75ª Sessão Ordinária - 04/09/2013
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. presidente, srs. deputados, caras deputadas, prezados visitantes do dia de hoje, quero registrar a importante sessão especial que realizamos na semana passada quando homenageamos a CUT pelos seus 30 anos de fundação. Essa central sindical construiu uma história extraordinária em Santa Catarina e no país em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras, articulando-se e dialogando, em muitos momentos, com outras centrais como a CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.
Não teríamos eleito o presidente Lula e a presidente Dilma, que transformaram verdadeiramente este país, se não fosse a luta da CUT - Central Única dos Trabalhadores.
Quero aqui parabenizar os trabalhadores e as trabalhadoras da Casan, que estão numa luta incansável em defesa dessa importante empresa catarinense. Já houve várias lutas, às vezes vitoriosas, às vezes nem tanto. Mas esperamos que essa luta pela CPI, coordenada pela deputada Angela Albino, com o apoio de deputados da nossa bancada e de outras bancadas (parece que agora alguns estão revendo suas posições), seja vitoriosa e de fato consigamos mostrar para a sociedade catarinense o que está acontecendo com a municipalização, com a terceirização em nosso estado.
Então, esta é a nossa expectativa: que este Parlamento cumpra o seu papel, especialmente o de fiscalizar e o de propor políticas para este estado. E com água não se brinca. Água é coisa séria. Água tem que ser serviço público e o estado é que tem que conduzir esse processo.
Quero cumprimentar todos os trabalhadores e dizer que acredito que é possível, sim, uma empresa pública fazer uma gestão séria e transparente e de fato orgulhar o estado.
Diziam que a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal tinham que ser vendidos e privatizados, porque o estado não tinha condições de gerenciar essas empresas. Hoje está aí a nossa Caixa Econômica Federal dando um exemplo e construindo casas para o povo brasileiro, sendo um grande instrumento de transformação. Da mesma forma, o próprio Banco do Brasil, no financiamento para a agricultura familiar e em várias áreas da economia brasileira. E assim também a Petrobras e outras empresas públicas que orgulham o povo brasileiro.
Então, a Casan tem que ser assim, e é isso que nós esperamos. E se precisar apurar, nós iremos apurar. Se há corrupção, é preciso apurar! E este Parlamento tem essa grande função.
(Palmas das galerias)
Por isso, deputada Angela Albino, estamos juntos nessa luta com firmeza e dedicação até as últimas consequências, cumprindo o nosso papel neste Parlamento.
Há outra questão. De fato machuca os nossos ouvidos o que estamos escutando de barbaridades por este país afora, pela grande mídia, acerca do programa Mais Médicos.
Deputadas Luciane Carminatti e Ana Paula Lima, nossa líder, e deputados Neodi Saretta e Sargento Amauri Soares, precisamos fazer esse debate. Não é possível que o povo brasileiro seja iludido dessa forma. Mas felizmente a população está entendendo qual é o objetivo desse programa.
Vejam que vergonha ao que assistimos, dias atrás: os de camisola branca fizeram uma mobilização para não deixar os cubanos entrarem no Brasil.
Pela manhã um prefeito estava aqui dizendo que precisa de dois médicos e não está conseguindo, mesmo pagando caro. Aí dizem que o interior não oferece condições de trabalho. Mas que condições são essas para trabalhar num posto de saúde no atendimento à população? Que condições diferentes um médico precisa ter? Em Saudades, por exemplo, fui atendido por um médico num posto de saúde, há uma semana, que está muito bem lá trabalhando no atendimento à população.
Eu nem gostaria de entrar nesse assunto, mas será que cada município precisa ter um shopping center, deputado Sargento Amauri Soares? Eu não sei quais as condições de que falam? Existem problemas nos hospitais públicos? Existem! Aí há motivo para dizer que faltam condições. Agora, para atender nos postos de saúde, no serviço público, ganhando R$ 20 mil, R$ 25 mil, lá no oeste, nas prefeituras, quais são as tais condições necessárias?
Então, as coisas precisam ficar claras. Argumentar que é preciso validar o diploma dos estrangeiros. O que você quer? Uma contradição, porque não querem competição, não querem que esses médicos venham para cá tirar os lugares de outros. Eles vão ficar aqui transitoriamente, daí não haver necessidade de validar os diplomas. São necessários seis anos para formar um médico, e a população tem urgência. Um dos grandes problemas do Brasil é o da saúde pública. Então, é preciso dar respostas, e essa é uma das respostas que queremos dar ao povo brasileiro.
Catarinenses, sou plenamente a favor, luto por esse programa, tenho tranquilidade para vir aqui defendê-lo. Florianópolis aprovou uma lei proibindo a atuação desses médicos estrangeiros. Aqui não pode! Ainda bem que Florianópolis pode fazer isso. Que bom se aqui há bastantes médicos. Eu quero ver os municípios do interior aprovarem uma lei desse teor. Quero ver! Blumenau pode? Que bom! No interior do Pará, já pensou lá o município fazer uma lei dizendo que não quer médicos? Que bom se todos os municípios pudessem fazer isso, que bom. Mas não podem! E os dados comprovaram que os municípios precisam. Muitos deles estão apelando.
Então, quero parabenizar o ministro Alexandre Padilha e a presidenta Dilma Rousseff pela coragem. Talvez outros não tenham tido a ousadia, a coragem de atender até as últimas consequências o povo que precisa de atendimento na saúde.
Então, sr. presidente, sr. deputados e sras. deputadas, fiz esse depoimento baseado nas visitas que tenho feito aos pequenos municípios. Estou convicto de que a política da saúde implementada pelo governo federal está extremamente correta e vai dar resultados positivos em termos de saúde pública. Nós queremos esses médicos lá nos postos de saúde atendendo a nossa população.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)