Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Ivan Ranzolin

79ª Sessão Ordinária - 17/08/1999

O SR. DEPUTADO IVAN RANZOLIN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, este entendimento é muito importante para evitar que seja cortada a intenção dos Deputados falarem sobre um tema da maior importância. Como se trata da admissibilidade, serei muito breve nesta tribuna.

Quero apenas reafirmar aqui o propósito de discutir com mais profundidade esta mensagem encaminhada pelo Governo a esta Casa quando entrarmos no seu mérito, que terá início, se aprovada a admissibilidade, a partir de amanhã.

Desejo apenas ratificar aqui uma posição que temos, da nossa Bancada: que na reunião da semana passada encaminhamos uma carta a V.Exa., ao Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e ao Relator pedindo, pleiteando, que fosse votada já na semana passada a admissibilidade ao projeto que estamos votando hoje, porque isso daria duas demonstrações: a primeira, de que a Assembléia estaria trabalhando e realmente dando uma prioridade a este assunto, e, a segunda, de que daria mais conforto e credibilidade aos correntistas do Banco para evitar uma corrida, para evitar que o Banco caísse no descrédito, porque a Assembléia, ao votar e deliberar, estaria dando tranqüilidade à sociedade catarinense.

Como este é o nosso dever e como vamos ter de deliberar sobre um tema tão importante, acho que a admissibilidade é urgente. Como já disse, vamos analisar, vamos aprofundar as questões de mérito, mas não poderemos deixar de dizer o que sempre temos argumentado: quem tiver alguma dúvida sobre o caminho do Banco, quem ainda não tem clara esta situação, basta que leia o projeto de lei que foi encaminhado a esta Casa, transformado em lei, sobre a restruturação do sistema financeiro, porque ali estão todos os documentos, todos os elementos e todos os subsídios trazidos à Assembléia Legislativa quando votamos naquela época.

Portanto, fora dos balanços, fora dos números, tudo é discurso; um discurso para dar uma justificativa aos servidores, à sociedade, mas que não encontra procedência. A procedência realmente está nos balanços, nos documentos e nos motivos que levaram o Banco a chegar no ponto em que chegou. Mas, como tenho como princípio respeitar todas estas posições, eu as respeito, apenas também me considero no direito de deixar aqui as posições que temos adotado na nossa Bancada e o que espelha a verdade sobre o Banco.

Por isso deixo a tribuna e vou me reservar o direito de discutir esta questão na hora em que formos analisar a emenda propriamente dita no seu mérito, nas suas conseqüências, nos seus benefícios ou naquilo que poderá trazer de prejuízo. Deixo, portanto, de discutir a admissibilidade e saio da tribuna.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)