Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Aldo Schneider

16ª Sessão Ordinária - 14/03/2012

O SR. DEPUTADO ALDO SCHNEIDER - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, é uma satisfação podermos voltar a assomar à tribuna para que, através dela, possamos ecoar por toda Santa Catarina a história política da bancada do PMDB nesta Casa e o papel que desempenhou ao longo de toda a sua existência.

Antes de adentrar ao meu pronunciamento, gostaria de cumprimentar o ex-prefeito de Ibirama, cidade onde moro, Dieter Staudinguer, que está fazendo uma visita a esta Casa, e todos os empresários do vale do Itajaí, em especial do alto vale, que estão aqui prestigiando o nosso trabalho, buscando, obviamente, solução para os problemas que afligem aquela região.

Mas o meu pronunciamento desta tarde vai-se dar mais em função da homenagem que irei fazer à bancada do PMDB, da qual, no dia de ontem, tive a oportunidade de assumir a liderança.

(Passa a ler.)

"Hoje, tenho o privilégio de assomar a esta tribuna na condição de líder da bancada do meu partido, o PMDB. É uma sensação única que em nossa atual bancada somente os deputados Antônio Aguiar e Manoel Mota puderam experimentar. Quem assume essa função tem o dever de defender os interesses da maior representação partidária do Parlamento catarinense, a bancada mais antiga, única, que se mantém desde a redemocratização do Brasil, ou seja, aquela que representa o partido com maior tradição e que está associado, no imaginário dos brasileiros, àquilo pelo que mais lutamos nos últimos 50 anos, que foi e é a construção de uma democracia plena.

O líder é escolhido para otimizar o funcionamento dos trabalhos parlamentares.

Fui contemplado com tal desafio para exercer a coordenação das ações da bancada, que, conforme o Regimento Interno da nossa Casa Legislativa, inclui missões como firmar acordos para tratar de assuntos relevantes; inscrever membros da bancada para o horário dos Partidos Políticos; participar dos trabalhos das comissões permanentes; encaminhar votações de proposições sujeitas à deliberação do Plenário; registrar candidatos do partido para concorrer aos cargos da Mesa Diretora e indicar os integrantes de fóruns e comissões permanentes ou temporárias. Ainda no plano institucional, o líder tem a missão de representar a bancada em todas as esferas de governo e perante a comunidade.

Por tantas e importantes atribuições, entendo que ninguém pode ser líder - um bom líder - sem saber lidar com a alma humana. Precisa ser um generalista, pois não basta conhecer o Regimento Interno e as Cartas Constitucionais, é preciso ter conhecimento amplo de todos os problemas que repercutem no exercício da liderança. Não se é líder porque se quer nem porque se diz que é. A liderança precisa existir de fato, e para que seu exercício seja legítimo é necessário que entre líder e liderados exista identificação e confiança recíprocas.

Por isso quero, em primeiro lugar, agradecer aos colegas da bancada do PMDB que me confiaram essa missão, de modo especial ao colega deputado Manoel Mota, o parlamentar que na história do PMDB catarinense mais tempo liderou a bancada, pela oportunidade que me proporciona, ao abrir mão da função e estimular-me a aceitar tal desafio.

Serei líder por um ano, pois está firmado o compromisso de promovermos um rodízio nessa nobre função, já que todos nós aqui, e esse não é um privilégio do PMDB, exercemos importantes lideranças, seja em âmbito comunitário, como representantes de categorias e, de modo especial, em nosso partido.

Cito como exemplos o deputado Manoel Mota, que representa o sul catarinense; o deputado Antônio Aguiar, que é força viva do planalto norte; a deputada Dirce Heiderscheidt e o deputado Edison Andrino, que tão bem representam o conglomerado da Grande Florianópolis; o deputado Elizeu Mattos, que traduz a força de Lages; o deputado Romildo Titon, com a representação do planalto serrano; o deputado Moacir Sopelsa, do meio-oeste; o deputado Mauro de Nadal, com a representação do extremo oeste; o deputado Carlos Chiodini, com a força da região norte, e eu como representante do vale.

O PMDB, também com a força do deputado Valdir Cobalchini, da deputada Ada De Luca, do deputado Renato Hinning e de outros valorosos companheiros, é a legenda que somou mais de 770 mil votos para deputado estadual nas eleições de 2010.

Nosso partido tem uma tradição democrática que garantiu a simpatia dos brasileiros, especialmente dos catarinenses. Nossa primeira representação nesta Assembleia foi eleita em 1966, contando com personagens que fizeram história no partido, como os ex-líderes da bancada: Evilásio Caon, Carlos Büchele e Pedro Ivo Campos, adiante eleito o primeiro governador peemedebista.

Ao contrário dos que omitem origens e rastros sombrios em quadras da história política da nação e do estado, que justificaram trocas de siglas na tentativa de embaçar a memória do eleitor, o PMDB apenas alterou seu nome em 1980, com o fim do bipartidarismo.

O MDB era a frente das Oposições ao regime, já tinha uma militância aguerrida e seu crescimento refletia a simpatia da população por suas lutas.

O MDB e o PMDB fizeram história em Santa Catarina e no Brasil. A bancada revelou vários futuros governadores, senadores, deputados federais, presidentes da Assembleia, desembargadores no Tribunal de Justiça e conselheiros no Tribunal de Contas do Estado.

Nossa sigla nunca abriu mão de suas tradições democráticas, políticas e públicas que visam ao bem-estar da população, mantendo as bandeiras como a da desconcentração do poder e do municipalismo.

Entre nossos líderes, afora os já citados, apontamos históricos como Murilo Canto; Lauro André da Silva e Miguel Ximenes; João Mattos e o ex-governador Paulo Afonso, que hoje preside o partido no licenciamento do vice-governador Eduardo Pinho Moreira; bem como os deputados federais Ronaldo Benedet e Rogério Peninha Mendonça e os senadores Luiz Henrique da Silveira e Casildo Maldaner, ambos também ex-governadores.

Devemos reverenciar também os que já não estão mais entre nós, como Cid Pedroso, Roberto Mota, Irai Zílio e Geovah Amarante.

Nossa bancada sempre foi atuante e sempre desfraldou as grandes bandeiras de nosso partido!

Assim como lá atrás garantimos a redemocratização do Brasil com a luta das 'Diretas Já' contra o autoritarismo, o PMDB ainda empreende a luta pela valorização dos municípios, que é onde vivem as pessoas; pela desconcentração dos recursos hoje concentrados nos cofres da união.

Por isso é que no último pleito municipal em Santa Catarina o PMDB elegeu 113 prefeitos, 844 vereadores e está presente em 145 administrações municipais.

Hoje, num momento em que a atividade política é tão questionada pelo cidadão comum, devemos lembrar que o PMDB é um partido com serviços prestados.

No governo federal, podemos destacar o desempenho da pasta da Agricultura, que vem sendo conduzida pelo PMDB e incluiu na pauta das exportações brasileiras quatro dos seis produtos cobiçados pelo mercado externo: soja, milho, café e açúcar.

No plano estadual, devemos apontar a linha política empreendida pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira, juntamente com Eduardo Pinho Moreira e depois com Leonel Pavan, de valorizar a descentralização com as secretarias de Desenvolvimento Regional, processo do qual participei como secretário em Ibirama e região.

São bandeiras que seguem presentes no governo de Raimundo Colombo, do qual o PMDB é o maior sócio, pois a soma de seus votos em 2010 representou quase 40% do total dos votos da base aliada neste Parlamento.

O PMDB defendeu e defende os municípios com a desconcentração dos recursos, a construção de acessos pavimentados para viabilizar o desenvolvimento das comunidades e sempre lutou para ampliar a qualidade de vida da população, a geração de empregos, a economia, a indústria e a infraestrutura.

Hoje, por sinal, devemos consolidar um novo pacto com a indústria catarinense, que sofre com a concorrência internacional e espelha um delicado momento nacional, em que a participação da indústria brasileira cai para menos de 15% do PIB, que representa tudo o que o país produz e está num nível observado em 1956, primeiro ano do governo Juscelino Kubitschek."

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)