103ª Sessão Ordinária - 12/11/2013
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, hoje também é o dia do diretor. Então, quero cumprimentar todos os diretores das nossas 1.320 escolas estaduais espalhadas. Naturalmente temos o dobro desse número de diretores vinculados aos colégios municipais e particulares. Enfim, quero em nome da sra. Elizabeth Goedert e do professor José Valcir, ambos diretores de escolas de Brusque, cumprimentar todos os diretores de Santa Catarina.
Quero, também, em nome do Emerson Luis Tizone, do Rafael da Luz e da Chéris Gottardi, três jovens que estão organizando o JPSDB em Santa Catarina, dizer que dia 23 desse mês teremos um grande encontro no Beto Carreiro World, no município de Penha, e aproveito para convidar os jovens filiados ao nosso partido para participarem desse grande evento.
Em nome do senador Paulo Bauer, quero cumprimentar todos os peessedebistas de Santa Catarina que, deste momento até a eleição, como os demais partidos, estão se organizando para as eleições nacionais e estaduais.
Sr. presidente, quero abordar uma questão que certamente preocupa todos os parlamentares desta Casa. É de conhecimento de todos nós que o Brasil, comparando sua economia com os demais países da América Latina, é o país que menos cresce, inclusive menos do que a Venezuela. Também quando comparado com os países emergentes, com a África do Sul, com a China, com a Índia e tantos outros, também é o país que menos cresce.
Ainda temos um crescimento de 2% a 2,5% atualmente muito por conta do crescimento do agronegócio. A indústria, ligada à agricultura, cresce mais de 8% a 9% no Brasil, e graças a isso ainda estamos com um percentual positivo, mas talvez fosse negativo, se não fosse esse alto índice do agronegócio.
A Folha de S. Paulo traz alguns números que nos levam à reflexão, sobre a questão da economia no Brasil. O emprego na indústria brasileira recuou 0,4% em setembro, comparando com o mês anterior.
Na série livre de influências sazonais, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira, dia 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta foi a quinta queda seguida nesse tipo de comparação.
No ano, de janeiro a setembro, o índice acumula recuo de 0,9%, e em 12 meses um recuo de 1%. Na comparação com o mesmo período de 2012, houve uma baixa de 1,4%. Em setembro, a produção da indústria brasileira subiu 0,7%.
Em relação a setembro de 2012, o número de trabalhadores caiu em 12 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE. O principal impacto negativo sobre o indicador partiu da região nordeste (-6,3%), que teve influência negativa da redução de funcionários do setor de alimentos e bebidas (-10%), calçados e couro (-8,0%) e vestuário (-4,5%), entre outros.
Todos esses índices estão negativos justamente por conta de uma invasão de produtos originários de outros países e a nossa economia está muito mais voltada ao comércio do que à produção.
Outros destaques, infelizmente negativos, partiram de São Paulo (-0,8%), da Bahia (-6,4%), de Pernambuco (-6,5%), do Rio Grande do Sul (-1,4%) e de Minas Gerais (-1,2%).
Na análise da economia por setor, o total do pessoal ocupado assalariado recuou em 14 dos 18 ramos pesquisados. As pressões negativas vieram de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,7%), produtos de metal (-4,3%), calçados e couro (-4,7%), produtos têxteis (-4,2%) e máquinas e equipamentos (-2,2%), entre outros.
As principais influências positivas, para não falar apenas as negativas, sobre a média da indústria foram observadas nos setores de borracha e plástico (4,8%), meios de transporte (0,9%) e produtos químicos (1,4%). De janeiro a setembro, o emprego industrial que mostrou queda de 0,9%, manteve a mesma tendência em 11 dos 14 locais e em 11 dos 18 setores, com destaques para a região nordeste (-4,6%) e para os setores de calçados e couro (-5,3%) e vestuário (-3,1%), entre outros.
Cabe ainda um conforto aqui de destacar que entre os que tiveram um resultado positivo estão Santa Catarina, que teve um crescimento de 1%, e Paraná (0,5%). Quanto aos setores, os de alimentos e bebidas (1,5%) e de borrachas e plástico (3,1%) registraram as principais influências positivas. Essas são as participações do estado de Santa Catarina.
Apesar de o Brasil ter índices negativos, em Santa Catarina há ainda índices positivos.
Para encerrar, quero colocar alguns números que de certa maneira devem nos preocupar, justamente porque a economia global mostra reais sinais de crescimento, ao contrário no Brasil, em Santa Catarina há sinais de decréscimo e o que nos salva hoje é a agroindústria, mas precisamos rever as questões econômicas do país.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)