87ª Sessão Ordinária - 18/10/2007
O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, o diretório municipal de Florianópolis do Partido Popular Social, através de edital e nos termos do estatuto partidário e da legislação em vigor, convoca todos os filiados do PPS que tiverem as suas filiações deferidas neste município para participarem do congresso municipal que será realizado no dia 27 de outubro de 2007, com início às 14h, no plenarinho da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, com a seguinte ordem do dia: diretrizes políticas da gestão, eleição do diretório municipal, eleição de comissão executiva. Esse edital, da data de 15 de outubro, é assinado pelo nosso querido presidente Antônio Gonçalves Filho, popular Toninho.
Então, o nosso PPS, na sua organização, realiza o que alguns chamam de convenção, nós chamamos de congresso municipal, para ser o mais amplo possível, com a participação de todos. Para nós, este dia 27, na capital de todos os catarinenses, será um motivo a mais para os novos filiados, para as diretrizes eleitorais do próximo ano e um motivo para ser realizado um trabalho como um partido sério, honesto, competente, fazendo da política uma ciência.
É claro que sabemos que fazer política é fazer além do seu próprio partido, por isso existem as coligações. Nós entendemos esse grande evento em nível municipal, que em tantos outros municípios já ocorreu e ainda está ocorrendo.
Também, sr. presidente, eu queria aproveitar o tempo que nos resta para agradecer à Presidência e à Mesa Diretora desta Casa, a quem representamos hoje no Desafio da Regularização Fundiária Sustentável no Plano Diretor Participativo de Florianópolis.
Gostaria aqui de lembrar a luta travada antigamente, pois lembro que em 48 horas tive que transferir cento e poucas famílias, deputado José Natal, da entrada de Canasvieiras, por decisão judicial. Eram pessoas idosas, crianças, e formamos a Vila União.Em outro momento, tivemos aqui o ilha/continente, quando precisamos urbanizar, manter as famílias; e em outra ocasião, houve uma desapropriação no Campeche. E assim foi a luta urbana do grande crescimento.
Quando assumimos a prefeitura da capital eram mais de 1.300 famílias por ano que vinham para cá, e terminamos o nosso mandato com menos de 300 famílias por ano. Houve uma grande densidade habitacional, um grande crescimento em Florianópolis, mas hoje temos política pública para regularização fundiária em nível federal, através do ministério das Cidades, e em nível municipal, através da Procuradoria do município. Por quê? Porque na nossa época nós fizemos o levantamento de toda a nossa cidade e descobrimos que o maior proprietário de Florianópolis era o proprietário desconhecido.
Os morros tinham ocupações de mais de 100 anos, mas é normal 30, 50, 60 anos de ocupação. Há uma característica que acho bonita: há a casa dos avós, atrás se constrói a casa dos pais, depois a dos filhos, netos. Então, ao longo do terreno, nós temos o assentamento, por mais de 50, 60 anos, de todos os descendentes da família. Isso agora poderá ser regularizado. Claro, temos que ver que isso ocorra de forma sustentável, com saneamento, com cuidado com a natureza, com harmonia, fazendo uma cidade feliz ou uma "felizcidade".
Nestes termos é que estivemos representando a Assembléia Legislativa nesse grande encontro que está acontecendo, com o Orçamento Participativo elogiável, com toda a comunidade e associações de bairros, para que encontrem as soluções de forma conjunta.
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)