122ª Sessão Ordinária - 06/12/2012
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, deputado Moacir Sopelsa, que preside interinamente esta sessão, srs. e sras. deputadas, faço uso da tribuna, na manhã desta quinta-feira, já o fiz no aparte do pronunciamento da extensionista Beth que aqui esteve. Eu colocava a importância do extensionista rural, deputado Silvio Dreveck, v.exa. imagina, numa família de 12 filhos, dez homens e duas mulheres, na agricultura com a produção de milho, mandioca e banana, sem as mínimas condições de consciência e de orientação; lembro muito bem quando apareceu o primeiro extensionista da Acaresc, chamado Sérgio, uma coisa que ficou na minha memória.
É um trabalho fantástico com o intuito de prevenção e orientação que para muitos, na época, talvez pudesse não representar, mas que, com o tempo, significou muito tanto na prevenção da saúde quanto na orientação do manuseio das operações no segmento agrícola muito rudimentar. Fomos, então, preparando-nos e conscientizando-nos, através dessas orientações, que acabaram norteando evidentemente uma melhor qualidade de vida na nossa propriedade e que, por muitos e muitos anos, perdurou, dando o sustento aos meus pais e irmãos e de muita gente.
Por essa razão, precisamos enaltecer esse posicionamento de uma classe tão importante que muito contribui para o estado de Santa Catarina, para o Brasil e para o mundo. Sinto-me muito lisonjeado de poder fazer essa manifestação em prol dessa classe para o segmento de uma agricultura sadia no estado de Santa Catarina.
Sr. presidente, no dia de ontem, tivemos uma conversa com o governador, juntamente com o secretário de Infraestrutura Valdir Cobalchini, sobre o PAC catarinense, ressalvadas as proporções do PAC nacional, que é um investimento de grande monta, por consequência de uma medida compensatória, assim dita pelo governo federal, e não a caracterizo dessa forma, pois são R$ 7 bilhões em investimento não a fundo perdido, somente parte dele será a fundo perdido.
Cito como exemplo que nos quatro anos passados o estado representou nos cofres da união R$ 52 bilhões; no entanto, estamos captando junto ao BNDS e também ao Banco do Brasil em torno de R$ 7 bilhões, nas quatro vertentes propulsoras, que são a saúde, segurança, infraestrutura e ação social. Isso não é dinheiro a fundo perdido, é dinheiro evidentemente com juros baixos e uma perspectiva de pagamento em longo prazo. Mas o estado, através dos impostos de seus trabalhadores, dos catarinenses, terá que retribuir essa situação, compensando esse financiamento por conta do governo federal.
Então, na próxima quarta-feira, dia 12, a partir das 17h, teremos, a convite da comissão de Transporte e Desenvolvimento Urbano, a qual presido, conjuntamente com a comissão de Finanças e Tributação, da qual também tenho a oportunidade de fazer parte, a convocação do secretário Valdir Cobalchini, para que aqui venha fazer uma explanação e espelho de como andam todos os procedimentos dos processos do sistema rodoviário de Santa Catarina desde o programa BID, dos programas de restauração, de recuperação, de humanização, de construção de novos acessos e também toda a situação no que ser refere à questão da mobilidade, da sensibilidade e principalmente os caminhos para facilitar o escoamento da produção do estado catarinense.
Uma das percepções que temos diagnosticado é a fragilidade do agronegócio, que cada vez mais está migrando de Santa Catarina para o centro-oeste do país. E para viabilizar essa situação não precisa ser um expert nem um bruxo, pois são dados estatísticos promovidos pela própria Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, por consequência da matéria prima, do insumo básico que é a produção do alimento da agroindústria que é produzido no centro-oeste do país, dificultando com isso a logística, encarecendo o custo de Santa Catarina, sobremaneira a região sul do estado de Santa Catarina, justamente por ter um modal e intermodal rodoviário de transporte totalmente equivocado, deputado Silvio Dreveck.
Para que tenhamos uma noção de número, e isso é matemático, é estatístico, o Custo Brasil rodoviário hoje está na média de R$ 110,00 por tonelada, o custo ferroviário cai para R$ 75,00 e o hidroviário vem para R$ 45,00, e temos 95% da produção escoada através do sistema rodoviário.
Então, estamos na contramão da vertente, do progresso, do desenvolvimento, e é inadmissível que um país com a dimensão continental como o nosso e sendo Santa Catarina um estado eminentemente exportador não tenha uma condição de logística, de acesso que possa facilitar e dar a condição de competitividade com outros estados da federação.
Por essa razão esses investimentos na área da infraestrutura são essenciais para impactar o desenvolvimento no estado de Santa Catarina.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)