50ª Sessão Ordinária - 20/05/2014
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Uma saudação ao sr. presidente, a todos os parlamentares, a todos que nos acompanham.
Quero trazer hoje, em nome do PT, uma fala, porque na nossa avaliação, nesse último período, vemos no ar uma grande campanha no país que é quanto pior melhor.
Essa tática eleitoral não é nova. Quem já apostou nessa tática do quanto pior melhor, perdeu as últimas três eleições neste país. Quero trazer algumas informações sobre o momento real deste país. Estamos vivendo um momento de muita mentira, difamação e uma tentativa de destruição inclusive de um patrimônio público brasileiro - e não se conseguirá -, de uma empresa importante como a Petrobras.
Este governo fez avanços inquestionáveis neste país, mas talvez não tenhamos sido eficientes o suficiente em alardearmos os acertos e explicarmos de uma forma mais clara para a sociedade que tivemos o desafio de governar em um cenário de profunda mudança na economia externa com o agravamento na crise internacional, em que todos os países emergentes, como o Brasil, a China e a Índia, foram atingidos bruscamente. Mas mesmo nesse cenário, o Brasil foi o terceiro país que mais cresceu em 2013 e que manteve a inflação sob controle. A moeda brasileira foi a que mais se valorizou no último período.
Falam da Petrobras, mas o valor das suas ações disparou na bolsa no mesmo ritmo em que os boatos sobre a empresa eram alardeados pela imprensa. Essa mesma Petrobras, nosso maior patrimônio, que é atacada sistematicamente, segue crescendo e já amplia em 20% a produção de petróleo extraído do Pré-Sal e vai atingir a meta do crescimento de 7,5% para este ano.
Falam de certo monstro chamado crise, mas o nosso Brasil recebeu 64,9 bilhões de dólares nos últimos 12 meses. Se a situação está tão ruim, como querem fazer pensar certos oportunistas de plantão, por que os investidores estrangeiros continuam a aplicar tanto dinheiro aqui?
Falam de desemprego, mas, enquanto a crise internacional gerou 200 milhões de desempregados desde 2008, a nossa taxa de desemprego segue sendo das mais baixas da história brasileira. Seguimos gerando emprego e renda, somos o maior canteiro de obras públicas no mundo. Ressuscitados setores industriais deixados de lado pelos antigos governantes, como é o caso da indústria naval.
Nosso governo tirou 36 milhões de brasileiros da miséria, diminuímos pela metade a dívida pública e reduzimos os juros. Temos em nosso currículo a retomada do crescimento econômico do país, com a inclusão social e o pagamento da dívida externa. De coadjuvantes, somos hoje um país protagonista no cenário internacional.
Nunca se aplicou tanto dinheiro em infraestrutura. Em Santa Catarina temos grandes obras em andamento, como a duplicação da BR-101 sul, a ponte de Laguna, o acesso á Chapecó que será inaugurado nos próximos dias e a BR-163 no extremo oeste catarinense. Na saúde temos um grande enfrentamento com o Programa Mais Médicos, um programa corajoso a fim de levar médicos para o interior do país para atender as pessoas que nunca tiveram acesso a um tratamento médico.
Na educação, em 2002, o orçamento do Ministério da Educação era de R$ 32,8 milhões. No ano passado já ultrapassamos R$ 89 bilhões. Criamos 18 novas universidades federais. Com o Pronatec, implantando os institutos federais, criamos uma estratégia de educação pública e gratuita no ensino técnico profissionalizante. As políticas educacionais como o Prouni fizeram com que o número de estudantes nas universidades públicas e privadas dobrasse. Com o programa Ciência Sem Fronteiras milhares de jovens puderam estudar fora do Brasil, com bolsas de estudo, trazendo conhecimento para este país. Isso é governar pensando no futuro da nação.
Na agricultura familiar, que acompanhamos nas últimas décadas, tivemos um cenário de grandes transformações. Em 2002, por meio do Pronaf, foram liberados R$ 250 milhões para os agricultores familiares catarinenses. Em 2013 esse valor já ultrapassou R$ 2 bilhões em crédito liberado para financiar a produção agrícola nas pequenas propriedades deste estado. Em 10 anos multiplicamos por nove os recursos do governo federal aplicados na agricultura familiar catarinense. Isso apenas pelo Pronaf, pois há ainda outras ações como o programa federal voltado à construção e reforma de habitações rurais com subsídio que chega a R$ 28 mil para as famílias, entre outras ações de apoio ao agricultor.
Ontem a presidente Dilma lançou o Programa para a Agricultura Patronal, e foram anunciados R$ 150 bilhões. E teremos nos próximos dias o lançamento do Programa para a Agricultura Familiar.
Repito que se erramos foi em não falar das nossas conquistas. Quanto mais evidentes são os aspectos saudáveis da nossa economia e da ação do governo, menor é o espaço na imprensa para esses fatos. Parece até regra que beneficia políticos oportunistas e especuladores financeiros. Bem, notícia boa não é notícia, não é isso que dizem os grandes comunicadores?
Temos que avançar preservando as conquistas sociais e econômicas do Brasil. Não podemos ficar quietos enquanto a população é manipulada por falsas promessas, por um clima falso de incertezas e por políticos que querem enfrentar a crise aumentando impostos, contendo o consumo, diminuindo a valorização do salário mínimo e pondo um freio na economia e na inclusão social. Essa receita o povo já conhece, é a receita que levou o país a ter uma década perdida como foi os anos 90, onde a indústria brasileira foi severamente prejudicada.
É preciso restabelecer a verdade. Não podemos retroceder com quem fala do passado, vamos lutar para preservar as conquistas e seguir avançando, crescendo com justiça social.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)