17ª Sessão Ordinária - 01/04/2003
O SR. DEPUTADO SÉRGIO GODINHO - Sr. Presidente e Srs. Deputados, o que me traz à tribuna no dia de hoje, é sobre a retrospectiva desses dias que estou na Assembléia.
Muitas vezes fico aqui perdido, atônito e perplexo em ver tanta discussão, com respeito aos Deputados mais antigos, falando mal do Bush, dos Estados Unidos e do Governo Federal. Parece que vão resolver o problema da guerra, do Governo Federal. Tempo perdido, Deputado Genésio Goulart! Muita discussão, muito debate político! E aqui no Estado de Santa Catarina temos problemas graves, que talvez levaria a semana toda para falar.
Em cada lugar que vamos, constatamos os problemas do nosso Estado. Hoje, por exemplo, fui ao Hospital Joana de Gusmão visitar o setor de ortopedia e verifiquei a dificuldade de trabalho. E como Deputado quero lutar para que esses problemas sejam resolvidos, buscar a solução para esses problemas.
Só para ter idéia, uma criança ia ser operada, mas não foi porque não tinha equipamentos para a cirurgia; uma outra criança precisava ser engessada, mas não tinha gesso daquela largura. Vejam só o quanto poderíamos trabalhar e quanto assunto teríamos para defender e resolver aqui no nosso Estado.
Gostaria de voltar um pouco atrás e dizer que essa é a minha luta para resolver os problemas da saúde, da educação, da segurança pública.
Parabenizo o Secretário João Henrique Blasi pelo brilhante trabalho que tem iniciado, subindo os morros, enfrentando de frente a criminalidade.
Não posso deixar de falar sobre a notícia que traz o jornal Diário Catarinense de hoje.
(Passa a ler)
"A estudante Fernanda Basílio Lopes, de seis anos, foi encontrada morta no Balneário de Itajuba, em Barra Velha, a 500m da sua casa onde foi assassinada."
Então, temos problemas seríssimos no nosso Estado nas áreas de segurança, da educação e da saúde, com hospitais sem diretores e sem remédios.
Estou fazendo a minha parte e comecei pela Casan. Tenho aqui um documento contendo um levantamento das dívidas daquela empresa. E o Presidente da Casan virá aqui, esta semana, prestar esclarecimentos sobre isso.
O que mais me preocupa é que são oitocentas ações trabalhistas, Deputado Genésio Goulart, ou seja, R$350 milhões! E o Hospital Joana de Gusmão não tem dinheiro para comprar uma tala para colocar no braço ou na perna de uma criancinha; não tem uma haste apropriada! E já presenciei um médico serrar uma haste para colocar no fêmur de uma criança - isso num hospital de referência do Estado de Santa Catarina.
Então, temos muito no que trabalhar e queremos dizer que é relevante a preocupação com a guerra e com o Governo Lula. Tudo é fundamental, mas o nosso Estado tem milhares e milhares de problemas e poderíamos gastar horas se nos uníssemos não tanto para fazer politicagem ou coisa parecida, mas para resolvermos o problema das crianças que estão morrendo, devido às dificuldades nos hospitais, e ficando à mercê da sorte, porque não têm estrutura e dinheiro.
Portanto, esse é um desabafo que faço e, ao mesmo tempo, é uma diretriz do meu trabalho, ou seja, buscar resolver esses problemas não só da Capital, mas do Estado de Santa Catarina.
Se na Capital encontramos isso, a minha Região Serrana, que é carente - Lages é uma região pólo da Saúde -, não fica por menos. Lá a Saúde é uma vergonha. O tratamento com a saúde das crianças e dos idosos, a dificuldade para marcar uma consulta... E há pouco conversava com um grande amigo meu, que comentava que a sua esposa, que está doente, marcou um exame para só daqui a seis meses.
Então, a Saúde é uma vergonha e deveríamos, Deputado Dionei Walter da Silva, nos unir para cobrar e fiscalizar. E vamos fiscalizar como fizemos hoje: fomos ao Hospital Joana de Gusmão e constatamos que parece uma guerra a dificuldade para se encontrar os equipamentos naquele hospital.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)