31ª Sessão Ordinária - 12/05/2004
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Muito obrigada, Sr. Presidente. V.Exa. é muito cortês, muito gentil. Queremos saudá-lo e também os nossos colegas Parlamentares e a Deputada Simone Schramm.
Mas assomo à tribuna, hoje, para falar de um crime que fica sempre escondido. As pessoas agem descaradamente, sem ter vergonha de fazer o que estão fazendo, Deputado Reno Caramori. Nem chegaram as eleições e já estão faltando com respeito à população catarinense.
Estou falando sobre o crime que é cometido descaradamente no período eleitoral: eu poderia dizer que é o abuso do poder econômico ou um sinônimo mais claro: a compra de votos.
Nós, Deputado Cézar Cim, brilhante Deputado, que é Promotor e conhecedor das leis, nem chegamos ainda a lançar as devidas candidaturas para os pleitos municipais, majoritárias e as candidaturas proporcionais e já estão começando a fazer a compra descarada de votos.
E a população sabe que existe uma lei para punir esses infratores, para punir os que continuam usando o dinheiro público para se elegerem, reelegerem voltarem a saquear o dinheiro do trabalhador.
Essa prática tem que ser denunciada. Graças a Deus que hoje os nossos eleitores estão mais conscientes, e queremos conscientizá-los cada vez mais, porque aquele que compra o voto é pior do que aquele que vende. Quando observarmos essa prática, temos que denunciar. Não podemos aceitar isso. Temos que estar unidos e atentos quanto a essa prática maléfica e maligna e acabar com os maus políticos.
Srs. Deputados, o voto é um instrumento que define os destinos políticos da cidade, do Estado, do Município e do País. Nós todos temos responsabilidade.
Quero deixar isso como reflexão para que os Parlamentares façam uma análise da questão. Não podemos admitir que aconteça novamente, pois já tivemos exemplos de muitos Prefeitos e Vereadores que foram cassados. Tivemos também o exemplo do casal lá do Nordeste. O esposo era Senador, e a esposa, se não me falha a memória, era Deputada Federal, e ambos foram cassados.
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)