Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Francisco Küster

93ª Sessão Ordinária - 29/11/2005

O SR. DEPUTADO FRANCISCO KÜSTER - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, em primeiro lugar, neste curto espaço de tempo, quero fazer um registro aqui de um acontecimento que ocorrerá, no município de Criciúma, no dia 30 de novembro de 2005.

(Passa a ler)

"O lançamento do livro ‘De Cresciuma a Criciúma - O Legislativo Catarinense resgatando a História da Cidade,’ será no dia 30 de novembro de 2005, em sessão solene que realizar-se-á na cidade de Criciúma, na sede do Mampituba.

Trata-se de uma homenagem da Assembléia Legislativa à cidade de Criciúma pelos 80 anos de sua emancipação, através da Lei nº 1.516, de 04 de novembro de 1925. O presente trabalho foi realizado pelo Centro de Memória e coordenado por Thessália May Rodrigues, diretora da Divisão de Documentação, com a participação do historiador e jornalista Archimedes Naspolini Filho."

Portanto, sr. presidente, é a participação, a colaboração, a parceria desta Casa, através do setor competente na elaboração dessa obra, cujo lançamento se dará no dia 30 de novembro de 2005, às 20h30min, na Sociedade Recreativa Mampituba. Fica aqui, portanto, este registro, sr. presidente, deste acontecimento.

Ato contínuo, sr. presidente, quero fazer um registro mais em tom de desabafo, nesta oportunidade. São quase três meses de greve na Universidade Federal de Santa Catarina. Está perdido, literalmente, o ano letivo. E que não venham hipocritamente dizer que em dois meses do período de férias ou em alguns dias irão recuperar esse tempo perdido.

Os servidores federais, professores, estão numa queda-de-braço com o governo federal, que está no ápice da sua insensibilidade. Se o governo federal tivesse negociado em tempo hábil e apresentado as propostas que está apresentando agora, os alunos da universidade federal não teriam perdido o ano, literalmente. Merecem uma ação enérgica por parte do Ministério Público, se ousarem pretender recuperar os três meses, ou cem dias de paralisação, em alguns dias ou numa meia dúzia de dias.

É necessário repensar a universidade federal, pois ela é imprescindível, tendo em vista o papel que representa perante a sociedade, no contexto da formação das pessoas, das pesquisas que realiza e por aí afora. A universidade federal, como está, não dá para continuar!

Não estou querendo que se substitua a universidade federal por qualquer outra coisa. Não, em absoluto, mas que ocorram debates sérios, elevados e consistentes, que a universidade federal tenha acesso a recursos e a planos de carreira para seus servidores e professores, que tenha aporte de dinheiro para implementar seus projetos e suas pesquisas e que não fique à mercê do humor do plantonista do governo federal no ministério da Educação.

Está aí o resultado da queda-de-braço entre funcionários e professores da universidade federal e o governo federal: um ano perdido para os nossos alunos, que vão ter que estender por mais um exercício a sua permanência na universidade federal a fim de colar grau.

Portanto, sr. presidente, é tabu discutir? Ninguém quer discutir a universidade federal, tudo que se faz lá está certo. Não, em absoluto! Nem tudo está certo! Há alguma coisa errada! Não estou acusando professor, funcionário público, reitoria e direção! Estou dizendo que é preciso rediscutir o papel da universidade federal! É preciso um entendimento, é preciso uma reciclagem, é preciso aportar dinheiro na universidade federal! Mas é necessário que ela cumpra o seu dever histórico de ensinar, de formar pessoas, faça a sua lição de casa e cumpra o seu dever no campo da pesquisa!

Para concluir, sr. presidente, devo dizer que é preciso debater a universidade federal gratuita, fortalecida, capaz de dar respostas às demandas e de cumprir a sua missão histórica, mas não como está, pois assim como está é um achincalho! Lamentavelmente, eu tenho que dizer isso, com o devido respeito que tenho aos seus professores e aos seus funcionários! E o ataque que faço é ao governo federal, pela insensibilidade, pelo deboche e pelo pouco caso dispensado ao ensino superior gratuito!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)