86ª Sessão Ordinária - 09/11/2005
A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Sr. presidente, quero cumprimentar as sras. deputadas, os srs. deputados, os trabalhadores que se encontram na galeria da Assembléia Legislativa e dizer que sempre foi o discurso, tantos das deputadas quanto dos deputados desta Casa, que os visitantes que vêm a esta Casa do povo, a esta Casa da democracia são muito bem-vindos.
Sr. presidente, quero lamentar profundamente o ocorrido ontem, neste plenário. Primeiro, porque penso que nós todos - deputados, deputadas, inclusive os trabalhadores da Celesc, sindicalistas e sindicato - fomos lesados. Foi um golpe do governo, sim! Foi um golpe do governador Luiz Henrique porque desrespeitou o acordo de lideranças nesta Casa, pois aqui é praxe antes de um projeto vir a plenário para ser votado haver acordo de lideranças; desrespeitou também o acordo firmado com os diversos segmentos de movimentos sindicais, pois inúmeras vezes o Sindicato dos Eletricitários veio a esta Casa e reuniu-se com as bancadas do PMDB, do PT, do PFL e também do PT para discutir a questão da Celesc. Lembro até que prorrogamos o prazo para a discussão.
A minha indignação é que esse projeto veio ontem para esta Casa para votar da forma que foi. Então, a manifestação feita pelos trabalhadores - homens e mulheres - que aqui estavam na tarde de ontem é legítima, sim! Acho que eles foram lesados, foram enganados, assim como os deputados e as deputadas desta Casa.
Outro lamento, sr. presidente, é que aconteceria uma audiência pública aqui para discutir o aqüífero norte, da região norte da Ilha de Santa Catarina, mas, infelizmente, centenas de pessoas ficaram do lado de fora desta Casa porque não conseguiram adentrar neste recinto para participar da sessão plenária e também da audiência pública sobre o aqüífero da região norte da Ilha. Quero dizer que muitas autoridades, promotores de justiça, juízes, responsáveis pelo Ibama e pela Fatma, foram comunicadas que a audiência não aconteceria.
Então, sr. presidente, como dizia meu pai, é o fim da picada! Eu cheguei nesta Casa hoje e vi que as galerias estavam vazias. Com todo o respeito aos policias militares, que a bancada do Partido dos Trabalhadores sempre defendeu e que hoje estão aqui em grande número, causou-me surpresa. Aqui há respeito, sim! Há respeito dos trabalhadores e trabalhadoras, das deputadas e deputados para a votação. Acho que esta Casa sempre foi democrática, sempre foi justa; nós fazemos debate aberto, mostramos a cara, como na defesa da Lei nº 254, da Polícia Militar (da escala vertical), que ainda não está sendo cumprida pelo governo do estado, e também na defesa do sargento Soares, que está respondendo ao processo em liberdade.
Quero dizer aos policiais militares que lutamos por melhores salários e condições de trabalho, mas os trabalhadores da Celesc estão sendo lesados porque não permitiram o amplo debate nesta Casa, e com o sindicato.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)