Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

45ª Sessão Ordinária - 27/05/2009

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, público que nos acompanha nesta sessão, especialmente patrulheiros e autoridades da Polícia Rodoviária Federal - e é um prazer sempre receber servidores da segurança aqui neste Parlamento -, gostaria de dizer que estamos à disposição das demandas justas e legítimas da nossa sociedade, e também desse segmento de trabalhadores da Segurança Pública.

Mas preciso falar ainda da questão salarial dos servidores da Segurança do estado de Santa Catarina. O que tem de gente falando de projeto daqui, de projeto para lá, de projeto que foi alterado, de projeto que foi discutido com não sei quem, de projeto que se está encaminhando, de outra discussão que existe, é uma grandeza.

No entanto, nós, praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que somos a imensa maioria dos trabalhadores da Segurança Pública do estado de Santa Catarina, não estamos sendo ouvidos em absolutamente nada. A nossa associação, Aprasc, que é a maior entidade representativa dos trabalhadores de Segurança Pública do estado de Santa Catarina, está completamente alheia a qualquer discussão. Todos falam, todo mundo dá opinião, todo mundo planeja, todo mundo faz lobby de corredor aqui na Assembleia Legislativa ou nos corredores do Palácio, e nós, efetivamente, que somos a maioria, ficamos de fora desse debate.

A Aprasc sozinha tem o dobro de filiados que todas as entidades da segurança estadual somadas, mas o desprezo continua sendo grande. E estamos sentindo um grande cheiro de cavalo de Troia a entrar pelas portas desta Assembleia, com um projeto que tenha sido discutido apenas a partir da cúpula, apenas a partir do ponto de vista dos delegados da Polícia Civil e do alto comando da cúpula Polícia Militar.

Nem todos oficias estão participando desse debate, e estamos sentindo o cheiro desse cavalo de Troia que pode entrar por aquela porta a qualquer hora. E evidentemente que não nos vamos comprometer a acelerar a votação e discussão de projeto aqui que não tenhamos discutido anteriormente o seu conteúdo.

Embora não tenhamos lá na cúpula das instituições nenhum industrioso Ulisses, o inventor do cavalo de Troia lá na literatura de Homero, parece que estão criando um cavalo de Troia. E talvez também não seja tão cavalo, pode ser um burro de Troia que queiram meter na cabeça da maioria dos servidores da Segurança Pública do estado.

Mas, mudando de pauta, quero falar de duas matérias publicadas ontem e o hoje no Diário Catarinense, que falam do trânsito, do transporte, da mobilidade na Grande Florianópolis, nos trechos das nossas rodovias.

No jornal de ontem veio uma matéria cuja manchete, inclusive na capa, diz que Florianópolis tem a pior mobilidade do Brasil. Ou seja, de 21 capitais estudadas, Florianópolis é a que tem a pior mobilidade urbana do país, e a segunda pior do mundo, analisadas mais de 600 cidades. No mundo, Florianópolis só perde para uma cidade de Phuket, na Tailândia, porque é mais difícil andar no trânsito de lá do que aqui na Grande Florianópolis.

O jornal de hoje, de acordo com um trabalho feito pela equipe do Diário Catarinense ontem, traz o tempo que se demora para chegar do trevo de Barreiros até a Praça XV. E como morador da Serraria e de São José, assim como a maioria dos deputados que vêm do outro lado da ponte, temos que sair de casa todos os dias antes das 7h para não perder quase uma hora, ou às vezes mais que isso, no trânsito. E v.exas. conhecem bem essa realidade.

Isso precisa ser mudado, esse debate precisa continuar a ser feito aqui. Nós entendemos que o barateamento do transporte coletivo é a forma de melhorar essa dramática situação que a população de Florianópolis e os visitantes têm vivido.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)