33ª Sessão Ordinária - 10/05/2000
O SR. DEPUTADO SANDRO TARZAN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, assomo à tribuna hoje para parabenizar o ex-Deputado Estadual constituinte Luiz Hamilton Martins, que pertence ao meu Partido, o Partido Trabalhista Brasileiro, pela posse à Superintendência do Ibama.
E eu não poderia deixar de falar da qualidade desse ser humano que passou pela Delegacia Federal do Trabalho, exercendo esse cargo de delegado por três anos, prestando um grande trabalho.
Quando chegou àquela instituição ela se encontrava, realmente, em más condições. E ele passou por esse problema político sem deixar nenhuma mácula na sua administração. Pelo contrário, ele fez uma grande administração.
Mas quero também esclarecer à sociedade catarinense e à imprensa que ele não tomou posse no dia em que ela foi marcada aqui no Estado, nas dependências da Superintendência do Ibama, porque houve um erro administrativo. O Diretor administrativo, naquela oportunidade, fez todo um trâmite para a conclusão da posse, mas se esqueceu de convidar a tempo a Presidente Nacional do Ibama, a qual não pôde estar aqui presente por esta razão. Assim sendo, chamou o Dr. Luiz Hamilton Martins, que tomou posse em Brasília.
E hoje nós, como Presidente da CPE da Madeira, tivemos a oportunidade de fazer uma visita a ele, manifestando a nossa preocupação como catarinense, como Deputado Estadual. E aqui foi criada esta CPE, na qual fazem parte os Deputados Onofre Santo Agostini, Reno Caramori, Romildo Titon e Jaime Duarte.
O Parlamento catarinense sabe da sua responsabilidade com o ser humano, com a família, pois somos a voz daqueles que hoje estão passando dificuldades, porque conhecemos de perto esta realidade.
Várias vezes assomamos à tribuna para esclarecer à sociedade catarinense que temos de tomar uma atitude quanto aos cuidados que o nosso agricultor deve ter com a natureza. Infelizmente, a lei está agindo contra a ecologia, contra os interesses da natureza, permitindo aos pequenos agricultores cortarem pinheiro novo, pois se eles o deixarem crescer, não vão ser donos e não vão poder utilizá-lo.
Outro detalhe importante que os ecologistas devem saber, talvez saibam, é que qualquer vegetação quando chega na fase adulta já não produz mais oxigênio e somente gás carbônico.
Por isso é necessário que façamos a renovação da nossa flora, então, temos de tomar providências porque aquele pinheiro novo, aquela vegetação nova que produz oxigênio é necessária e vital ao ser humano.
Nós, que já temos grandes problemas em relação a isso, que temos a parceria do Vice-Governador que também conhece o assunto e que sabe que necessitamos de uma providência jurídica, não queremos ficar mais com essas pendências jurídicas que não têm final.
Assim, poderemos dar um outro encaminhamento, principalmente ao jurídico, garantindo a propriedade ao cidadão, a fim de que cada um de nós tenha condições de utilizar bem a nossa natureza.
É claro que queremos o que o madeireiro quer, ou seja, fazer com que tenhamos a natureza para os nossos filhos e netos, mas não desejamos, de maneira alguma, denegrir a nossa natureza e sim conviver com ele, fazer com que se renove cada vez mais. E isso já está acontecendo na região Serrana, como em outras.
Nós tivemos que fazer um plano de manejo sustentável, e o fizemos! A grande maioria dos nossos madeireiros fez. Então, não é justo que tragam tarja para os nossos madeireiros como se fossem criminosos. Na verdade, queremos garantir o alimento às suas crianças, e para isso eles têm de trabalhar.
O que está acontecendo é totalmente o contrário, dizem, até, que há um interesse internacional em deixar que cada vez mais fiquemos pobres e não tenhamos condições de utilizar a nossa terra, que é a garantia da nossa vida!
Por isso que trago aqui, mais uma vez, a minha preocupação, a minha indignação em relação a isso que está acontecendo com a família catarinense.
Queremos, sim, uma alternativa, para que possamos tomar as nossas decisões e fazer com que se garanta a Constituição, que diz que todos têm direito à propriedade.
Nós queremos utilizar a natureza, mas queremos preservá-la, para que possamos conviver com ela e fazer com os nossos filhos e os nossos netos também tenham esta oportunidade.
Isso não está...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)