Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Professor Grando

66ª Sessão Ordinária - 30/08/2007

O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sra. presidente, deputada Ana Paula Lima, companheiros deputados presentes nesta sessão, hoje, com grande alegria, nós, que lutamos tanto pelo meio ambiente, contribuímos e procuramos dedicar-nos diariamente, podemos ler no Diário Catarinense, do Grupo RBS, que completa 50 anos de atividade, uma reportagem sobre a Fapesc, a Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina, presidida pelo professor Diomário de Queiroz com a ajuda de tantos outros técnicos competentes e a ajuda, o auxílio, que essa fundação está dando aos trabalhos relacionados à questão ambiental, principalmente contra o efeito estufa, ou seja, como, cientificamente, aproveitar o dióxido de carbono para produzir tecnologia limpa através de mecanismos de desenvolvimento limpo como o próprio metano.

A Organização das Nações Unidas - ONU -, recentemente, em Viena, disponibilizou US$ 210 bilhões para que o mundo todo possa, através de pesquisas e estudos, combater o efeito estufa.

Nós temos dito que o mecanismo de desenvolvimento limpo vai produzir no mundo novas tecnologias muito superiores à questão da informática. A informática, inclusive, é uma das ferramentas para essa pesquisa. É o caso, por exemplo, do carro, que está se desenvolvendo e sendo fabricado de hidrogênio. Isso muda toda a tecnologia.

Esse processo novo significa que nós temos a responsabilidade de, através da natureza, que ainda é o processo mais barato de sugar o metano para realizar a fotossíntese junto na transformação do dióxido de carbono, dizer que Santa Catarina está-se modernizando. Isso é raro! A Fapesc liberou R$ 1 milhão para 14 trabalhos.

No pouco tempo que tenho na tribuna, vou mencionar alguns desses trabalhos. Um deles vai ser desenvolvido pela Epagri e chama-se: "Sistema inteligente de monitoramento de informações para a redução de gases de efeito estufa do setor madeireiro do planalto norte catarinense".

É o exemplo que ocorre em Lages, através da Tractebel, com a usina de biomassa, aproveitando o resto de madeira, as serragens, que são queimadas e produzem energia elétrica, produzem o vapor que é utilizado pelos madeireiros para trabalhar, inclusive, a madeira nas operações que necessitam. Além de produzirem energia elétrica, produzem vapor.

"A avaliação da redução de emissão de gás metano através do tratamento de dejetos de suínos via compostagem" é um trabalho da Embrapa, porque não é somente através do biodigestor que se aproveita o metano, a queima. Como sobra o líquido, faz o quê, com esse líquido? Então, um trabalho está relacionado ao outro.

Já a Univali vai realizar: "O controle da poluição e geração de energia através da biomassa", que nós acabamos de mencionar.

"Conservação do carbono em turfeiras do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro", que ajuda, inclusive, a purificar o ar. Esse trabalho vai ser desenvolvido pela UFSC, bem como um outro referente à bracatinga e o seu aproveitamento para combater o efeito estufa.

Então, esses gases, seja o metano, seja o dióxido, seja o enxofre, passam a ser reduzidos na atmosfera através de pesquisas que estão sendo incentivadas pela Fapesc, no governo de Luiz Henrique da Silveira.

É dessa forma que se trabalha para o futuro no estado, no país e no mundo!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)