21ª Sessão Ordinária - 09/04/2003
O SR. DEPUTADO WILSON VIEIRA - Sr. Presidente, Srs. Deputados, público que nos prestigia, imprensa e funcionários deste Poder, ontem também estivemos freqüentando a assembléia que ocorreu na Udesc e pudemos constatar algumas questões que, no nosso ponto de vista, são extremamente graves e que jamais poderiam estar acontecendo dentro de uma universidade pública.
A Udesc, pelo que percebemos ontem, não era uma universidade, e sim um campo de batalha, porque qualquer cidadão, aluno ou professor, membro ou não da Associação dos Professores, que questionasse a direção da Udesc era perseguido sistematicamente.
Ontem ouvimos situações bárbaras: que ocorria até a contratação de bate-pau, como se diz popularmente, para agredir aqueles que são contrários à direção, além de processo administrativo, de maus tratos e de outros tipos de perseguições que caracterizam coisas da Idade Média, pode-se dizer assim. Lá se vivia uma verdadeira ditadura interna, sem democracia, com agressões e perseguição a professores e a estudantes, em total desrespeito aos direitos humanos.
Fiquei bastante feliz por ter participado da assembléia e de poder ver, pessoalmente, as ponderações e decisões do atual Governador, entre elas: anistia aos professores e aos alunos que estavam sendo processados; proposta de formação de uma comissão para alterar o Estatuto da Udesc - um estatuto antidemocrático; proposta de estatuinte - compromisso de acelerar o processo de escolha do novo Reitor da Udesc; gratuidade a todos os professores da rede estadual para fazerem o curso pedagogia no Ensino a Distância da Udesc.
E Sua Excelência assumiu também o compromisso diante de todos de mandar uma correspondência a todos os Prefeitos para que assumam o compromisso de pagar o Ensino a Distância a todos os seus professores que estão fazendo a especialização.
Uma das coisas que me impressionou foi o tom apaziguador do Governador Luiz Henrique. E no momento em que teve de tomar decisões, tomou-as com uma postura de coragem e de sabedoria, sabendo estabelecer o processo democrático na discussão da Udesc, e abrindo essa possibilidade para que realmente não ocorra mais o tipo de situação que vem ocorrendo lá.
A Udesc, em função de tudo o que vimos, caracterizava-se como um campo de guerra. Na verdade, alunos, professores e a direção da Associação dos Professores eram tratados como se estivessem num campo de concentração. As coisas que se viu lá jamais poderia se admitir nos dias de hoje.
Só não aconteceu algum revés por conta daqueles que eram perseguidos porque eles, pelo menos, tinham a cabeça no lugar; eles, pelo menos, sabiam que estavam dentro de uma universidade, porque se fosse, com certeza, numa outra esfera social, poderíamos ter tido situações trágicas, quem sabe até com agressões, com mortes ou com lesões graves, porque a perseguição não era qualquer coisa. Realmente era algo pesado e inadmissível para os dias de hoje. Era um total desrespeito ao acadêmico e aos direitos humanos daqueles que questionavam a ditadura imposta na Udesc.
Quero, em função disso, parabenizar o Governador Luiz Henrique pelo debate democrático que fez com a universidade, e aplaudir todas as decisões que Sua Excelência tomou democraticamente, inclusive a de não intervir na Udesc, e sim proporcionar a possibilidade de todos, democraticamente, decidirem o futuro daquela universidade.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)