84ª Sessão Ordinária - 25/09/2013
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, realmente, a viagem a Criciúma, na tarde de ontem, foi muito tenebrosa. Eu, sinceramente, já viajei, já fiz alguns trajetos de voos nacionais e internacionais, mas um voo regional igual a esse de ontem, tanto na ida quanto na volta, parecia que estávamos dentro de um besouro, porque a turbulência foi tamanha que, se eu tivesse problema de coração, teria infartado! Eu e o deputado Zé Nei Ascari, na parte de trás, só faltamos dar as mãos e começar a rezar. O deputado Joares estava mais tranquilo, já que é veterano de guerra.
Sr. presidente, tive o privilégio de ontem, nessa ida a Criciúma, juntamente com v.exa. e os demais deputados, presenciar o ato da entrega de licitação para a execução da obra da SC-442, que liga o município de Cocal do Sul à Estação Cocal, município vizinho de Morro da Fumaça. É uma extensão de aproximadamente 10km a 11km, e haverá a necessidade de recursos na monta de R$ 23 milhões, compreendendo a obra em si e as desapropriações na sua totalidade.
É uma parceria com o Grupo Eliane que produziu um faturamento no valor de R$ 1 bilhão no ano próximo passado, que aos cofres do estado rendeu mais de R$ 130 milhões de impostos.
É uma região de alto fluxo de trânsito pesado, escoamento de produção, com uma dificuldade logística muito grande e que dificulta, agrava ainda mais a condição do custo para poder competir nesse mercado perverso e globalizado que estamos vivendo nos tempos de hoje.
Essa obra é uma obra que vem sendo já reivindicada ao longo de muitos anos. E remeto-me a à condição de como deputado, em 2006, quando apresentei nesta Casa uma indicação para a estadualização daquela rodovia, que na época foi assinada pelo então governador em exercício Eduardo Moreira. E depois, o nome da rodovia como João José de Roque, avô do vereador Tacuia, do município do Morro da Fumaça, foi assinado na época pelo então governador Luiz Henrique da Silveira.
Essa obra tem também o DNA de todos os 40 deputados que fazem parte desse Parlamento. E espero que inicie o mais breve possível.
Nos próximos dias teremos também a ordem de serviço da 285, que liga Timbé do Sul a São José dos Ausentes, onde o próprio DNIT já licitou a empresa vencedora.
A ministra Ideli Salvatti estará presente, já havia marcado a sua vinda, mas em consequência dos níveis de chuva no estado de Santa Catarina postergaram essa vinda e provavelmente ainda no decorrer do mês de outubro deveremos ver iniciada essa obra. E há a questão logística de infraestrutura que está sendo desencadeada, iniciada e trabalhada no sul de Santa Catarina a respeito da questão da serra do Corvo Branco, que liga Grão Pará a Urubici.
Temos também a questão da 285, de Praia Grande a Cambará do Sul. Com a execução estão o anel de contorno viário de Criciúma, a via rápida, a modernização do porto. O acesso de Treviso a Lauro Müller também está em fase conclusiva, e agora a 442.
Nos próximos dias estaremos também na Heimatfest, em Forquilhinha, espero que com a presença do sr. governador, para anunciar também a Jacob Westrup que vai interligar o eixo de Nova Veneza, Criciúma, Forquilhinha, Maracajá. Quanto ao entroncamento da BR-101, essa rodovia foi a primeira estadualizada em Santa Catarina e era o lastro e o berço da BR-101, quando ainda não era pavimentada.
Todas essas ações estão sendo empreendidas por um governo que vem aplicando gestão na sua administração, com esses investimentos, esses financiamentos que vêm a Santa Catarina, na monta de R$ 10 bilhões. Então, é preciso que se ressalte aqui, em alto e bom som, que não é dinheiro a fundo perdido, são recursos financiados por vários agentes, evidentemente com a aquiescência e a chancela do governo federal, nessa parceria do governador Raimundo Colombo com a presidente Dilma, mas o estado de Santa Catarina, a médio e longo prazo, vai ter que devolver os recursos na sua totalidade.
Espero que possamos potencializar as ações desses investimentos na monta de 10 bilhões e que possamos transformá-los talvez em 30, 50 ou 100 bilhões de reais, na transformação, no incentivo, na segurança jurídica, na questão da mobilidade, da acessibilidade, para que os investidores possam cada vez mais acreditar.
É um estado tão pujante, um estado que representa tão somente 1,1% do território nacional, mas que detém mais de 5,6% das exportações deste país e mais de 4,5% do Produto Interno Bruto.
Por isso, vejo com muita expectativa todos esses investimentos. Falo de maneira especial do sul, mas todo esse trabalho está sendo feito pelos quatro cantos desse grande e glorioso estado de Santa Catarina. E há cada vez mais a expectativa firme de melhores dias, de melhores tempos, de uma sociedade que luta e prospera a cada dia mais.
Por essa razão não poderia deixar de assomar à tribuna nesta tarde para me manifestar e dizer da minha satisfação, mesmo estando num partido que não tem cargos no governo, mas que apoia as ações do governo Raimundo Colombo, de com firmeza estar atento e vigilante cobrando as ações que venham ao encontro daquilo que é o desejo da sociedade catarinense.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)