3ª Sessão Ordinária - 23/02/1999
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. Presidente e Srs. Deputados, como nós temos ligação com o transporte catarinense, desencadeamos nesta Casa uma luta nestes oito anos como Parlamentar. Muitos movimentos e muitos problemas nós criamos para chamar a atenção do Governo Catarinense e do Governo Federal.
Houve uma paralisação em Palhoça para chamar a atenção do Governo, pedindo a duplicação da BR-101. E os aposentados de Criciúma e região, por duas vezes, em Barreiros e Içara, paralisaram a BR-101 pedindo a duplicação.
Podemos dizer que é fruto desta Casa, porque os Parlamentares, os 40 Deputados, sempre deram apoio. Nós fomos conquistando espaço até que foi licitada a obra de duplicação da BR-101 de Palhoça até a divisa com o Paraná. Aí chamamos a atenção, esteve aí o Ministro, esteve o Presidente da República, e num movimento muito forte conquistamos o projeto de engenharia de Palhoça a Osório. E naquele dia da assinatura com o BIRD foi assinada também a execução do projeto de engenharia do lado do sul.
Infelizmente, hoje nós estamos vendo a lentidão da duplicação do lado do norte. Eu viajei há poucos dias a Itajaí e levei duas horas para chegar até Biguaçu.
Então, olhem bem o trabalho que estão passando os Deputados daquela região. Não estou vendo a empresa com toda aquela força do início. Essa é uma das razões daquela Comissão poder fazer esse trabalho, e aí fortalecido por nossa Comissão Técnica da Casa.
Só isso não é suficiente, porque temos há mais de 30 anos as pontes que se instalaram na BR-101 e o problema da ponte do Rio Urussanga, na qual perdemos uma pessoa. Inclusive, esse poderia ter sido um dos acidentes mais graves de Santa Catarina. Mas se tivesse sido à noite, teria sido muito pior, principalmente com chuva. Graças a Deus foi de dia, não foi tão grave. Se fosse à noite, a situação teria sido uma calamidade muito grande como aquela, Sr. Presidente, da ponte de Tubarão, que também tem problemas, que também baixou uma parte. Nós temos a ponte de Laguna, em Cabeçudas, que impediria todo o trabalho de todo o tráfego da BR-101.
Por isso, precisamos, sim, aprovar essa Comissão. Inclusive, no ano passado, eu fiz um apelo a esta Casa quando queriam fechar a balança. Lutei, pedi ao Presidente da República. Então, no início, eles reviram a situação, e a balança continuou.
No final do ano fizemos um apelo. O Deputado Reno Caramori nos aparteou. Mas a balança foi fechada. Ninguém sabe quantas toneladas tinha em cima daquele caminhão que quebrou a ponte, que fez a ponte desabar. Hoje, na estrada, a balança é a única forma de impedir o abuso de peso. Uma carreta trucada pode andar com 50 toneladas, com mais 14 ou 15 de tara, vai para 65 toneladas. Não tem nada que resista, porque a única balança em Santa Catarina está paralisada. E é uma mixaria de recursos que precisamos para reativá-la antes que seja depredada.
Então, essa Comissão é algo que deve ser deferido em regime de urgência para trabalharmos todos os setores, para trabalharmos em cima da paralisação da BR-101, eis que está muito lenta a sua duplicação; para trabalharmos em cima do projeto de engenharia para acelerar a licitação da duplicação da BR-101 no Sul; para trabalharmos em cima das pontes, no reparo das pontes, nas quais estamos passando todos os dias.
Acho que o Deputado Ronaldo Benedet passou um pouquinho antes, e eu passei cinco minutos antes de acidente. E antes de Tubarão as viaturas da Polícia Rodoviária já estavam rodando para o local do acontecido.
Então, perguntando o que tinha acontecido, disseram-me que era um acidente grave. Eu passei nesta ponte uns cinco minutos antes. Quer dizer, poderia também estar lá, naquele acidente.
Portanto, a nossa preocupação é chamar a atenção das autoridades, chamar a atenção do Governo Federal para o que precisamos priorizar.
Fomos a Brasília falar com o Ministro, para que falasse com o Presidente da República no sentido de fazer com que isso seja uma prioridade, porque essa estrada carrega riqueza para este País, para todos os Estados da Federação - daqui para lá, de lá para cá, enfim, a BR-101 não pode parar.
Por isso, a questão fundamental é a criação dessa Comissão, para que possamos estar lá no dia de amanhã e começar o trabalho. Santa Catarina não pode parar, o País também não.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)