Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Antônio Aguiar

104ª Sessão Ordinária - 13/11/2014

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. presidente, em exercício, deputado Kennedy Nunes, srs. deputados, sras. deputadas, comunidade catarinense, ontem, usei esta tribuna para alertar sobre o câncer de próstata, portanto, homens acima de 50 anos se cuidem e, mais um recado, façam os exames e cuidem da sua saúde. Hoje, quero me ater sobre outro problema relacionado à saúde, que se comemora amanhã, que é a doença diabetes.

(Passa a ler.)

"A maioria das cidades catarinenses desenvolve essa semana atividades de esclarecimento à população sobre a prevenção ao diabetes e sobre os cuidados necessários que as pessoas acometidas por essa doença precisam ter. O diabetes atinge 6% da população feminina e mais de 5% da população masculina.

Nessa sexta-feira, dia Mundial do Diabetes, concentram-se ações realizadas por organizações da sociedade civil, nos municípios, em nosso estado, inclusive com o apoio do ministério da Saúde.

O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991, pela Federação Internacional do Diabetes, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, como uma resposta ao crescente número de casos em todo mundo.

O objetivo dessa data é chamar atenção no que diz respeito ao acesso à prevenção e tratamento adequado, a fim de evitar complicações, melhorando a qualidade de vida e reduzindo o impacto sobre os indivíduos, famílias e custos para os sistemas de saúde e para a sociedade em geral.

A data de 14 de novembro foi escolhida devido ao nascimento de Frederick Banting, que junto com Charles Best, foi o cientista que descobriu a insulina, em 1921. O símbolo do Dia Mundial do Diabetes é um círculo azul, já que, em muitas culturas, o círculo simboliza a vida e a saúde. A cor azul representa o céu que une todas as nações e simboliza a comunidade internacional do diabetes.

O foco das campanhas está na necessidade de educação sobre diabetes e o incentivo às ações de prevenção. No entanto, também é necessária a conscientização quanto à prevenção, tratamento e melhora da qualidade de vida dos diabéticos.

Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose, causada pela falta ou má absorção da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia, a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias, ou seja, em proteínas, músculos e gordura.

Não se trata de doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue, provocada por diferentes situações.

Diabetes tipo um é aquela em que o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina e sua instalação ocorre mais na infância e adolescência, fazendo com que a pessoa necessite de aplicação de injeções diárias de insulina.

Diabetes tipo dois tem por característica a resistência das células à ação da insulina. A incidência da doença, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade.

Diabetes gestacional ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocada pelo aumento excessivo de peso da mãe.

E temos a diabetes associada a outras patologias como as pancreatites alcoólicas, uso de certos medicamentos, entre outras causas.

Entre os fatores de risco do diabetes estão a obesidade, inclusive a obesidade infantil, os fatores hereditários, ou seja, maior cuidado para quem tem histórico da doença em família, a falta de atividade física regular, a hipertensão, os elevados níveis de colesterol e triglicérides, o uso de alguns medicamentos, como os à base de cortisona, o estresse emocional e a idade acima dos 40 anos, para o diabetes tipo dois.

O tratamento do diabetes exige, por isso, além do acompanhamento médico especializado, cuidados de uma equipe multidisciplinar. Envolve dieta alimentar, que deve ser observada criteriosamente, com cardápio adequado para cada caso e recomenda um programa regular de exercícios físicos que irá ajudar a controlar o nível de açúcar no sangue, que deve ser colocado como prioridade na rotina de vida.

Exige a decisão de não fumar, pois o fumo provoca o estreitamento das artérias e veias, como a diabetes compromete a circulação nos pequenos vasos sanguíneos (retina e rins) e nos grandes vasos (coração e cérebro) fumar pode acelerar o processo e o aparecimento de complicações.

O controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides deve ser feito com regularidade.

Os medicamentos à base de cortisona aumentam os níveis de glicose no sangue, razão pela qual as pessoas não devem se automedicar.

O diagnóstico precoce é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Ninguém deve minimizar sintomas da doença e sim procurar logo um serviço de saúde se está urinando demais e sentindo muita sede e muita fome.

O diabates não pode ser dissociado de outras doenças glandulares. Além da obesidade, outros distúrbios metabólicos como o excesso de cortisona, do hormônio do crescimento ou maior produção de adrenalina pelas suprarrenais podem estar associados ao diabetes.

O tipo um é também chamado de insulinodependente, porque exige o uso de insulina por via injetável para suprir o organismo desse hormônio que deixou de ser produzido pelo pâncreas. A suspensão da medicação pode provocar a cetoacidose diabética, distúrbio metabólico que pode colocar a vida em risco.

O tipo dois não depende da aplicação de insulina e pode ser controlado por medicamentos ministrados por via oral. A doença descompensada pode levar ao coma hiperosmolar, uma complicação grave que pode ser fatal.

Dieta alimentar equilibrada é fundamental para o controle do diabetes. A orientação de uma nutricionista e o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras podem ajudar muito a reduzir o peso e, como consequência, cria a possibilidade de usar doses menores dos remédios.

Atividade física é de extrema importância para reduzir o nível da glicose nos dois tipos de diabetes.

Entre os sintomas da doença podemos identificar alguns como a poliúria - a pessoa urina demais e como isso desidrata, sente muita sede; aumento do apetite; alterações visuais; impotência sexual, infecções fúngicas na pele e nas unhas; feridas, especialmente nos membros inferiores, que demoram a cicatrizar; neuropatias diabéticas provocadas pelo comprometimento das terminações nervosas; distúrbios cardíacos e renais.

Para encerrar, reforço que a diabetes é uma doença silenciosa e devemos cuidar monitorando nossa saúde com testes como a aferição da pressão arterial, teste de hemoglobina glicada e até mesmo o de glicemia capilar.

Prevenir é sempre uma decisão inteligente. Temos que cuidar bem da saúde, para preservar a qualidade de vida.

O tema da campanha da Semana do Diabetes é exatamente Vida Sustentável e Diabetes."

A todos que acompanham esta sessão, desejo muita saúde.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)