60ª Sessão Ordinária - 12/06/2014
O SR. PRESIDENTE (Deputado Nilson Gonçalves) - Ainda em Breves Comunicações, como último orador fará uso da palavra o sr. deputado Eni Voltolini, por até dez minutos.
O SR. DEPUTADO ENI VOLTOLINI - Sr. presidente e srs. deputados, 12 de junho, para muitos de nós, é uma data especial, Dia dos Namorados, e enamorados. Para o Brasil é o dia em que ele recebe e apresenta-se ao mundo dentro de uma competição.
Mas eu não quero falar do jogo de futebol do Brasil nem ficar especulando o placar. Quero falar de outra coisa que me deixa angustiado. E, ao avistar aquelas senhoras lá no fundo, eu quero cumprimentá-las!
O que está fazendo com que, neste ano, as cores verde e amarela não possam mais ser apresentadas à sociedade? O que está acontecendo com o nosso país onde, de repente, perdemos a vontade de nos apresentar como brasileiros e de nos orgulhar de ser brasileiros? O que está acontecendo de diferente, se em todas as versões anteriores da Copa do Mundo estávamos, há meses, colocando bandeiras nas nossas casas e desfilando com bandeirinhas em nossos carros?
Perdemos o gosto e o respeito ao nosso país? Nós somos aquelas pessoas que, de repente, começaram a fazer aqueles discursos que no país chamado Brasil nada está certo? Nós estamo-nos juntando àquelas pessoas que, infelizmente, torcem contra o país por questões menores?
É disto que queremos falar nesta manhã. Muitos de nós têm a oportunidade de ir a outros países. Deputados Kennedy Nunes, Nilson Gonçalves, Valmir Comin, Gilmar Knaesel, v.exas. já viajaram para muitos países, mas certamente sempre dizem a mesma coisa: "Como é bom voltar para o meu país"!
Ora, se este é o sentimento que temos, por que não lembramos de que não é apenas na Copa do Mundo, mas em todas às vezes que o nosso país está presente num cenário de disputa, seja esportiva, seja política ou de qualquer espécie, queremos nos sentir brasileiros e orgulharmo-nos disso?! Ou será que estamos com medo de um pequeno bando de arruaceiros que resolveu afrontar o nosso país, dizer que nada presta e criar badernas em todos os cantos para discutir questões que até podem ser relevantes, mas que não podem ser confundidas com o viés de partidos políticos e com momentos?
É o país onde vivemos que está em jogo. E se quisermos discutir as questões sobre o viés de partido político, temos que fazer uma reflexão se existe aqui nesta Assembleia algum partido político que possa levantar a mão e dizer que no ambiente do seu partido político não existe alguém que ele não gostaria que lá estivesse.
Se somos todos anjos... E esta não é a verdade porque a sociedade é formada por pessoas diferentes, e em todos os partidos políticos também há pessoas diferentes. Mas não é somente na classe política. Em todos os ambientes da sociedade existem pessoas diferentes. Agora, cercando-nos existe um único país, que se chama Brasil. E se ele ainda não está do jeito que queremos, e não está, temos que brigar para que fique cada vez melhor. E não apenas fazendo críticas gratuitas ou escondendo a nossa brasilidade como se isso fosse algo para esconder.
Nós temos que nos mostrar, sim, como brasileiros. Nós temos que defender este nosso país e começar a separar as coisas que não estão boas, a ter respeito pelo dinheiro público, sim, porque todas às vezes que gastamos dinheiro público de forma inconsequente, equivocada, perdemos a percepção do dinheiro público. Às vezes, achamos que dinheiro público é dinheiro do prefeito, da presidente, de outra pessoa, mas não é, é dinheiro nosso. É dinheiro que estamos às vezes deixando de usar corretamente, e aí nos falta dinheiro à saúde, às novas vias públicas.
Então, esse sentimento de brasilidade que precisamos, sim, colocar é a forma mais linda de mostrar as cores deste nosso país, e brigar por ele não significa que vamos brigar pela presidente Dilma ou pelo PT. Eu não sou PT, eu sou do Brasil, eu sou brasileiro e quero que este meu país seja cada vez melhor. E não vou torcer para que ele se dê mal.
O que quero é afastar cada vez mais as coisas que não estão boas neste país. Vou usar de tudo que puder para que as coisas melhorem, para que o nosso país seja melhor para mim, para os meus amigos, para os meus familiares e para os brasileiros, independentemente da cor da pele, porque também estamos criando um país de peles diferente.
Não estamos querendo um país onde nos separemos por conta da cor da pele. O nosso Brasil não pode ser diferente por peles, porque o nosso Brasil é formado por brasileiros. E temos que nos insurgir contra essas questões que tentam muito mais nos separar do que nos unir. É deste país que venho falar nesta manhã do dia 12 de junho, porque sou enamorado por este país que gosto, onde vivo e pelo qual tenho muito orgulho.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)