Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Jailson Lima da Silva

70ª Sessão Ordinária - 10/08/2011

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Obrigado, sr. presidente. Gostaria de cumprimentar os deputados e registrar a visita do Pablo, da cidade de Joinville, a quem tivemos o privilégio, deputado Antônio Aguiar, de visitar em Moscou, no Conservatório Tchaicovsky, pianista de primeira linha. Ele vai-se formar, está no último ano, e, quem sabe, a Assembleia Legislativa possa, assim que terminar o seu curso na Rússia, convidá-lo para fazer uma apresentação nesta Casa.

Parabéns por estar representando tão bem o nosso estado e o Brasil na Rússia.

Gostaria também, neste momento, de enviar minhas condolências à família do companheiro de Rio do Sul que faleceu no sábado, dr. Jorge Oscar Barcelos. E ao mesmo tempo em que a vida nos coloca esses intempéries, quero aproveitar e desejar um feliz Dia dos Pais a todos os catarinenses, a todos os telespectadores e parabenizar o ex-deputado João Matos pela Lei da Adoção, tendo em vista a sua importância em nível nacional.

Agora quero reportar-me a algo relacionado ao grande embate que vemos hoje nos Estados Unidos, entre os congressistas republicanos e democratas, tendo em vista a conjuntura econômica internacional e americana.

Gostaria de pedir que projetassem no telão a figura desse cidadão para que possamos olhá-lo.

(Procede-se à exibição de vídeo.)

Trata-se de um negro que quebrou um paradigma e virou presidente dos Estados Unidos da América. Ele, como um cidadão comum, também tem o prazer de tomar um sorvete. Ao mesmo tempo em que assume a Presidência do país mais importante do globo terrestre, também come um lanche como qualquer cidadão comum e passeia num parque com suas filhas.

Barack Obama à frente dos Estados Unidos está diante de um cenário que é debate internacional, que é a dívida pública americana e a sua capacidade de investimento, e que também como cidadão comum, pega um elevador sem precisar estar trajado de homem mais importante do mundo. Ele também sorri fazendo parte de qualquer manifestação humana, também como presidente da República. Com o seu despojamento desce do avião na África levando uma moranga nos braços ou coisa parecida. Isso mostra que não estava debaixo dos braços com algumas bombas, mas que também é um cidadão que sabe lacrimejar, que chora como qualquer outro, a exemplo do nosso presidente Lula.

(Procede-se à exibição de slides.)

Eu o coloquei no telão para que possamos entender o que representa a dívida pública americana diante do debate que estamos tendo agora e que somente neste momento o povo brasileiro, o povo americano e os países que discutem a economia internacional estão podendo observar o que representa isso.

Isso, deputado Antônio Aguiar, que estamos mostrando agora é uma nota de US$ 100, para que se possa entender o tamanho da dívida americana. E temos aí no vídeo um bolinho de notas de US$ 100, que representam US$ 10 mil.

Estamos diante da nação mais rica do mundo, que tem o maior PIB mundial, e ali estamos vendo um monte de US$ 1 milhão em notas de US$ 100.

Agora estamos vendo a altura mediana de um cidadão americano ao lado de US$ 100 milhões. Esse mesmo cidadão está ao lado de um monte de notas de US$ 100, que representam US$ 1 bilhão.

Agora estamos vendo uma carreta e um grande avião ao lado com US$ 1 trilhão, num amontoado de notas de US$ 100 dólares, para que possamos entender o tamanho da dívida americana e o que isso representa no contexto mundial hoje.

Agora estamos vendo US$ 15 trilhões, que é exatamente o tamanho da dívida interna americana. É basicamente a altura da Estátua da Liberdade. E estamos vendo agora o presidente americano pedindo que se aumente a capacidade de endividamento americano.

E aqui US$ 114 trilhões, que é o montante que o estado americano precisa para investimentos em programas sociais e de saúde, segurança social e para a manutenção da estrutura militar e pensões dos funcionários públicos.

E aqui o Empire States Building, aquele contingente de prédios e amontoados de notas de US$ 100 representam os US$ 114 trilhões.

Ao mesmo tempo, temos que entender que Barack Obama assumiu os Estados Unidos com US$ 12 trilhões em dívidas. E no governo George Busch a dívida saiu de US$ 5 trilhões para US$ 12 trilhões. Mostrando a evolução e, cá entre nós, o tamanho do pepino que ele pega e que ele herdou. E ele pediu para aumentar a capacidade de endividamento em decorrência da crise internacional vivida em 2008. Agora ele pediu para aumentar a capacidade de endividamento para US$ 16 trilhões, para que possa numa negociação não dar calote nos seus credores. E o principal credor de letras centro americano é a China, com mais de US$ 1 trilhão, depois, temos o Japão, o Reino Unido e o Brasil, com US$ 212 bilhões.

Então, quando começamos a olhar esse cenário, esse cidadão que se defronta neste momento com essa crise, com essa circunstância humana, como qualquer um de nós pede condição de gestão. E verificamos que o embate político americano pode ampliar a crise nacional. E que o Brasil, com todas as suas circunstâncias, mesmo tendo uma dívida interna similar ao seu PIB anual, transita em condições muito mais favoráveis do que a economia americana.

Por isso, trouxemos isso, porque nem eu imaginava que se fosse amontoarmos em notas de dólares o tamanho da dívida americana daria mais do que a Estátua da Liberdade e um pavilhão inteiro de notas. E a necessidade de recursos para investimentos e infraestrutura, assim como o Brasil, são todos aqueles prédios que ali apareceram.

Então, temos que ter tranquilidade neste momento no Brasil, principalmente porque temos um governo extremamente racional. A presidente Dilma Rousseff é transparente nos momentos bons e nos momentos difíceis, principalmente quando lança no Brasil programas da importância do Brasil Maior, que nada mais é do que o início de uma reforma tributária.

Deputada Ana Paula Lima, v.exa. que neste momento preside a Casa, para mim que sou um deputado do Partido dos Trabalhadores, como v.exa., acho que isso é motivo de orgulho, principalmente do PMDB, do Michelzinho, que é o nosso vice-presidente. Que figura querida!

(Discurso interrompido pelo término do horário regimental.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)