25ª Sessão Extraordinária - 01/07/2009
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Sr. presidente deputado Moacir Sopelsa, tenho o privilégio de dividir o meu tempo com v.exa.; portanto, vou ser rápido, breve. A minha intervenção é no sentido de parabenizar a equipe de policiais de Rio do Sul, que prendeu o padre Ângelo pelo crime de pedofilia, o que foi divulgado na imprensa nacional.
A delegada, dra. Carla, o dr. Luiz Carlos Gonçalves, o dr. Almiro Costa, a dra. Patrícia, a Cláudia Stédile e o Robson, o Carlos, a Sueli e a Tânia, assim como o Mário Miguel, fazem parte da equipe que acompanhou todo o processo. E mais precisamente o comissário Mário Miguel, o Carlos Roberto Basto Miguel, a Cláudia Stédile, a Sueli Kampbel e o Robson dos Santos, o Ruan Cipriani, o Jailson Hoffmann, a Tânia de Arruda, o Adalberto Gavioli e o Ari Santos e também a dra. Cintia tiveram um papel fundamental.
Faço essa intervenção porque sou médico e questiono muito o celibato na igreja. Se nós observarmos as denúncias de pedofilia no mundo, a igreja católica é onde tem acontecido isso de forma mais presente. Sou católico, deputado Professor Grando. Enquanto as igrejas evangélicas e pentecostais tem crescido no Brasil e no mundo afora, o contingente de padres no Brasil baixou de 40 mil para dez mil.
Alguma coisa tem de diferente que precisa ser questionada. Tivemos o caso, em 2005, de um padre do México, chamado Dagomar, que ao ter mantido relações e procriado um filho, matou a criança com medo de ser questionado pela igreja. Isso foi descoberto.
Então, a igreja necessita, no meu entendimento, quebrar seus paradigmas. É lógico, o celibato faz parte da história da igreja, e nós temos clareza de que isso surgiu em tempos remotos, na sua origem, pela preocupação dos padres ao casarem deixarem os bens da igreja como herança.
Por isso, parabéns à equipe de policiais de Rio do Sul, pela ação audaciosa de mais de dois meses de investigação, e sei que foi uma ação tensa pela figura que representa esse padre na cidade de Rio do Sul, era uma figura muito querida pela comunidade.
Eu pessoalmente o conhecia e jamais imaginei que aquela figura pudesse ser alguém que tivesse cometido esse tipo de pecado e de crime que é condenável no mundo inteiro, tanto que o Congresso Nacional possui a Frente Parlamentar de Combate à Pedofilia. E em Santa Catarina não podemos ter um comportamento diferente a não ser também de renegar e condenar, deputado Professora Odete de Jesus, esse tipo de procedimento, principalmente entre religiosos.
Eu que sou católico, que sou cristão, tenho que aqui como médico dizer: acho que a igreja tem que rever os seus conceitos e quebrar alguns paradigmas, porque, talvez, se permitisse o casamento, eliminaria a importância do celibato. Como tem isso como prioridade, talvez assim pudesse reduzir um pouco desse tipo de distúrbio comportamental que tem sido muito mais frequente na igreja católica do que nas outras religiões.
Quero neste momento passar o tempo que me sobra da inscrição ao deputado Moacir Sopelsa, para que faça o seu pronunciamento.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)