6ª Sessão Ordinária - 16/02/2011
O SR. DEPUTADO GILMAR KNAESEL - Muito obrigado, deputado Nilson Gonçalves, presidindo esta sessão, demais colegas deputados, deputadas, imprensa, gostaria, ao final desta sessão, de ser mensageiro ou porta-voz de notícias boas.
Eu aqui quero também fazer coro com o deputado Reno Caramori, deputado Nilson Gonçalves, na questão levantada, e trazer aqui uma matéria que, neste final de semana, foi publicada no Diário Catarinense, que retrata a realidade de um dos segmentos do turismo em Santa Catarina e do mundo, que mais está crescendo e desenvolvendo, que é o turismo dos transatlânticos ou de navios de cruzeiros.
Gostaria também de registrar que na manhã de hoje foi instalada a comissão de Turismo e Meio Ambiente, da qual faço parte como membro, tendo como presidente o deputado Neodi Saretta. E gostaríamos de, dentro dessa comissão, pela experiência adquirida nos últimos oito anos como secretário de estado dessa área, contribuir no sentido de mostrar a importância desse setor para o estado de Santa Catarina no que diz respeito à atividade econômica que, muitas vezes, não percebemos, especialmente quanto ao aspecto do desenvolvimento social e cultural.
Mas sobre a questão dos navios transatlânticos, que é um mercado emergente aqui em Santa Catarina, temos que fazer justiça a um ex-presidente da Santur que, de forma muito solidária e solitária, à época, Flávio de Almeida Coelho, iniciou esse processo de contato com as grandes operadoras e com os grandes navios para que viessem também conhecer o nosso litoral e que incluíssem Santa Catarina em sua rota.
Esse trabalho foi feito lá por volta de 1990/ 1991 e foi pioneiro nessa área. Demorou algum tempo, mas hoje somos referência também como destino, não apenas de passagem. Há navios que saem do Rio de Janeiro ou de Santos e vão a Buenos Aires, a Montevidéu, mas também já temos aqui um destino de partida desses navios, chamados navios transatlânticos.
É importante mencionar o trabalho realizado pela secretaria de estado de Turismo e também pela Santur, que foi em busca de parceiros. O Seatrade, em Miami, é o maior evento do gênero, onde os grandes armadores se encontram, discutem e decidem os seus destinos. Também há o Seatrade de Hamburgo, na Alemanha, onde participamos, anualmente, e também são decididos os grandes roteiros europeus. E dentro disso, criamos um material promocional, importante aos nossos quatro portos, e destaco o porto de Imbituba, ainda embrionário nesta área, mas que também já recebeu navios transatlânticos, e o porto de Florianópolis, em Canavieiras.
Todos lembram o esforço que fizemos para lá colocar uma poita, foi uma grande discussão. A poita, na verdade, é uma âncora para que esses navios pudessem ancorar com segurança e não ficassem à mercê dos ventos fortes, porque lá é mar aberto.
Também cito os portos de Porto Belo, Itajaí e agora também São Francisco do Sul, incluído nesse roteiro, ampliando agora para cinco os nossos portos e receptivos. São Francisco do Sul foi o último a entrar nesse roteiro e este ano já foi o que mais navio recebeu. Na temporada passada debutou nessa área.
Este ano o porto de São Francisco do Sul foi o que mais recebeu navios, seguido também por Porto Belo, que há muitos anos vem sendo destaque, também o porto de Itajaí e de Florianópolis, que perdeu a grande oportunidade nesse segmento, nesse setor.
Nós, à época, oferecemos ao governo do estado, à prefeitura de Florianópolis, um projeto de pier, um receptivo, que foi custeado pela secretaria e pela Santur, mas a decisão política de dar sequência a esse projeto, de investir nesse segmento, cabe, é claro, à política municipal. Cabe também aos empresários do setor desse segmento, mas aqui em Florianópolis, infelizmente, houve, por parte de alguns empresários, uma rejeição a esse segmento, devido à concorrência desleal com os hotéis, quando, na verdade, trata-se de uma cadeia produtiva, deputado Sargento Amauri Soares, do turismo.
Não há só hotel, há uma série de várias empresas, de vários segmentos que trabalham no setor de turismo e que também precisam ser prestigiados, não apenas o segmento hoteleiro. E esses navios, especialmente, utilizam-se, principalmente, do transporte quando chegam a seus portos onde procuram deslocamentos através de táxi, de van, uma série de serviços que são prestados e, ao mesmo tempo, consomem principalmente aquele produto básico do turismo, que é o artesanato, feito normalmente por uma pessoa, por uma família, que está trabalhando, lucrando e ganhando o seu sustento com isso, assim como os restaurantes, enfim, uma série de serviços que são absorvidos, digamos, dentro dessa economia, desse segmento do turismo.
E nós, dentro desse trabalho de promoção e com o objetivo de segmentar o turismo de Santa Catarina, fizemos, à época, essa grande ação.
Não há paisagem mais bonita do que ver um ou dois navios ancorados. Isso é frequente, vejo sempre quando venho de Balneário Camboriú, passando pelo Morro do Boi, em Porto Belo. É uma paisagem belíssima. E melhor ainda é saber que há pessoas lucrando, pessoas ganhando o seu dia a dia, a sua renda, através desse trabalho que executam.
Quero felicitar o jornal Diário Catarinense pela matéria publicada, uma matéria amplamente profissional, que mostra um crescimento de quase 30% do ano passado para este ano e que vai continuar crescendo, porque há muitos anos nós só enxergávamos os navios como um sonho, algo para milionários americanos ou europeus. Hoje não, esse sonho está aqui à nossa porta e muitas vezes mais barato do que um pacote de viagem para outros destinos turísticos.
Mas o importante é que Santa Catarina está nesse roteiro, nessa rota. E o nosso litoral é o preferido, pela sua paisagem, pelas suas belezas e também pelo receptivo do catarinense, que em todas as nossas pesquisas mostra ser um grande diferencial.
O catarinense sabe receber bem o turista e isso também faz a diferença, porque ninguém volta a um restaurante, a um hotel ou a qualquer local onde não recebe um bom atendimento, mesmo que tenha toda qualificação, que ofereça um serviço de qualidade. Mas o atendimento é fundamental para que o turista volte e fale bem do destino. Essa também é uma marca do turismo de Santa Catarina, o bem receber.
Quero fazer essa manifestação por acreditar que o governador Raimundo Colombo e o secretário Cesar Souza Júnior vão dar sequência às ações, especialmente a Santur, através do presidente Valdir Walendowsky, que foi secretário de estado por um período e que conhece como poucos a importância desse segmento e o futuro que ele ainda haverá de ter aqui no estado de Santa Catarina.
E aqueles que não acreditaram nesse projeto, saibam que perderam a oportunidade. Refiro-me especialmente à belíssima capital de Santa Catarina, porque os agentes de viagens dizem que muitos turistas perguntam por que Florianópolis não está inserido nesse roteiro.
Para finalizar, sr. presidente, queria fazer o registro da presença em nossa Casa do prefeito Sergio Almir dos Santos, da nossa querida cidade de Indaial, acompanhado por secretários municipais que estão, mais uma vez, em Florianópolis.
Indaial é também um destaque da região do médio vale do Itajaí do ponto de vista econômico. E por isso quero fazer o registro da grande administração do prefeito Sergio Almir dos Santos, assessorado também pelos secretários municipais.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)