92ª Sessão Ordinária - 04/09/2012
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas e comunidade catarinense.
(Passa a ler.)
"Há poucos dias tomei conhecimento de que o registro brasileiro de transplantes publicado pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos - ABTO - confirma que Santa Catarina está na liderança nacional do ranking dos estados no número de doadores de órgãos por milhão de pessoas da população.
Nosso estado alcançou o índice de 26,9 doadores por milhão, número que é maior do que o alcançado em 2011, quando Santa Catarina tinha 25,2 doadores por milhão de pessoas.
Para quem não conhece estatística sobre transplantes, pode acreditar que esse é um número bastante significativo, superior ao alcançado em muitos países mais desenvolvidos que o Brasil e ainda mais significativo quando comparado aos demais estados brasileiros.
São dados que refletem o êxito de um trabalho conjunto, em especial da SC Transplantes, que envolve também agentes de saúde, hospitais, a própria Secretaria de estado da Saúde, o pessoal do Samu, os agentes de segurança pública e os catarinenses em geral, pois é a nossa população, em última instância, que cada vez mais assimila a importância dos transplantes para salvar vidas e para melhorar a condição de vida das pessoas que precisam da doação de órgãos.
São os catarinenses que entendem que ser doador de órgãos é uma posição de vida em favor do próximo, que isso representa ser mais solidário. São as famílias de vítimas de acidentes que têm morte encefálica e que têm a coragem de superar momentos de dor e se posicionar em favor da doação de órgãos. São servidores da área da saúde, desde psicólogos, enfermeiros, até médicos, que conseguem sensibilizar para o ato de doação que favorecerá outras pessoas tão necessitadas.
Vejam que em Santa Catarina, somente no último mês de junho, chegamos a 35 notificações de morte encefálica e a 14 doações efetivadas de órgãos daqueles potenciais doadores, sendo que dos 21 não doadores, em 12 casos houve resistência de familiares à doação de órgãos, em quatro casos contra-indicações clínicas e em outras cinco situações os motivos foram outros, com um índice de aproveitamento de 33% das notificações que resultaram em órgãos transplantados.
Esses índices foram mais significativos em março e maio, quando das notificações de morte encefálica, embora em menor número, 48% dos casos resultaram em transplantes de órgãos bem sucedidos.
Como já disse, a taxa de sucesso em transplantes depende de uma combinação favorável entre a disponibilidade de doadores e a concordância de doação de órgãos e a sinalização de morte cerebral ou notificação de paradas cardiorrespiratórias, somadas à agilidade das equipes de captação de órgãos e das equipes responsáveis pelos procedimentos cirúrgicos.
Note-se que, no final de julho, entre pessoas que aguardam por transplantes de coração, fígado, rim, pâncreas, ossos, medula óssea e córnea, estavam listados em Santa Catarina 1.399 pacientes à espera de doação de órgãos. Mais da metade, ou seja, 764 eram pacientes, aguardam córneas, 410 esperam por doação de rins, 100 pacientes esperam por doação de fígados e 48 por medula óssea.
Quando falamos de equipes de transplantes, temos em Santa Catarina centros de referência como o Hospital Santa Isabel, de Blumenau, para casos de transplantes de fígado e rim; o Hospital São José, de Joinville, para casos de transplantes de rim; o Hospital de Caridade, aqui em Florianópolis, para transplantes ósseos; o Hospital Regional de Chapecó; o Hospital Governador Celso Ramos, conhecido popularmente como Hospital dos Servidores, em Florianópolis; o Hospital Universitário da UFSC, que faz transplantes de fígado, e o Cepon, que atua em transplantes de medula.
Ainda quando falamos em transplantes, temos centros de referência em transplante de córnea e esclera, como o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, de Joinville; o Celso Ramos, de Florianópolis; o Hospital São José, de Joinville; o Centro Integrado de Oftalmologia de Florianópolis, bem como o Hospital Marieta Konder Bornhausen de Itajaí, para citar apenas os principais.
Vejam então que Santa Catarina tem uma bagagem considerável na questão de transplantes, que envolve muitas pessoas. Desde abnegados que atuam nas instituições de saúde, até familiares de vítimas, que em meio à dor da perda de um ente querido pensam no bem do próximo.
Mas há mais! Há uma cultura disseminada por todo o nosso estado acerca da necessidade de as pessoas incorporarem a questão da doação como uma política pública para o bem, para avançar na saúde, pois assim como nos colocamos na condição de potenciais doadores, poderemos noutro momento ser candidatos à doação.
Por isso, colegas deste Parlamento, é muito importante falarmos sobre os transplantes, sobre os expressivos índices que temos em Santa Catarina no quesito doadores, na experiência que acumulamos em nossos hospitais e clínicas, na boa organização que do sistema de transplantes. E. é claro, por trás de tudo isso está o trabalho competente da secretaria da Saúde, do dr. Dalmo Claro de Oliveira e a vontade dos catarinenses de se doarem ao próximo.
Está de parabéns Santa Catarina, estão de parabéns os catarinenses!"
Nós, catarinenses, somos solidários e um exemplo é o povo do planalto norte, de Canoinhas e região, que tem o maior doador de sangue do mundo, o sr. Orestes Golanovski, e também uma entidade que realiza um excelente trabalho na área, a Adosarec.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)