Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

87ª Sessão Ordinária - 07/10/2014

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Deputado Serafin Venzon, nosso campão do PSDB, se quiser utilizar o tempo eu cedo. É que no momento não tinha outro deputado do partido que quisesse utilizar a tribuna. Mas se v.exa. quiser eu lhe cedo, até pelo número interessante de votos que v.exa. fez merece toda as nossas homenagem e respeito.

No rastro do que estava falando o deputado Joares Ponticelli, realmente precisamos de uma grande reforma na questão das eleições desse país. Precisamos de uma reforma política urgente. E principalmente, no meu modo de ver, também inclui nessa reforma urgente do voto distrital. Eu já pratico isso, já venho sendo um deputado distrital há um bom tempo, porque só procuro os votos em Joinville e nas cidades satélites de Joinville. E acho descabido, por exemplo, eu ir a Chapecó buscar votos, ir a Criciúma buscar votos. Receber votos daquela região extrema de onde eu trabalho e depois não ter condições de voltar lá para dar satisfações às pessoas que votaram através de um trabalho mais intenso e mais profícuo.

Então, no meu modo de entender um dos itens principais da reforma política seria o voto distrital. Assim, teríamos apenas candidatos da região procurando votos da sua região. Certamente diminuiria um pouco essa diferença, inclusive de questões financeiras, pois o deputado hoje para se eleger corre praticamente o estado inteiro, gasta muitas vezes o que não tem, acaba muitas vezes depois das eleições tendo que vender até o próprio patrimônio para poder pagar as dívidas, tudo por conta do tamanho do eleitorado que tem que procurar o seu voto. E com a questão do voto distrital nós teríamos isso reduzido, as despesas de uma eleição seriam reduzidas também, porque nós teríamos apenas os votos da nossa região.

Eu já faço e pratico isso há um bom tempo, inclusive, deputado Silvio Dreveck, um dos melhores amigos que arrumei nesta Casa e do qual já tive orgulho de ser intérprete nas viagens aqui para a América do Sul, falando fluentemente o espanhol, já há duas eleições eu não subo a serra. Não vou a São Bento do Sul, Canoinhas, Mafra. Restringi-me a 15 municípios da grande Joinville, porque, a cada eleição que há, levo um jornal do trabalho realizado nestes municípios, antes de pedir o voto. E mostro para a população que trabalhei, reivindiquei, consegui interferir junto ao governo para verbas e etc. Essas são questões lógicas, sob o ponto de vista financeiro e também do trabalho.

É difícil quando você garimpa votos no estado inteiro conseguir devolver com trabalho no estado inteiro esses votos recebidos. Não há como ir daqui a Chapecó atender os 500, 600 votos que recebi na cidade. Como vou interferir com o governo do estado por Chapecó, sendo que existem deputados daquela região, qualificados inclusive, para fazer isso. Então, a questão do voto distrital é uma coisa muito séria.

Terminando esse assunto e entrando na questão das eleições, sempre lutei e briguei para que tivéssemos o segundo turno nas eleições para presidente do Brasil por uma simples razão: sempre disse que precisamos ter dois tipos de pensamento com relação à administração, à política ideológica e econômica deste país. Precisamos assistir um debate à Presidência da República mais interessante, objetivo e concreto ao invés de ouvirmos brigas e xingações.

E, agora, com a oportunidade de um segundo turno, temos a possibilidade de analisar o que pensam os candidatos do ponto de vista ideológico e econômico. São duas questões bastante diferentes que serão colocadas para o eleitor que aí, sim, poderá tomar sua decisão. É uma forma civilizada e cívica de se tomar uma decisão importante, pois vamos renovar ou fazer um contrato para que o presidente da República possa dirigir o país por quatro anos. É um contrato de trabalho. O presidente não passa de um grande gerente e vamos dar-lhe de forma consciente a assinatura nesse contrato através do voto. Isso é o que vamos fazer.

Neste segundo turno teremos esse discernimento. Antes não dava, com o Fidelix, metendo a boca e querendo tocar o braço em todos, com a Luciana Genro e suas ideologias. Já pensou se o país voltasse a ser como ela gostaria. Ela esqueceu dos 100 milhões de mortes que o comunismo proporcionou no mundo. Bom, ela nem tinha nascido na época.

Então, essas são as questões importantes para o direcionamento deste país e a melhora da qualidade de vida do povo brasileiro. O segundo turno é importante e devemos levar a sério o voto.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)