112ª Sessão Ordinária - 19/10/1999
O SR. DEPUTADO IVAN RANZOLIN - Sr. Presidente e nobres Srs. Deputados, assomo à tribuna para discutir este requerimento porque os servidores públicos federais e estaduais, como é o caso do Besc, estão encontrando grandes dificuldades, estão vendo desaparecer as empresas públicas através da privatização ou do enxugamento, aumentando sensivelmente o desemprego no País.
Agora, estamos ouvindo os clamores dos servidores da Celesc, que desejam negociações.
Nós, no Brasil, temos que nos preocupar mais com o desemprego, que é muito grande. As empresas públicas estão desaparecendo, as empresas privadas estão desempregando. O volume, o exército de desempregados é uma coisa assustadora.
Ontem, Deputado Neodi Saretta, participamos de um encontro com o Ministro Marcos Tavares, que veio debater com as autoridades catarinenses (estava presente o Deputado Carlito Merss, que faz parte da Comissão de Finanças da Câmara Federal) um projeto gigantesco, que se chama PAB - Plano Avança Brasil.
Fiquei preocupado, porque neste plano não há uma contemplação segura e direta à área social. Estamos muito preocupados com o econômico e esquecendo o social.
Este requerimento trata de uma questão social, por isso, terá o nosso apoio. Não é possível que uma categoria fique esperando cinco meses para negociar aquilo que foi uma conquista sua.
Hoje, no País, mais de 50% da população está vivendo as agruras da falta de distribuição de renda. O povo brasileiro está empobrecendo de uma maneira violenta. Ninguém segura isso!
Chegamos a um ponto, Presidente, de ouvir, mais uma vez, ontem, em São Paulo, Antônio Carlos Magalhães afirmar que tudo o que se está fazendo no Brasil é balela se não encontrarmos o caminho para melhorar a condição do empobrecimento do País.
Assomei a esta tribuna para discutir este requerimento que tem um pontinha de questão social, que assegura o emprego para as pessoas, mas também para dizer que não vejo preocupação do Governo Federal, da classe política, da classe empresarial deste País, hoje, com o desemprego e com o empobrecimento.
O nosso País está passando por uma época terrível. Não estamos percebendo esse empobrecimento, que vai levar o Brasil a ser um dos países mais pobres do planeta.
Não sei qual é o caminho. Acho que Antônio Carlos Magalhães também não sabe o caminho certo, e não vejo preocupação por parte das autoridades federais em relação a essa questão social do País.
Todos estão preocupados em construir, fazer mais uma obra, uma estrada, mas não vemos a possibilidade de emprego, especialmente nos grandes centros.
A cidade de São Paulo, por exemplo, tem cerca de três milhões de desempregados. Tem muita gente nas ruas assaltando, matando, buscando um pedaço de pão, e não é este o Brasil que queremos.
Cumprimento V.Exa., Deputado Neodi Saretta, pelo requerimento, e votarei favoravelmente.
O Sr. Deputado Neodi Saretta - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO IVAN RANZOLIN - Pois não!
O Sr. Deputado Neodi Saretta - Deputado Ivan Ranzolin, em função de V.Exa. ter-se manifestado em defesa desse requerimento, gostaria de dizer que fico satisfeito com o seu posicionamento. E nós, realmente, esperamos a aprovação desse requerimento haja vista a negociação que está em curso.
A questão da Embrapa é uma, mas evidentemente que existem outras questões importantes que poderiam aqui ser citadas. Mas, sem dúvida nenhuma, se nós enfraquecermos a Embrapa, estaremos enfraquecendo toda a pesquisa brasileira.
O SR. DEPUTADO IVAN RANZOLIN - Obrigado, Deputado Neodi Saretta.
Era isso, Sr. Presidente, o que gostaríamos de colocar.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)