Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

18ª Sessão Ordinária - 19/03/2008

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sra. presidente, srs. deputados, demais pessoas que nos acompanham nesta sessão, muito rapidamente, gostaria também de parabenizar a população de Florianópolis, cidade na qual morei por 13 anos, de 1987 até 2000, e também a cidade de São José, na qual moro há oito anos.

Então, um grande abraço para toda a população que faz a riqueza e o progresso dessas duas cidades!

São José, a cidade em que moro, lamentavelmente está comemorando 258 anos entre tapas, murros e palavrões das autoridades constituídas. Então, é algo efetivamente a lamentar que no aniversário de 258 anos da cidade os Poderes Legislativo e Executivo estejam esbarrando e indo para as vias de fato em público, num evento com a presença, inclusive, do governador do estado. A nossa cidade de São José efetivamente não merece isso!

Portanto, um grande abraço a todos os trabalhadores e trabalhadoras, à população, à juventude de São José e Florianópolis, essas grandes cidades na qual vivemos por mais de 20 anos, sem esquecer da terra natal, Imbuia, no alto vale do Itajaí.

Eu quero falar de um tema, mas como tenho muito pouco tempo, terei que voltar à tribuna na semana que vem falando deste assunto: a precariedade da saúde pública em Santa Catarina. Está um caos a saúde pública de Santa Catarina. Não obstante as justificativas das autoridades, ela está cada vez pior. O nome disso, se for para dizer em uma palavra, é privatização.

A situação de precarização está exposta, como, por exemplo, na falta de médicos, enfermeiros e técnicos, conforme expõe a ação civil pública para o cumprimento de obrigação de fazer que o Ministério Público interpôs, dizendo o que o governo do estado tem que fazer para um bom atendimento público de saúde nos hospitais aqui da região.

E vejam o que falta de profissionais de saúde para dar conta do recado aqui na Grande Florianópolis:

(Passa a ler.)

* "No Hospital Infantil Joana de Gusmão faltam 47 médicos e 72 outros profissionais de enfermagem, técnicos, etc.;

* No Hospital Celso Ramos faltam 57 médicos e 72 outros profissionais de saúde;

* No Hospital Regional São José faltam 90 médicos e 141 profissionais em geral;

* No Hospital Florianópolis faltam 18 médicos e 22 outros profissionais na área de enfermagem;

* No Hospital Nereu Ramos faltam 14 médicos e 57 outros profissionais;

* Na Maternidade Carmela Dutra faltam 29 médicos e 84 outros servidores."

Ou seja, a situação de precarização está dada. O processo de terceirização está aí. Por exemplo, esta noite, deputada Ana Paula Lima, no Hospital Florianópolis duas técnicas de enfermagem cuidaram a noite inteira de 28 pacientes numa clínica médica. E nessa mesma clínica foi colocada uma senhora de 32 anos de idade, que estava na UTI e, portanto, com respirador, junto com 28 pacientes e apenas duas servidoras para tomar conta. E essa senhora faleceu de madrugada nessa clínica médica, sendo que ela deveria estar numa UTI, conforme recomendação médica.

Temos acompanhado servidores da área da saúde que estão vivenciando isso muito de perto. E são pessoas que trabalham há 20 anos na saúde e que não deveriam mais se emocionar com essa situação, mas elas choraram ao falar da situação dos hospitais e das condições nas quais elas estão trabalhando aqui na Grande Florianópolis e em todo o estado de Santa Catarina.

Vamos voltar a este assunto que é de interesse do conjunto da população. É preciso que este Poder Legislativo, através de seus membros, ouça, pronuncie-se e fale sobre isso. Não podemos ficar com os argumentos de que está tudo bem. Está tudo ruim e...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)