Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Gilmar Knaesel

23ª Sessão Ordinária - 29/03/2012

O SR. DEPUTADO GILMAR KNAESEL - Muito obrigado, deputado Nilson Gonçalves, que preside esta sessão, demais colegas deputados e deputadas, imprensa que acompanha o nosso trabalho, primeiramente quero fazer um comentário acerca do brilhante discurso do deputado Volnei Morastoni, que mais uma vez fala de um dos grandes problemas sociais, que é a questão da saúde, o atendimento à população, o funcionamento dos hospitais, os recursos, pois s.exa. tem experiência tanto profissional como política e conhece bem o setor.

Concordamos com tudo aquilo que o deputado Volnei Morastoni colocou, mas todos falam no problema do repasse das obrigações aos municípios e aos estados e aí entra mais uma vez a questão do pacto federativo brasileiro. A concentração de recursos na mão do governo federal é absurda e até que esses recursos cheguem à base, ou seja, aos estados e municípios, decorre longo tempo em função da burocracia. Mas as coisas acontecem no âmbito dos municípios e dos estados e em Brasília muito pouco as pessoas se sensibilizam para isso.

Mas acredito que temos que fazer coro e quero solidarizar-me com seu pronunciamento, porque sabemos que esse é um dos grandes problemas nacionais.

Srs. deputados, o assunto que desejo abordar nesta manhã é informar todos sobre a instalação, na segunda-feira próxima passada, da comissão criada em função do decreto legislativo aqui aprovado, que vai decidir sobre a alteração ou manutenção do Hino de Santa Catarina.

Esse assunto já foi debatido neste plenário, mas nos últimos dias alcançou grande destaque na mídia catarinense, nos principais veículos de comunicação, mas também naqueles lá da base, que circulam nos pequenos municípios, todos discutindo se é importante a Assembleia se preocupar com essa questão. Esse é um dos questionamentos e a ele tenho dito que acho que é um tema importante, sim!

Primeiramente, o hino é um dos símbolos do estado - isso está previsto tanto na Constituição Federal como na Estadual. O hino, no meu ponto de vista, também faz parte da cidadania cultural e até educacional. É muito mais abrangente do que apenas uma música, uma letra, porque ele tem que expressar o sentimento de unidade, de valorização e até de patriotismo para sua gente.

No caso específico do Hino de Santa Catarina, tenho dito em todos os momentos que respeito tanto ao autor da música como da letra, que escreveram a melodia, a letra e a poesia num contexto histórico específico, o da abolição da escravatura e da instalação da República. São fatos marcantes e importantes, mas são temas nacionais, não são temas regionais. E nós observamos em todos os hinos que eles estão vinculados a temas locais, regionais.

Então, esse debate é importante. Se optarmos pela manutenção do atual hino, e há uma corrente que defende isso, teremos que adotar medidas urgentes para popularizá-lo, através das nossas escolas, das solenidades públicas e de tantos outros mecanismos que a comissão deverá apontar, para que não se desrespeite um dos símbolos da nossa cidadania, pois o que se observa é que nas solenidades quase ninguém sabe cantar o nosso hino, a maioria fica muda, sem valorizar um símbolo cívico.

Todavia, se optarmos pela mudança, se essa comissão assim decidir, um novo concurso público será aberto a todos os poetas, a todos os músicos para criarem um novo hino para Santa Catarina.

Essa comissão é composta por oito membros, personalidades com currículos invejáveis na área da música, da poesia. A Assembleia Legislativa indicou o maestro Jeferson Della Roca, de quem todos conhecem o trabalho que faz na orquestra que dirige neste estado; o compositor e pianista Alberto Andrés Heller, internacionalmente conhecido; e o músico da nova geração Luiz Meira, que hoje é, sem dúvida, o catarinense mais requisitado para acompanhar grandes cantores e músicos brasileiros.

O governo do estado, através da secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, convocou Edna De Marco, que tem um largo currículo na área de música e letras; Ivan Schmidt Filho, da Fundação Catarinense de Cultura, também músico profissional com uma história vinculada à música; Jairo Barbosa, do Conselho Estadual de Cultura, filho do poeta e compositor Zininho, que escreveu Rancho de Amor à Ilha, hoje hino de Florianópolis; o professor Artêmio Zanon, historiador, e Valberto Dirksen, do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, com um currículo invejável.

Essa comissão tem um prazo de 90 dias para decidir sobre a mudança ou manutenção do Hino de Santa Catarina. Tenho o sentimento pessoal de que essa comissão fará um bom trabalho, que entrará para a história de Santa Catarina.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)