Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Simon Nandi

86ª Sessão Ordinária - 19/07/2012

O SR. DEPUTADO NILSO BERLANDA - Quero cumprimentar o sr. presidente, deputado Moacir Sopelsa, e os demais deputados.

Concordo com o deputado Manoel Mota quando fala que a região serrana é uma das regiões mais pobres de Santa Catarina. O sul do estado precisa de recursos do estado, mas o planalto serrano é uma das regiões mais pobres de Santa Catarina e lá está o município mais pobre, que se chama Timbó Grande.

Na área da agricultura, quero fazer um relato acerca dos pequenos proprietários que criavam gado e que estão vendendo suas terras para fazer reflorestamento, deputado Moacir Sopelsa. Abandonam o interior, deixam suas casas, vão para as cidades, compram residências em bairros e para poder sobreviver estão fazendo reflorestamento de pínus. Nesse tipo de reflorestamento você apenas pode vender de 15 em 15 anos. Não é como a agricultura, na qual há a oportunidade de, a cada ano, vender a produção e conseguir os recursos necessários à sobrevivência, ao pagamento das despesas.

As empresas do ramo de reflorestamento estão dando as mudas para que o pessoal possa fazer o reflorestamento. Não que não seja um bom negócio, mas é um negócio para 15 anos. Agora está sendo instalada uma das maiores indústrias de MDP e MDF naquela região, que se chama Berneck, que compra a madeira, mas compra num valor que, depois de 15, 16 anos, é um investimento que você faz para poder vender aquela madeira para poder pegar um dinheiro. Contudo, não garante renda até a venda para o sustento daquela família.

Mas o que me traz a esta tribuna é falar um pouquinho sobre a segurança do comércio varejista de Santa Catarina. Vejo muito o deputado Volnei Morastoni falando em saúde, vejo outros deputados falando em agricultura, mas eu gostaria de passar a minha preocupação com a segurança das lojas de varejo em Santa Catarina.

Srs. deputados, há alguns supermercados que estão contratando carro forte para buscar o depósito do dia nas suas lojas. Algumas lojas não conseguem fazer o depósito bancário, porque ao sair da loja, o funcionário está sujeito a ser assaltado.

Há 15 dias li uma reportagem acerca de uma determinada loja em Florianópolis que está abrindo suas portas somente para clientes conhecidos. Ou seja, o lojista fica dentro da loja olhando para ver quem está passando e decidir se abre ou não. Vejam que absurdo!

Infelizmente as seguradoras não fazem mais seguro para estabelecimentos comerciais. Há seguro para enchentes, para incêndios, para vendavais, mas não para assaltos. Existe restrição por parte das seguradoras em fazer seguro contra assaltos à mão armada durante o dia.

Um motoqueiro com um caroneiro chega à frente de um estabelecimento, entram, puxam a arma, apontam para o caixa e dizem: "Passa o dinheiro". Se houver cliente eles mandam ficar num canto e saem tranquilamente, pela porta da frente, embarcam na moto. A Polícia Militar é acionada, mas dois minutos depois não se encontra mais os assaltantes.

Já no período noturno, as vitrines com vidros blindex são alvos de pedras, que arrebentam tudo, disparam o alarme, é verdade, mas em dois ou três minutos entram roubam o que desejam e fogem. Em apenas três ou quatro minutos, sim!

Se a loja for de móveis, de eletrodomésticos, os ladrões procuram TV de LCD, computador, máquina fotográfica etc. e em cinco minutos levam R$ 20 mil em mercadorias. O alarme toca, a polícia é acionada e faz a sua parte, mas os ladrões já estão longe. É feito o BO e a seguradora diz: "Pagamos somente R$ 5 mil, no máximo!" E assim o prejuízo fica com o comércio varejista.

Vou conversar com o deputado Sargento Amauri Soares e nos próximos dias certamente faremos uma audiência pública com a secretaria da Segurança Pública, deputado Romildo Titon, para mostrarmos o grande problema que está sofrendo o comércio varejista em Santa Catarina. Isso acontece não somente na capital, mas também nas cidades do interior, onde a frequência é até maior porque existe o efetivo da Polícia Militar é pequeno.

Portanto, fica aqui o meu registro, a minha preocupação com a segurança dos estabelecimentos comerciais de Santa Cataria.

Era o que tínhamos para hoje, sr. presidente.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)