conseguem sensibilizar as autoridades. Porque um dia a desculpa é uma, outro dia é outra, outro dia é porque há irregularidade no Tribunal de Contas. A verdade é que a obra não anda. E o que nos deixa mais triste, deputado Onofre Santo Agostini, é que o governo diz, segundo os jornais, que não consegue gastar todo o dinheiro do orçamento de 2005. E nós lá não recebemos um centavo!
Então, não sei aonde é que está a verdade! Está sobrando dinheiro? Por que, então, ele não vem? Será que é de fato uma questão com aquela obra, que dizem alguns que é de um século, mas é muito mais?
A obra da BR-282 começou em 1776, que era o caminho da Ilha do Desterro até o Campo das Lajens. E hoje temos trechos ainda virgens, que é o caso de São Miguel d’Oeste até o município de Paraíso, que ainda sequer começou a obra. Mas entre Vargem, Campos Novos, São José do Cerrito, na parte de terraplanagem, já foi feito um bom trecho.
O Sr. Deputado Onofre Santo Agostini - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CERON - Pois não!
O Sr. Deputado Onofre Santo Agostini - Deputado, quero comungar com v.exa. e hipotecar minha solidariedade aos dois assuntos que v.exa. traz e cumprimentar o jornal Correio Lageano, pela bela festa que fez. Infelizmente, não pude comparecer.
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CERON - Mas nós e o nobre deputado Francisco Küster representamos v.exa.
O Sr. Deputado Onofre Santo Agostini - Eu sei disso, deputado, por isso agradeço.
Mas as duas preocupações são: o aeroporto regional - veja v.exa. que já levantamos esse assunto aqui - e a BR-282, que estamos cansados de falar. Eu recordo que um dia assomei à tribuna e fui aparteado. Eu dizia que havia dezoito milhões e oitocentos mil para este ano. O deputado Francisco Küster correu e disse: tem, mas nós não vamos ver a cor desse dinheiro. Olha, nós estamos em novembro e hoje já é dia 29. Faltam trinta e poucos dias para terminar o ano. Este já se foi.
Infelizmente, enquanto houver buracos na BR, pessoas vão continuar morrendo. Os deputados Herneus de Nadal e Gelson Sorgato já dizem até que vão mudar de trecho, porque não há jeito mesmo. A estrada está uma buraqueira que vou lhe contar! É um desastre esse trecho.
Então, a coisa está complicada. Mas vamos insistir, vamos encrencar. É como diz aquele ditado: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Vamos tentar, deputado, nem que nós tenhamos que pegar uma betoneira para furar essa pedra para podermos resolver o problema. Mas realmente v.exa. tem toda razão. O aeroporto de Correia Pinto também é uma lástima. Tudo o que foi feito pode se perder ao longo do tempo.
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CERON - Está paralisada a obra em mais de 30 dias, deputado!
O Sr. Deputado Onofre Santo Agostini - Sim. E se não forem retomadas rapidamente as obras, teremos prejuízo.
Agradeço a v.exa. o aparte e quero ser solidário e pedir permissão para assinar também o requerimento com v.exa.
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CERON - Agradeço a v.exa., deputado Onofre Santo Agostini, o oportuno aparte.
Mas a ferramenta que temos é gritar, espernear, sensibilizar a bancada federal, no sentido de fazer com que o governo lembre também um pouquinho do morro acima. Não sei se há dificuldade de subir dinheiro morro acima, mas é muito difícil chegar alguma coisa lá para as bandas de Lages, deputado Francisco Küster.
O Sr. Deputado Francisco Küster - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CERON - Pois não!
O Sr. Deputado Francisco Küster - Deputado Antônio Ceron, v.exa. aborda um assunto que tem sido alvo de pronunciamento semanalmente. Se não é um pronunciamento de v.exa., é de nós outros, do deputado Onofre Santo Agostini, do deputado Sérgio Godinho. Porque nós lutamos, lutamos e não obtivemos resultado.
Nós, na semana passada, apresentamos duas moções ao fórum catarinense, aos três senadores, aos 16 deputados federais, na mesma direção do pronunciamento de v.exa., porque entendo que toda pressão que fazemos ainda é pouca, dada a insensibilidade do governo federal. Não da nossa representação catarinense. Eles lutam tanto quanto nós e acredito nisso porque conheço os nossos representantes.
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CERON - Com certeza!
O Sr. Deputado Francisco Küster - Mas a insensibilidade do governo federal, a má vontade, o deboche, o pouco caso que dispensam para com as nossas reivindicações é muito grande.
Vamos, sim, lamentavelmente, perder esses 18 milhões. E para o ano que vem, sabe-se Deus quando vão assinar esses aditivos a esses contratos, para com isso dar início às obras. E se estivesse entrado o batalhão, deputado Antônio Ceron? Entendo que se não acontecer nada até o final de ano, teremos que partir com força total no ano que vem, para colocar o batalhão nessa obra! Além de fazer mais barato 50%, ela vai sair porque acaba vindo o dinheirinho a conta-gotas e vai acontecendo, porque essa empresa também não tem compromisso.
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CERON - Muito obrigado, deputado Francisco Küster.
Era este o pronunciamento que queria fazer.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)