21ª Sessão Ordinária - 30/03/1999
O SR. DEPUTADO JORGINHO MELLO - Sr. Presidente e Srs. Deputados, quero saudar os nobres visitantes que dão motivo de orgulho ao nosso Parlamento que nos visitam nesta tarde.
Estou satisfeito, Srs. Deputados, porque esta Casa está convergindo para todas as correntes partidárias, do PFL ao PT, com um único e grande objetivo de defender essa grande instituição que é sagrada, que é nossa, que tem prestado serviço a Santa Catarina, que é o Banco do Estado de Santa Catarina.
Estou feliz e podem ter certeza absoluta de que todos os funcionários do Banco do Estado, que tenho a honra de representar nesta Casa, estão orgulhosos da qualidade, da determinação, da coerência e, acima de tudo, da responsabilidade que cada um dos nobres Deputados têm demonstrado em relação ao Banco do Estado.
E não tenho dúvida também de que em nenhum momento a Assembléia vai deixar de se posicionar, até porque é dever de todos os Parlamentares, de todas as Bancadas dizerem o que pensam e o que querem para o nosso querido Banco do Estado.
Fico feliz com V.Exa, Deputado Wilson Wan-Dall, ao demonstrar aqui a posição oficial do PFL. V.Exa. passa pela federalização, uma evolução grande, se compararmos com Lideranças maiores do seu Partido, que há poucos dias tinham uma posição firme, determinada, de que o Besc não teria espaço no mercado e que o caminho era a privatização.
Continuarei sempre defendendo a posição de ver o Besc como banco público, porque nenhuma instituição irá instalar agência nos 138 Municípios de Santa Catarina. O Besc é tido como referencial, como ponto de apoio ao pequeno agricultor, ao pequeno empresário, à Prefeitura, ao aposentado, ao funcionário público, à professora que vai receber o seu salário.
O Banco Central é o juiz, é a autoridade monetária de todas essas questões. Então, eu me poupo neste momento de fazer qualquer tipo de argumentação com relação a números, até para não ferir algum interesse ou desejo de querer desafiar o Banco Central, porque ele é, em última análise, o juiz de todo esse processo.
Eu só continuo dizendo que a justiça deve ser praticada em todos os campos. E sem nenhuma crítica, sem nenhum demérito aos companheiros da Caixa Econômica Federal, instituição esta que também se confunde com a história do Brasil, não pode ser dado um tratamento para uma instituição e, sobre o mesmo assunto, tendo súmula consumada, querer tratar de uma outra forma.
Eu dizia, num encontro com o Sr. Governador, que estava ao lado dele para defender o Besc, que não estaria à venda, e que o Besc teria para receber do FCVS, que é responsabilidade do Governo Federal, aproximadamente 400 milhões. Então, o Banco Central e o Governo Federal não podem fechar os olhos e dizer que esse ativo não presta e tem que jogar no lixo. A Caixa Econômica contabilizou 11 bilhões e nós somente 400 milhões.
Por isso, Srs. Deputados, o Besc é uma fortaleza. A paixão e o amor que os catarinenses têm pelo Besc foram demonstrados em todos os momentos.
Quero, portanto, registrar aqui, de forma contundente, o trabalho feito pelos grupos de funcionários do Besc que estão trabalhando dia e noite para levantar dados, sem querer criar constrangimento a ninguém, mas para dar respaldo ao Governador de Santa Catarina, para que ele possa ir ao Besc e dizer: só queremos o que foi aprovado por esta Assembléia; só queremos do Banco Central, como já autorizou do Badesc, que a transformação numa agência de fomento seja tocada em frente, o que aprovamos aqui com a aquiescência de todos os Deputados, porque tenho certeza absoluta de que o Besc vai continuar firme, forte e, acima de tudo, sem parceiro nenhum como banco público.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)