44ª Sessão Ordinária - 13/05/1999
O SR. DEPUTADO RONALDO BENEDET - Sr. Presidente e Srs. Deputados, hoje, dia 13 de maio, queremos saudar os representantes e o Presidente da União Brasileira dos Homens de Cor, a União Nacional da Integração Racial e todas as entidades presentes aqui nesta Casa e agradecer por terem me escolhido, como cidadão ubraquiano e colaborador do Movimento de Integração Racial e Direitos do Negro no Brasil, para receber o diploma de Honra ao Mérito da Corte Suprema da Ubrahc.
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"Apesar de continuarem sofrendo a mais absurda forma de discriminação em uma sociedade que, hipocritamente, afirma haver democracia racial, os negros tomam consciência de sua importância no cenário nacional e dos direitos que lhes são sonegados.
Sinto-me otimista, fico contente ao ver que o Movimento Negro prefere cultuar o herói Zumbi e a rebeldia do Quilombo dos Palmares, acreditando na história que escreveram e não na versão escrita pelos seus opressores.
Negar 13 de maio como data da redenção dos escravos é um gesto de consciência. A mesma consciência que deveriam ter os brasileiros, hoje miscigenados, ao não comemorarem a data do descobrimento do Brasil.
Esta data deve ser motivo de festa para os colonialistas e exploradores portugueses, como marco do início do butim, do genocídio, da escravidão, da discriminação neste território, que já tinha donos livres e em harmonia com o meio ambiente há milhares de anos.
Negar 13 de maio é um recado da consciência negra para a incipiente consciência nacional, prestes a comemorar o aniversário de quinhentos anos do início da opressão colonial."
Sr. Presidente, Srs. Deputados, representantes dos homens de cor, nós, do PMDB, não poderíamos deixar de lembrar que precisamos fazer uma reflexão neste País no sentido de que temos de ter uma integração e dar oportunidade a todas as raças, a todos os que foram oprimidos através da história deste País.
Que os negros tenham esse dia para fazer uma reflexão sobre o seu passado, sobre a sua história. Vieram para este País roubados de sua pátria; príncipes e nobres na África, foram tirados dos seus países e obrigados a vir para cá para servirem como escravos.
Por isto, mesmo que não seja uma data comemorativa, queremos render as nossas homenagens a todos os negros deste Estado e aos que não escolheram este País para ser a sua pátria mas que hoje se integram com a sociedade brasileira.
Queremos cada vez mais abrir os braços dos brancos, que muito oprimiram, torturaram e fizeram sofrer os negros neste País. Queremos estar aqui para abraçá-los, para cumprimentá-los e integrá-los cada vez mais, com oportunidades de trabalho, nas escolas, nas universidades, nos cargos públicos.
Esta é a nossa mensagem, esta é a nossa consciência.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)