72ª Sessão Ordinária - 28/09/2005
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - O PP é sempre muito cordial com este deputado, o PP do deputado Lício Silveira.
Sr. presidente, srs. deputados, público que nos acompanha pela TVAL, pela rádio Assembléia e também pessoal que nos acompanha nas galerias, no dia-a-dia, eu gostaria de dizer que ontem, parece, aconteceu um problema técnico e a TVAL saiu do ar quando o deputado Duduco discursava, mas tudo bem.
Sr. presidente, o meu discurso não foi ao ar naquele momento, mas com certeza agora o público está acompanhando este deputado. Então, eu gostaria de dizer que tenho acompanhado as notícias oriundas desses jornais de menor porte, mas com a mesma força, com a mesma credibilidade de jornais maiores, como é o caso do jornal Oi São José, Popular, A Fonte, jornais que prestam relevantes serviços à comunidade de Santa Catarina.
Mas, infelizmente, às vezes um ou outro colunista ou jornalista se perde no discurso, como foi o caso, ontem, do colunista do jornal A Fonte, Fernando de Oliveira, que disse que eu teci alguns comentários a respeito do prefeito Dário Berger e a respeito do proprietário do Box 32, dentro do estabelecimento.
Sr. presidente, nunca freqüentei o Box 32, nunca fui lá. E ele afirma em sua coluna que eu teci esses comentários lá, no estabelecimento. Mas não é meu costume. Eu até vou ao mercado público, mas não ao Box 32, mesmo porque temos dificuldades de passar por ali em função das banquetas no corredor. Aliás, o Box 32 tem o privilégio de ter as banquetas no corredor, o que dificulta a nossa passagem, pois temos que dar a volta pelo outro lado do mercado, eis que as banquetas atrapalham a passagem dos pedestres.
Gostaria de dizer que nada tenho contra. Ele afirma que eu deixe a imprensa trabalhar. E a imprensa tem mais é que trabalhar mesmo. Eu não tenho nada contra a imprensa. Inclusive, na Câmara de Vereadores, enquanto fui vereador, fiz diversas homenagens a várias pessoas da imprensa. Naquela Casa, na Câmara Municipal de Florianópolis, assim que cheguei lá, em 1997, uma das primeiras sessões solenes que solicitei foi em homenagem ao Dia da Imprensa, à qual compareceram os jornalistas Moacir Pereira, se eu não me engano, Paulo Alceu e Roberto Alves para receber uma homenagem, na época, do vereador Duduco.
Aqui, nesta Casa, já fiz algumas homenagens, pois sempre respeitei muito a imprensa, mas existe aquele outro lado. Existem alguns colunistas que acham que como são imprensa podem usar a palavra detonar. "Vou detonar com ele, porque eu tenho jornal todo dia, porque eu tenho microfone todo dia", enfim. E o nosso espaço aqui não é um canal aberto, enquanto o privilégio pelo lado de lá é maior. Além disso, lá podem falar várias vezes, durante uma semana ou até durante um mês, de uma pessoa, e aqui não vamos ficar atrelados ao mesmo assunto.
Por isso, hoje quero considerar o assunto encerrado, mas de uma maneira clara e transparente, dizendo que o respeito que este deputado tem pelos grandes jornais, como o Diário Catarinense, o Estado ou ANotícia, o deputado Duduco tem também pelos jornais de porte menor, como é o caso do Popular, do Oi São José, que eu acompanho. Eles têm grandes colunistas; existem pessoas de renome dentro desses jornais. São pessoas que fazem um trabalho muito bonito e totalmente voltado para a comunidade de Santa Catarina. E não vou citar nomes para não pecar. Ontem citei alguns, mas hoje não quero cometer o pecado de acabar esquecendo de alguém.
O trabalho desses jornais é muito importante, agora, longe de achar ou de querer travar, o colunista citado, uma batalha com o deputado Duduco e a imprensa. Não é esse o meu objetivo. Mas também quero que fique muito longe do pensamento que o deputado está com medo. Medo, não, deputado Vânio dos Santos, porque eu acho que o respeito tem que ser recíproco.
Sou a favor de que me critiquem; são vários os colunistas que me criticaram. Sou a favor, podem me criticar. O Paulo Alceu, o meu querido Fabian Lemos e o Paulo Prisco Paraíso, enfim, vários aí podem fazer críticas a respeito do deputado Duduco, pois eu aceito. É papel do homem público também ser criticado, se for de uma forma construtiva, se for fundamentada essa crítica. Mas notinhas com brincadeiras, eu não aceito. Dizer que eu estive no Box 32, chamar o meu gabinete de Box 32, isso eu não aceito.
Aí está distorcendo, está fugindo daquilo que se pode aproveitar em favor do povo de Santa Catarina e até para que este deputado possa continuar fazendo o seu trabalho nesta Casa de uma forma transparente, traduzida realmente em trabalho. Da maneira como foi publicada, essa nota está distorcendo. Dá a impressão de que estamos aqui para brincadeira, dá a impressão de que o deputado está aqui para fazer uma briga com a imprensa ou com alguém da imprensa.
Agora, ele ficar de lá dizendo que o meu gabinete é o Box 32 ou eu dizer que a coluna dele é o Box 32, realmente isso aí não cabe, não tem como. Eu acho que a crítica tem que vir, pode ser feita e deve ser feita. E eu estou preparado para a crítica. Eu acho que nós devemos estar preparados para a crítica. Afinal de contas, nós deixamos de ser uma pessoa comum para exercer um cargo público. E se exercemos um cargo público, nós temos direito a tudo, nós temos direito a ser ouvidos no Ministério Público, na superintendência da Polícia, seja lá onde for.
Nós somos pessoas comuns também, independentemente de termos talvez amparo em alguma lei. E eu até gostaria de dizer que quanto a esse amparo, eu agradeço. Até mesmo fiz uma carta, um ofício, abrindo mão dos meus direitos como parlamentar para que qualquer cidadão que queira processar o deputado Duduco possa fazê-lo. Independentemente de pedir autorização ao Plenário da Assembléia Legislativa, na Casa Legislativa, estou aberto para qualquer processo contra o deputado Duduco, mas baseado em coisa séria, em coisa fundamentada.
Agora, não me venham com abobrinhas, com esse tipo de palhaçada de chamar o meu gabinete de Box 32 e de dizer que eu vou ao Box 32 falar do prefeito. Isso não, porque se eu tenho que falar do prefeito, eu falo aqui. Eu votei no prefeito, eu ajudei o prefeito a se eleger e o prefeito não me deve nada.
Eu simplesmente falo aqui em defesa da minha cidade, da cidade onde nasci. Eu amo Florianópolis e devo muito a ela! Além de ter nascido e ter ser sido criado aqui, sou um manezinho da Ilha! Florianópolis é tudo para mim!
Nós, que moramos nesta cidade, e até aqueles que a adotaram, temos um carinho muito grande por Florianópolis. Eu, como deputado da região, tenho o dever de fazer a defesa do povo de Florianópolis, de fazer a defesa, de uma forma geral, daquilo que não está sendo feito em favor desta cidade. Isto é o mínimo que eu poderia fazer por Florianópolis! E tenho que continuar fazendo, pois, afinal de contas, ajudei a indicar o prefeito. Então, por que não posso cobrar?
Gostaria de deixar bem claro que o prefeito Dário Berger não me deve nada! Já fiz a defesa do prefeito aqui no que diz respeito ao repasse para as escolas de samba! O prefeito Dário Berger, nos meses de maio ou junho, andou repassando R$ 100 mil para as escolas de samba. Isto foi inédito na história do carnaval de Florianópolis! O próprio governador Luiz Henrique, recentemente, fez o repasse de R$ 40 mil para as escolas de samba de Florianópolis - e se elas não divulgaram isto, este deputado divulga agora!
Falei que o prefeito Dário Berger fez um dos melhores carnavais de Florianópolis em apenas 20 dias! Mas parece que querem que façamos apenas elogios aqui! Escuto críticas, então por que não se pode fazer críticas ao prefeito?! Se tiver que fazer críticas ao governo federal, vou fazê-las. Agora, no momento, como parlamentar, prefiro tecer as minhas críticas e os meus elogios ao processo político de Santa Catarina; eu prefiro direcionar as minhas críticas e o meu trabalho aos prefeitos, aos vereadores, ao governo do estado e exclusivamente ao Dário Berger, porque é prefeito da cidade na qual eu resido.
Agora, o que não pode é alguém se doer por ele na imprensa, de uma forma muito particular, muito forte e aí acabar caindo naquele ditado, naquela carta do pau mandado. Não vou aceitar isso! Qualquer colunista pode fazer críticas ao deputado Duduco, que ele aceita. Jamais vou ligar dizendo que ele está errado. Não faço esse papel! O que eu posso fazer é conversar. Agora, notas distorcidas, palhaçadas, eu não vou aceitar. Dizer que o deputado Duduco foi ao Box 32? Dizer que eu vivo criticando o prefeito Dário Berger? Critiquei e vou continuar criticando! E naquilo que for bom para Florianópolis, também vou parabenizá-lo!
No momento faço críticas! Eu critiquei o promotor que impediu de ser feita a estátua de São José, na beira da BR, porque penso que era um direito que o município tinha! Era do interesse de Dário Berger, na época, e ele tinha o direito de fazer! Pelo Brasil afora, vemos várias cidades com santos, imagens e por aí afora na beira de BRs. E por que o prefeito não podia erguer a imagem de São José? Fiz a defesa aqui, da tribuna, mas na hora de fazer a crítica, dois ou três acham que o deputado Duduco tem que ir para a vala porque criticou o prefeito Dário Berger.
Vou continuar fazendo críticas; se tiver que criticar o governador Luiz Henrique da Silveira, eu irei criticá-lo. Inclusive, eu já o critiquei quando não houve o repasse para os conselhos comunitários, com creches fechando...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)