40ª Sessão Ordinária - 29/05/2003
O SR. DEPUTADO EDUARDO CHEREM - Sr. Presidente e Srs. Deputados, gostaria de saudar, antes de iniciar o meu pronunciamento, os nossos Vereadores de Irineópolis Sidnei, Juliano, Geraldo e José Eraldo e também o Prefeito de Matos Costa Nataniel, juntamente com o Adelmo, Secretário Adjunto da cidade de Canoinhas, que estão aqui hoje fazendo uma visita a este Parlamento.
Eu vou trazer à tribuna, em outra oportunidade, a situação em que se encontra o Município de Matos Costa com a transferência da sede para a Regional de Caçador, contra a vontade da comunidade, contra a vontade do Prefeito. Mas é um assunto para ser tratado em outro dia.
O que eu gostaria de falar hoje, Sr. Presidente, diz respeito a algo que está me preocupando muito como vice-Presidente da Comissão de Saúde e como ex-Secretário da Saúde. Esse assunto tem a ver até com a colocação do próprio Deputado Paulo Eccel, na sua fala anterior, que é a questão das drogas, da dependência química. E outra preocupação também que tenho muito forte é em relação à Aids.
Hoje em dia nós não podemos fazer análise simples e fria dos números que o Ministério da Saúde traz a respeito do avanço da Aids, principalmente em cima dos adolescentes e em cima da menina.
Acho que a situação, Deputado Paulo Eccel, precisa de uma análise um pouco mais profunda, até em cima daquilo que V.Exa. colocou. Tenho consciência, hoje, de que a má informação que chega todos os dias aos nossos lares, às nossas casas seja talvez a causa de tanta difusão hoje desses problemas que existem. Sabe por que, Sr. Presidente? Porque enquanto se incentiva o apelo sexual na televisão, enquanto se incentiva a violência via televisão, não se incentiva uma campanha educativa e preventiva a respeito das conseqüências dessas atividades.
O Ministério da Saúde, Deputado Celestino Secco, passou 15 dias atrás um aumento de 3% no número de soro positivo e portadores de Aids em meninas de 13 a 19 anos de idade. Isso quer dizer o quê? Que a atividade sexual está-se tornando precoce. Hoje, Deputado Lício Silveira, uma menina torna-se mãe sem se tornar mulher, consequentemente pode, tranqüilamente, se contagiar com uma DST, uma doença sexual, ser soro positiva ou ser portadora de Aids.
Esta é uma preocupação que tenho, porque vejo vários órgãos de comunicação, vários programas de governo e não vejo ninguém acordar no sentido literal da palavra para analisar esse problema. Não vejo um canal de televisão, uma emissora de rádio, um grande jornal veiculando que a relação sexual é uma realidade, mas as conseqüências não são.
Então, vou levar uma proposta ao Secretário de Estado e da Saúde, no sentido de se fazer convênios, Deputado Celestino Secco, V.Exa. que falou tão bem sobre a nossa educação aqui, com os Municípios, com as próprias escolas de nosso Estado, para que os alunos recebam cada vez mais a verdadeira informação, a boa informação da prevenção em relação à Aids e para que os nossos alunos sejam também os multiplicadores de informação. E que os professores, que são preparados para educar, tenham também a educação a respeito de como prevenir em relação à Aids.
Esta é a contribuição que quero dar ao nosso Secretário da Saúde, para que tenhamos cada vez mais multiplicadores de informação, a fim de levarem também a boa informação e não apenas a má informação.
Eu gostaria, até, de me alongar mais, Sr. Presidente, mas como é um tema difícil, sabemos que é necessário muito mais tempo para debatê-lo. Mas é importante que os homens públicos se conscientizem da necessidade de levar a boa informação para os nossos lares. Todos aqui são pais, avós e sabem da necessidade de a televisão, de o rádio, de o jornal trazer a informação que realmente vale a pena.
Deputado Antônio Ceron, apenas para citar, gostaria de dizer o seguinte: a Coca-Cola agora faz uma propaganda de uma menina e um menino que ficam um dia juntos e ele pede a ela a lata de Coca-Cola e ela diz que não, porque quer levar para a casa para guardar de lembrança. Quando chega em casa, é mostrado na propaganda que ela já tem 30, 40 latinhas de Coca-Cola, como se todo o dia um menino diferente ficasse com ela. Só que não vem por trás a boa informação. É pena, simplesmente porque é uma palavra fácil, vulgar que diz: "nós ficamos juntos". E o que vem depois, Deputado Antônio Ceron?
Então, nós, homens públicos, temos que cobrar a boa informação dos órgãos de comunicação.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)