30ª Sessão Ordinária - 03/05/2000
O SR. DEPUTADO HERNEUS DE NADAL - Sr. Presidente, Srs. Deputados, um adágio popular, que é por muitas vezes mencionado, não só em reuniões como também no dia-a-dia do nosso cidadão, é que o homem se conhece pelos seus procedimentos, o homem se conhece por aquilo que ele faz, pelos seus atos, pela sua conduta e pela sua postura e não por aquilo que ele fala, que ele diz.
Portanto, o procedimento, a conduta de um homem público é que deve ser levada em conta.
E durante o nosso Governo, Deputado Moacir Sopelsa, durante o Governo passado, ouvimos muitas vezes, acompanhamos nos programas eleitorais do atual Governador a afirmação de que iria seguir o que estabelece a lei, que seria um governo legalista. Mandou até mesmo correspondência personalizada aos funcionários do Besc para garantir que esta importante empresa catarinense continuaria a nos proporcionar a sua função não só sob o aspecto econômico, mas também social, fomentando o progresso, o desenvolvimento e o bem-estar do povo catarinense.
Sr. Presidente e Srs. Deputados, o que vemos hoje é que o mesmo Governador que já contratou 8.300 empregados no Besc e que a eles concedeu estabilidade e que agora de fato só conta com 5.000 servidores, foi o responsável pela primeira intervenção do Banco Central no Banco dos catarinenses, que aliás, por coincidência, à época, o atual Presidente do Banco era o Vice-Governador do Estado, e que por coincidência também, Deputado Gelson Sorgato, à época o Presidente da Bescri não era nada mais nada menos do que o hoje Secretário da Fazenda e Presidente do Conselho de Administração, portanto, Sr. Presidente e Srs. Deputados, não sei se não é muita coincidência para que o banco possa suportar.
No entanto, o que vemos aqui, desta tribuna, nesta Legislatura, nos jornais, nas rádios e nas televisões é que o Banco do Estado de Santa Catarina tinha um rombo de 800 milhões e que esse rombo era por conta de favorecimentos que o Governo do PMDB fez aos seus correligionários.
Alguns meses se passaram, houve depoimentos na CPI, e nada foi constatado que viesse macular, manchar, o trabalho das administrações do PMDB no Banco do Estado de Santa Catarina. Mas conseguiram, sim, nesse tempo, sem a divulgação dos balanços, é verdade, levar 6 meses para publicar balanços e demonstrativos.
O balanço de 31 de dezembro de 1998 só foi publicado no dia 1º de maio, os demonstrativos fiscais que deveriam ser apresentados mês a mês, para que o investidor acreditasse e pudesse continuar a manter os seus depósitos no banco, só foram publicados em um único mês, no mês de janeiro de 1999. E por coincidência também, Sr. Presidente e Srs. Deputados, o Banco do Estado de Santa Catarina só foi a redesconto de novo neste Governo, por duas vezes.
Por coincidência, também, pela primeira vez na história, depois do saneamento, através do trabalho do saudoso Governador Pedro Ivo Campos, o Banco volta a dar prejuízo - mais de R$100.000.000,00 de prejuízo no ano de 1999.
Certamente isso, Sr. Presidente e Srs. Deputados, não é competência, não é capacidade e também não é bom trato para com a coisa pública.
A CPI...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)