Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Gelson Sorgato

76ª Sessão Ordinária - 10/10/2001

O SR. DEPUTADO GELSON SORGATO - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sra. Deputada, temos vários assuntos para relatar referentes à segurança de Chapecó, à habitação naquele Município, às geadas que aconteceram, à perda dos produtores, às chuvas, enfim, todos esses problemas.

No Município de Xanxerê, a Escola Básica João Winkler vem, desde 1999, a partir de visita da Secretária da Educação do Estado, pedindo melhorias para a conclusão do ginásio de esportes. Está aqui nas fotografias. São obras inacabadas. Foram iniciadas no Governo anterior e não tiveram prosseguimento.

Esta escola encaminhou documentos à 17a CRE de Xanxerê, ao seu diretor, o Pinheiro, sempre comentando que a prioridade era a ampliação de salas de aulas naquela e nas demais escolas da rede estadual de ensino daquele Município. Foram atendidas as Escolas de Joaquim Nabuco, Romildo Sezepani e Neuza Marques. Porém os recursos que vão para essas escolas através do programa direto, são apenas R$4,5 mil durante o ano. Isso serve para a manutenção de toda aquela unidade escolar junto com os recursos do Prodec, que são repassados em quatro parcelas de R$1,2 mil.

Há invasão de pessoas na área da escola, não se tem segurança e, apesar de todos os esclarecimentos e da visita da Secretária, não se tomam as devidas providências.

Por isso demos entrada a um requerimento para que seja encaminhado ao Governo do Estado para tomar as devidas providências. Sabe-se que cada CRE recebe um "X" de recursos e dão a prioridade conforme seu entendimento.

Mas, feito isto, hoje também quero registrar, com satisfação, que o Grupo Chapecó, o Grupo Macro adquiriu a unidade de Xaxim, Chapecó, Cascavel, Santa Rosa, no Rio Grande do Sul e a parte genética de suínos de Ponte Serrada. o Grupo Chapecó lançou a linha infantil light de presunto de frango light, lingüiça de franco light, salsicha de franco light, mortadela de frango light e peito de frango cozido light, apresentando em embalagens de 500grams e 1,7 miligramas de quilo.

Por que estou falando sobre isso? Porque nós passamos por uma crise na nossa cidade de Xaxim, quando o ex-Grupo Chapecó passou por dificuldades e trouxe a preocupação para todos os integrados da avicultura, suinocultura, enfim, integrados ao Grupo Chapecó.

No primeiro semestre lançou 30 produtos para supermercados da rede varejista em todo o Brasil. A Chapecó investiu este ano R$3 milhões em lançamentos de produtos. E a Chapecó, que tinha um faturamento no ano 2000 de R$400 milhões deve aumentar este faturamento em R$650 milhões para 2001. E vai investir em todas as suas unidades como Xaxim, Chapecó, nessa do lançamento do produto light, também em Cascavel e Santa Rosa, R$160 milhões, gerando empregos, economia, e, com isso, auxiliando e ajudando o Oeste de Santa Catarina a gerar empregos, gerar economia, para o Estado de Santa Catarina.

Por que procuramos dizer isso? Porque vemos na propriedade rural, no pequeno agricultor que sofreu há poucos dias uma geada e que perdeu às mudas da fumicultura, o seu feijão recém plantado, o milho, e retornou ao plantio. Em alguns Municípios ainda tiveram a desgraça de, após a geada, receber essas enxurradas, quando mais de 80 Municípios no Estado de Santa Catarina decretaram estado de emergência ou de calamidade pública. E isso trás uma preocupação a esta Casa, porque se nós não tivermos oferecendo condições para esse pequeno produtor, através de sementes, de calcário, de uréia, para ele colocar na terra novamente, para produzir, com certeza nós estaremos, quem sabe daqui a alguns dias, discutindo novamente um novo crédito de emergência para esses agricultores. Muitas vezes não somos sensíveis e não anistiamos este crédito de emergência.

Estive na Efap, numa visita aos diretores da Sadia, da Aurora e do Grupo Chapecó, e seus diretores, numa conversa muito franca, tomando um café, Deputado Adelor Vieira, você lá de Joinville, mas não com menos preocupação que nós da região do Oeste de Santa Catarina, disseram que essas grandes empresas mesmo com todo o trabalho que passam, que têm integração no agricultor, estão vendo que não conseguem também conter o êxodo rural.

Se não tivermos programas fortes do Governo do Estado, através de doação de sementes, de calcário e anistia daquele crédito de emergência, nós teremos no futuro, nas grandes cidades como Florianópolis, São José, Blumenau, Joinville, o agricultor, o filho do nosso agricultor, vindo ao Estado procurar um local de trabalho e não retornando mais para sua terra, da qual ele entende, produz e faz a coisa acontecer.

Então, esta preocupação nossa é agregada ainda a perda de imediato do preço do litro de leite, porque temos mais de 70.000 agricultores no Estado de Santa Catarina que sobrevivem do leite. E que o preço de R$0,24, de R$0,23 para R$0,21, esta cota R$0,17 a R$0,14 realmente não dá para entender como é que essas pessoas que lutam, que trabalham com mão calejada continuam produzindo, gerando riqueza, para Santa Catarina. Esta preocupação fica para este Plenário para que possamos aprovar leis de incentivo a esta categoria tão sofrida, tão massacrada, que muitas vezes não é olhada pelo Governo do Estado de Santa Catarina e muito menos pelo Federal.

Concedo cinco minutos do meu Partido ao Deputado Jorginho Mello.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)