66ª Sessão Ordinária - 13/08/2009
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Sr. presidente, quero cumprimentar os nobres deputados, os funcionários desta Casa e, neste momento, enaltecer a data de ontem, com a abertura da 7ª Fersul, na cidade de Rio do Sul. Uma feira coordenada pela Associação Comercial e Industrial da cidade de Rio do Sul, tendo à frente o empresário André Odebrecht e como coordenador o Alex, um jovem empresário. Na ocasião representamos o presidente, deputado Jorginho Mello, a Assembleia Legislativa e a senadora Ideli Salvatti.
A 7ª Fersul, para quem ainda não participou, é uma das maiores e melhores feiras do estado de Santa Catarina e mostra claramente o perfil empreendedor do alto vale, a capacidade de trabalho do povo daquela região; inclusive, empresas de outros estados também participam dessa feira.
O processo organizacional da Fersul não é feito apenas com o setor metalmecânico ou outro segmento, ele é feito também com a participação do setor têxtil. Os textuaristas participam com desfiles que demonstram claramente que o povo do alto vale, da cidade do Rio do Sul, não se curvam às crises, demonstram capacidade de crescimento e, principalmente, mostram que aquela região e a querida Rio do Sul, cidade que me adotou e permitiu que eu fosse seu prefeito, são prodigiosas.
Portanto, parabenizamos todos os organizadores da Fersul e convidamos todos para participarem da feira que se estenderá até sábado. Participem, porque é uma feira que mostra o contexto econômico do alto vale!
Quero parabenizar a prefeitura e o prefeito pela parceria, pelo procedimento que tem adotado à frente dessa brilhante feira que ocorre no Centro de Eventos Hermann Purnhagen, de Rio do Sul. Inclusive, tive o prazer, quando prefeito, de fazer aquela obra, deputado Gelson Merísio, que ajuda a coordenar e a desenvolver as ações daquela localidade.
Ao mesmo tempo, quero dizer que na abertura da Fersul, ontem, o presidente da Facisc fez um pronunciamento contestando o salário mínimo regional. E nós tivemos a grata satisfação de tirar uma foto emblemática nesta Casa, na qual estamos eu, o deputado Dirceu Dresch, o deputado Gelson Merísio e também o deputado Cesar Souza Júnior, para mostrar que estamos juntos na defesa do salário mínimo regional.
Nós entendemos a preocupação de alguns segmentos empresariais, mas o projeto de lei que está nesta Casa e que trata do salário mínimo regional mostra nitidamente que o povo de Santa Catarina e o setor empresarial têm como absorver esse novidade. Esse projeto de lei tem um artigo que coloca claramente que serão respeitados os acordos coletivos de trabalho, inclusive os acordos coletivos de trabalho que estabelecerem salário inferior ao mínimo regional, sempre na perspectiva de chegar àquele valor.
Então, nós, nesta Casa, juntamente com o Democratas, a quem parabenizamos, tomamos posição de bancada em apoio ao salário mínimo regional. O Rio Grande do Sul já tem o seu salário mínimo regional, o Paraná, a Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, o Piauí também já o tem, e apenas nós, em Santa Catarina, não temos.
O governo deixou claro que chamou o setor empresarial para o debate, o qual não se fez presente na hora de construir o projeto que veio para esta Casa. Entendemos que o salário mínimo regional é uma conquista importante para o estado de Santa Catarina, e cabe a esta Casa, sim, aos deputados estaduais, discutir esse tema. E se tivermos que contestar o salário mínimo regional, deveremos também contestar o piso do salário mínimo nacional, o que não acontece.
Então, como não pudemos debater isso ontem, nem era o momento, agora, aqui no plenário, cabe-nos continuar empreendendo um debate maduro a respeito da importância do salário mínimo regional como um projeto de consolidação das receitas do estado, sendo que elas acontecendo de acordo com a arrecadação que as empresas geram, dentro de uma capacidade de assimilar a mão-de-obra.
Quero ainda fazer mais um alerta, como médico, em relação ao vírus H1N1. A dra. Kátia Ribas, do Instituto de Saúde de Curitiba, fez algumas observações que foram repassadas pelo Centro de Saúde de Atlanta, nos Estados Unidos, que mostram claramente que temos razão nas intervenções que temos feito nesta Casa, afirmando que não há motivo para pânico em relação a essa gripe. Inclusive, temos ressaltado que não precisamos ter pânico em relação a ela, precisamos, sim, ter maturidade para nos comportarmos diante dela. Esses dados são do Centro de Controle de Doenças de Atlanta e também foram debatidos e apresentados pelo Centro de Epidemiologia e Infectologia.
Calcula-se que no Brasil, hoje, devemos ter em torno de 70 milhões de brasileiros contaminados. Mas não é nada para ficarmos apavorados. É mais um vírus que está vindo. E o interessante é que o centro de Atlanta coloca que esse vírus é muito menos grave do que o da Influenza A, que é o que temos no dia-a-dia no Brasil, com o qual convivemos todos os anos. É apenas um vírus que tem uma patogenicidade, uma gravidade, um pouco maior em populações de risco, como os diabéticos e os obesos.
É importante tomar muito líquido (suco, água), comer frutas, manter os ambientes abertos e arejados. As pessoas não precisam sair com máscaras na rua, elas só devem ser usadas por quem está gripado. A limpeza das mãos com álcool é para quem está mais gripado e, eventualmente, por quem está em ambientes conjuntos.
Ao mesmo tempo, devem ser paralisadas todas as atividades, como as de escolas, como está acontecendo. E isso é mais só para tranquilizar os pais. Por quê? Porque vão parar e fechar todas as fábricas, os centros que hoje produzem? Não! Continua-se produzindo no Brasil.
Então, o Centro de Controle de Doenças em Atlanta diz que o Tamiflu só deve ser usado em casos graves da gripe, ele não é um medicamento corriqueiro para ser usado.
Um dado interessante mostra a benignidade da doença, dizendo, deputado Reno Caramori, que 99,85% dos quadros de pessoas infectadas pelo vírus H1N1 vão evoluir como uma gripe normal, benigna, sem o menor risco, com uma febrezinha, eventualmente necessitando de algum descanso, muito líquido e um analgésico. Nem anti-inflamatório toma-se, segundo o Centro de Controle de Doenças em Atlanta.
Então, temos que ter tranquilidade pois estão sendo tomadas todas as medidas preventivas pelas secretarias de Saúde municipais e pelo ministério da Saúde. Mas isso, mais uma vez, demonstra que não precisamos entrar em pânico e vivermos o alarmismo que está ocorrendo em relação à gripe provocada pelo H1N1.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)