126ª Sessão Ordinária - 18/12/2012
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, antes de utilizar a tribuna com a finalidade que me propus, quero aproveitar para dirigir algumas palavras ao deputado Elizeu Mattos.
Lembro-me bem, deputado Elizeu Mattos, de quando v.exa. chegou aqui há alguns anos ainda como suplente, que é de praxe, de costume. Perguntamos para o colega quem era o cidadão que estava chegando aí, até porque v.exa. é do sul e nós do norte. E o colega me falou assim: "Ah, esse é um rapaz lá de Lages". Mas o que inventa na vida? "É um brigador. Ele vive tentando, tentando, mas nunca consegue".
Começamos a prestar atenção na sua forma de ser e de agir nesta Casa e muito rapidamente concluímos que o senhor teria uma trajetória bastante interessante aqui pela forma com que se conduzia já desde o início da sua trajetória na Casa. Há de se registrar o fato que considero preponderante da sua carreira política, pois v.exa. saiu da Casa como líder de governo e foi para sua terra natal, num embate com o seu governador de quem até dias atrás v.exa. era o mais ferrenho defensor aqui. E acabou indo para uma eleição, para uma campanha política que, imaginávamos muitos, teria a benção do sr. governador por tudo que fez aqui. No entanto, v.exa. acabou se tornando o adversário do sr. governador indiretamente, via deputado Antônio Ceron, nosso querido amigo de Lages.
Admirei-me disso pelo fato de que v.exa. mesmo sem o apoio do governador, mesmo sem todo esse aparato para apoiá-lo lá, topou a parada, topou a parada e foi para a briga, no bom sentido. E o que é mais interessante, acabou vitorioso na cidade natal do sr. governador do qual v.exa. fora líder até recentemente.
Essas coisas se somam a outros comportamentos que v.exa. teve aqui, a grandes embates que teve aqui. Esse período que v.exa. exerceu como líder na Casa, acredito, foi o de maior amadurecimento que teve, porque tinha que conhecer profundamente todos os projetos, conhecer pari passu cada um dos projetos que vinha do governo e defender aqui, muitas vezes contra a vontade, muitas vezes contra gosto, mas cumprindo com a sua obrigação e defendendo aqui o governo do estado.
Parabéns, meu amigo Elizeu Mattos. Eu tenho certeza de que v.exa. terá um futuro muito brilhante e vai se tornar um dos melhores prefeitos de Santa Catarina principalmente pelo seu propósito, sua transparência e pelas pessoas que está agregando para administrar o município de Lages.
Parabéns! Que Deus ilumine a sua vida, que possa chegar aonde pretende e realizar os seus sonhos. Obrigado pela amizade que me prestou nesta Casa.
Sr. presidente, quero falar também sobre outro tema. Na sexta-feira, dia 14, a vigilância sanitária em Joinville interditou oito escolas da rede municipal. Também mais nove escolas estão interditadas da rede estadual. São 17 escolas interditadas por falta de manutenção. Poderia citar o caso de cada uma delas. Na grande maioria não há problemas tão graves, mas em algumas, sinceramente, nós, que temos a obrigação de falar em nome da nossa região e defender seus interesses, ficamos constrangidos, porque manutenção de escola é o mínimo que se pode fazer no segmento da educação. Não se está aqui falando nem em construir novas escolas, que também se faz necessário e urgente, mas em manter as escolas tanto do âmbito estadual quanto municipal funcionando.
Estava dando uma olhada no Orçamento que vamos votar aqui e a SDR em Joinville teve em 2012 um orçamento de R$ 23 milhões. Para 2013 caiu para R$ 18 milhões. Eu fiz algumas emendas inclusive na área da educação, passando R$2,5 milhões para a aplicação de recursos em reforma e ampliação de escolas. Essa é uma das emendas que fiz para a minha região e não vai ser nem votado aqui porque já existe um acordo para que todas as emendas capotem na comissão de Constituição e Justiça. Quer dizer, não vai passar.
E a secretária, falando sobre a interdição das escolas estaduais, disse que vai pedir a descentralização do dinheiro, vai fazer uma licitação, e se ninguém contestar vai entrar com a arrumação das escolas. E as aulas começam em fevereiro!
Pena que não possa mais falar sobre isso porque acabou o meu tempo.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)