Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Natalino Lazare

28ª Sessão Ordinária - 14/04/2015

O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas presentes nesta sessão, em primeiro lugar, gostaria de fazer um registro honroso a presença na Assembleia Legislativa, de um ilustre empresário de Videira, sr. Fabiano Marafon, ele que juntamente com Felipe Schuler, são proprietários do jornal de maior circulação do meio oeste de Santa Catarina, o Folha Diário; também cumprimentar o André Canalli, de Caçador, agropecuarista e, saudando-os saúdo a todos que estão presentes aqui nesta tarde.

Eu gostaria, sr. presidente, de enfatizar três questões que julgo importantes nesta tarde. A primeira delas é em função de uma nova doença que surgiu, que afeta os animais, especialmente os equinos, que se chama mormo. É uma doença que dá em cavalos, aparentemente descoberta em Pernambuco e não se sabe através do que veio acontecer um foco em Santa Catarina. Esse foco foi localizado no município de São Cristovão do Sul, um dos animais que estava doente foi abatido e há apenas um animal com suspeita dessa doença contagiosa.

Por isso, a Cidasc, preventivamente, e com bom-senso cancelou todos os rodeios que estavam sendo feitos nos finais de semana, falo isso em nome da comissão de Agricultura e Política Rural.

Então, é um foco que foi localizado e, com certeza, está sendo estudado. A Cidasc está tomando as providências e aguardamos que tão logo os exames estejam concluídos e comprovem que existe apenas esse foco as demais atividades ligadas a esse setor sejam automaticamente liberadas. Por isso, temos essa convicção e certeza.

Mas, em relação a isso, realmente queria dizer que o deputado tem a função de vir aqui e fazer indicações, apresentar projetos de leis, sugestões, fiscalizar e até mesmo criticar e eu sou afeito a isso também com toda certeza, o parlamentar tem essas incumbências, mas também tem que reconhecer aquilo que de bom acontece.

Neste caso específico quero trazer aqui um elogio muito forte a Cidasc, especialmente ao Eroni Barbieri, presidente da instituição, que a pedido do ilustre deputado Moacir Sopelsa, secretário de estado da Agricultura e da Pesca, esteve em um evento de leilões de animais, neste final de semana, em Fraiburgo, onde se reuniu com todos os produtores que estavam lá para esclarecer esse assunto que também estava apavorando a agropecuária da nossa região e o estado de Santa Catarina como um todo.

Ele esteve lá, cumpriu o seu papel, fez todas as explicações, mostrou quais são as medidas que estão sendo tomadas para a segurança dos pecuaristas. E, portanto, ele demonstrou exatamente a grande preocupação que a referida secretaria e a Cidasc têm com relação à pecuária.

Faço esse registro elogiando o sr. Enori Barbiere, e o nosso governador Raimundo Colombo, porque ele está presente nesse meio tão importante, tão necessário, para o desenvolvimento da agricultura, que é também a agropecuária.

Em segundo lugar, sr. presidente, gostaria de trazer um assunto que sei que muitos dos parlamentares já trataram, que é sobre a questão do fornecimento da merenda escolar.

Fui procurado, sr. presidente, por um empresário do município de Fraiburgo que está ligado a uma grande empresa agropecuária, que produz maçãs. Ele é o presidente da Confederação Nacional dos Produtores de Maçãs e pediu que fizéssemos uma indicação no sentido de que a maçã fosse incluída no cardápio da merenda escolar.

Sei que diversos parlamentares já falaram sobre isso. O governo do estado licitou o fortalecimento da merenda escolar para os alunos. Mas faço um apelo e esclareço o seguinte: existe a possibilidade, através das chamadas públicas que são feitas pelas secretarias de estado da Educação, para que os produtores possam oferecer os produtos de acordo com a cultura da sua região, deputado Cesar Valduga, de acordo com a sazonalidade. Por exemplo, o município de Fraiburgo está em plena safra da maçã, porque não incluir, fazer mais chamadas públicas e divulgar mais a possibilidade que o estado compre as maçãs para fornecer esta alimentação na merenda escolar? Por que, que na época da uva, do pêssego, da nectarina, da ameixa, também não se abra realmente essa chamada pública para que os alunos se alimentem?

Cada região tem a sua produção agrícola e de acordo com a sazonalidade que possa haver exatamente a participação da merenda escolar da nossa região, porque vem ao encontro daquilo que gostamos. Na região de Videira nós temos um hábito alimentar. No grande oeste, também temos outro hábito alimentar.

Então, porque trazermos produtos de São Paulo, de Minas Gerais, não sei de onde? Vamos aproveitar a produção que temos aqui no estado de Santa Catarina. Eis que temos um grande potencial, sr. presidente, a ser colocado à apreciação, que vai ao encontro do gosto das crianças, dos nossos alunos e dos nossos estudantes. E ajuda, também, evidentemente, os produtores a agregarem mais valor a sua atividade agrícola.

Faço até uma comparação romântica: a maçã é vendida em São Paulo, em Minas, em Maceió, e de repente se a maçã tivesse alma, deputado Dirceu Dresch, tivesse sentimento, ela não gostaria muito de fazer essa viagem cumprida, ela preferiria ficar lá na região de Videira, na região de Chapecó, na região de Concórdia.

O Sr. Deputado Dirceu Dresch - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE - Pois não!

O Sr. Deputado Dirceu Dresch - Deputado Natalino Lázare, cumprimento pelo seu pronunciamento, pois o tema alimentação escolar, para nós é tão caro, tão importante. Infelizmente, essa discussão já está aqui há cinco, seis anos, rolando, rolando e sempre voltamos ao mesmo patamar da dificuldade da nossa agricultura fornecer essa alimentação e os nossos alunos terem uma alimentação da nossa região, fresca, um produto de qualidade local. Como disse v.exa., esses alimentos viajam para São Paulo, depois voltam para a região, na qual poderiam ser fornecidos diretamente.

Nós precisamos achar um caminho urgente, valorizando especialmente a nossa agricultura familiar, das pequenas propriedades. Muitas pessoas querem parar de plantar fumo, mas elas têm que ter oportunidade. E esta seria uma grande oportunidade para produzirem alimentos para as crianças, muitas vezes até para a própria família.

Então me somo a sua fala, e ao seu apelo, neste tema tão importante.

O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE - Deputado Dirceu Dresch, v.exa., faz parte da comissão de Agricultura, e está convidado para tratarmos deste assunto nesta Casa de maneira mais incisiva no sentido de que isso aconteça.

Para finalizar, sr. presidente, faço também mais um registro especial. Em Videira, neste final de semana houve a abertura de um evento importantíssimo. Lá existe a chamada UVA. Não é a uva, o alimento que produz vinho, suco, etc.Uva é a União Videirense da Associação de Bairros, e eles promoveram jogos de integração entre bairros, são jogos que agregam os bairros de Videira. E isto eu nunca vi, os bairros promovendo eventos esportivos, culturais e sociais. Isso vai permitir, sem dúvida nenhuma, integração, esporte, alegria, relacionamentos, amizades e mostra que o trabalhador do bairro, o trabalhador das periferias da cidade também tem valor, também sabem praticar esportes, precisam e devem ser valorizados.

Então, parabéns ao José de Oliveira, o presidente, ao Hilário Appel, um dos organizadores e também parabéns a toda diretoria, porque é sensacional o que fazem lá.

Quero fazer esse registro na Assembleia Legislativa, porque tiro o chapéu para pessoas com ideias espetaculares como essa que tiveram nessa cidade. E este deputado estará sempre à disposição para ajudar, para colaborar e para que o esporte seja cada vez mais um meio de integração nacional.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)