Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado João Macagnan

33ª Sessão Ordinária - 24/04/2002

O SR. DEPUTADO JOÃO MACAGNAN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, no dia de hoje irei fazer um pronunciamento sobre um tema que vem assolando grande parte da população brasileira.

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“Hoje temos visto tantas pessoas próximas de nós que estão sofrendo por causa de um estopim que muitos apelidaram o mal do século. Este mal é o estresse. É algo que preocupa a maioria de nós.

O estresse é resultado de uma vida levada fora dos padrões mínimos necessários para o equilíbrio emocional de uma pessoa. Problemas de saúde, financeiros, muito trabalho, pouco trabalho, nenhum trabalho levam ao estresse. Mas por que o Deputado João Macagnan vem falar em estresse?

Srs. Deputados, muitos estudiosos têm dissertado que o estresse pode ter inúmeros efeitos sobre as pessoas.

Geralmente o estresse causa doenças quem podem se tornar graves e ter resultados que nós não desejamos. Por isso precisamos combater o estresse atacando as causas e não somente os efeitos deste mal.

Eu, como homem público, não posso ficar alheio a tal problema sem refletir sobre o que nós, do PFL e dos Partidos que compõem esta Casa, podemos fazer.

Sabendo que o estresse emocional ataca aqueles que não conseguem um emprego para obter recursos e sustentar a família, ataca aquele que não recebeu condições de educação e não sabe transmiti-la ao filho. Sem estas condições de adquirir conhecimentos, não sabem lutar por seus direitos.

O estresse também ataca aqueles que não receberam condições de saúde ou não angariaram forças para vencer a doença.

Uma mãe transmite instabilidade ao filho e esse filho cresce, se torna um adulto inseguro, despreparado; se não for feito algo para interromper esse ciclo, ele vai se repetindo de modo que gerações vão se sucedendo sem que haja a elevação do nível de vida das pessoas.

Quem ainda nada fez pelo próximo não faz idéia do que existe para ser feito. Mas aquele que já fez consegue ter a exata noção do trabalho que existe pela frente.

Só quem se prestou ou se presta, por exemplo, ao trabalho voluntário, aquele que se presta à causa pública, é que sabe o quanto temos por fazer e o quanto é longa a jornada.

Não se faz nada nem em pouco tempo nem de forma isolada. Precisamos estar juntos e buscar o caminho certo das coisas. Para o desempregado, o emprego; para a criança, o analfabeto, a escola; para o jovem, a profissionalização, o acesso ao conhecimento; para o povo, a saúde; para o doente, o tratamento. Todos sabemos as soluções, mas muitos não enxergam o que se tem a percorrer.

Não se consegue emprego somente pedindo vaga nas empresas, não se consegue educação apenas abrindo mais uma sala de aula aqui ou outra lá. Não há luta justa pelos nossos direitos, e é necessário alguém nos informar sobre eles. Não se resolve a questão da saúde simplesmente cuidando da doença.

É preciso criar condições de as indústrias, de as fábricas e de o comércio se manter, investir, ampliar, para que a geração de empregos aconteça em nível estruturado; que o número de empregos aumente por necessidade do mercado, dando segurança ao trabalhador como profissional e socialmente.

É preciso preparar os profissionais da educação desde já, enquanto eles ainda estão nos bancos escolares como alunos. É preciso assim oportunizar aos professores de hoje acesso à reciclagem, aos novos conhecimentos, à nova tecnologia, isso aliado às condições físicas de sala de aula, material didático, merenda escolar, esporte e outras soluções. Isso, sim, é educação.

Através da educação o cidadão passa a conhecer a essência de seus direitos, passa a ter argumentos para lutar por eles em nome próprio e de seus semelhantes.

É preciso proporcionar aos cidadãos condições de alimentação, moradia, lazer, educação, enfim, um nível de vida compatível com condições de saúde. Isso tudo, caros amigos, são condições elementares que ajudam evitar ou vencer o estresse, a determinar uma vida digna. É para esses objetivos que temos de direcionar nossas forças.

Nossas forças, portanto, precisam ser convergentes, no mesmo sentido. O estresse é apenas um estágio que leva ao estado de desestruturação pessoal, atingindo também quem está próximo e, por conseqüência, a sociedade.

Por isso, necessitamos ampliar nossas forças objetivando alcançar o nível de vida melhor para os nossos cidadãos. E só assim poderemos evitar e também vencer a doença do século: o estresse. Confie em quem já tem a experiência e a consciência de que muito há de ser feito. Confie no poder de nossas forças juntas. Juntos haveremos de compartilhar, vencendo esse mal do século, que é o estresse. Só desenvolvendo conjuntamente essas ações e buscando as soluções, vamos eliminar esse mal que vem afetando tantos cidadãos catarinenses e brasileiros.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)